e o que evapora a caminho da atenção
Todas as fontes citadas no livro, capítulo a capítulo, com endereço de origem e a natureza de cada uma.
A versão impressa lista autor, título, veículo e ano. Esta acrescenta o link, o tipo de fonte — auditada, primária, imprensa, estimativa ou fornecedor — e as ressalvas de método que o papel não comporta: recorte geográfico, janela de medição, denominador declarado, e os casos em que a fonte se corrigiu depois de publicar.
Não há seção de errata. Quando uma fonte muda, a correção fica dentro da própria entrada, que é onde o leitor a encontra.
2 fontes
BAUMAN, Zygmunt Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. Ed. original: Liquid Modernity, Polity Press, 2000 acadêmico
pt.wikipedia.org/wiki/Modernidade_líquida
O verbete em português trata do conceito, não da ficha do livro — é onde o leitor entende a linhagem de “mídia líquida”.
DEUZE, Mark “Journalism in Liquid Modern Times: An Interview with Zygmunt Bauman”. Journalism Studies, vol. 8, n. 4, 2007. acadêmico
doi.org/10.1080/14616700701412233
Deuze assina também “Liquid Journalism” (2006), onde o termo aparece primeiro, mas só vive em repositório universitário.
5 fontes
Charles Mingus Mingus Ah Um. Columbia, 1959
Dave Brubeck Time Out. Columbia, 1959
John Coltrane Giant Steps. Atlantic, 1960 (gravado em 1959)
Miles Davis Kind of Blue. Columbia, 1959
Ornette Coleman The Shape of Jazz to Come. Atlantic, 1959
9 fontes
Axios “Scoop: OpenAI projects $100 billion in ad revenue by 2030”, 09/04/2026. imprensa
axios.com/2026/04/09/openai-100-billion-in-ad-revenue
Projeção apresentada a investidores: US$ 2,5 bi em 2026 · US$ 11 bi em 2027 · US$ 25 bi em 2028 · US$ 53 bi em 2029 · US$ 100 bi em 2030. Assume que os produtos da OpenAI cheguem a 2,75 bilhões de usuários semanais até 2030.
O piloto americano gerou US$ 100 milhões de receita anualizada em menos de dois meses.
Contraponto: a eMarketer projeta que a OpenAI erre a própria previsão por 90% — estima que todos os chatbots nos Estados Unidos juntos gerem US$ 5,41 bilhões em 2030 (Adweek, julho de 2026).
A atribuição anterior ao Business Insider via Marketing Tech News não se confirmou. O furo é da Axios.
Dentsu Global Ad Spend Forecast, dez/2025 e atualização de maio/2026. Mede líquido vendor
DUAS SAFRAS, E O CORPO USA AS DUAS. Da atualização de maio de 2026: US$ 1,06 tri em 2026, crescimento de 5,0%, desaceleração após um 2025 mais forte que o esperado (5,8%), 56 mercados. Da previsão de dezembro de 2025: digital em 68,7% do total — o corpo arredonda para 69% —, Brasil com 9,1%, o mercado mais dinâmico do top 12, e 86% dos CMOs prevendo aumento de budget. Quem procurar os 5,0% na safra de dezembro não vai achar: lá o número era 5,1% e o total, US$ 1,04 tri.
Também de dezembro: retail media cresce 14,1%, o quinto ano seguido como segmento digital mais rápido; 81,4% do digital negociado em programática; 71,6% do investimento dirigido por algoritmo em 2026.
eMarketer Projeção de publicidade em assistentes de inteligência artificial nos Estados Unidos. estimativa
adweek.com/media/openais-ad-business-is-on-pace-to-miss-its-own-forecast-by-90-analyst-says/
Menos de US$ 1 bilhão em 2026 para todos os chatbots autônomos no mercado americano — ChatGPT, Microsoft Copilot, Google AI Mode e Amazon Alexa for Shopping. US$ 5,41 bilhões em 2030.
É o contraponto direto à projeção da OpenAI: a eMarketer calcula que a empresa erre a própria previsão por 90%. As duas estimativas montam o contraste que o parágrafo faz — quem vende o espaço contra quem estima o mercado.
Via Adweek, julho de 2026.
MURAD, Fernando “Apostas no bom senso”. Meio & Mensagem, seção Opinião, 20/07/2026. imprensa
meioemensagem.com.br/opiniao/apostas-no-bom-senso
Apostas e loterias com 4% do share de investimento em compra de mídia em 2025, atrás apenas de Grandes Varejistas, líder com 6%. Fonte: Radar AdInsights do IBOPE, relatório de abril.
O parágrafo do livro tem DUAS fontes do IBOPE, em publicações diferentes. Os 4% e o “atrás apenas do grande varejo” vêm do Radar AdInsights (relatório de abril), via este artigo. As quinze casas de apostas com R$ 2,9 bilhões em compra de mídia, contra R$ 2 bilhões no ano anterior, vêm do ranking dos 300 Maiores Anunciantes, creditado ao IBOPE Monitor.
É artigo de opinião, não reportagem. O rótulo importa: a análise é do autor, os números são do IBOPE.
Material forte, disponível: o Ministério da Fazenda abriu investigação sobre mensagens publicitárias de quatro bets exibidas na CazéTV (KTO, Bet365, Betnacional) e no SBT (Esportes da Sorte). O Conar emitiu liminares pedindo suspensão de três delas, por interpretar que extrapolaram o tom ao divulgar chances de ganho a partir dos cenários dos jogos.
Rio de Janeiro e Belo Horizonte publicaram decretos que proíbem divulgação de bets em espaços públicos; no Rio, anúncios já foram retirados. Em São Paulo, tramita projeto que veda publicidade direta ou indireta em eventos esportivos.
A Copa de 2026 teve, pela primeira vez, uma bet como patrocinadora.
Nota de método: o IBOPE precifica pela tabela do veículo, antes do desconto (Valor Publicitário Bruto).
SACCHITIELLO, Bárbara “Globo, CazéTV, SBT: quem ganhou a Copa da audiência?”. Meio & Mensagem, 23/07/2026 imprensa
meioemensagem.com.br/midia/globo-cazetv-sbt-quem-ganhou-a-copa-da-audiencia
Fonte do pico de 23,9 mi de dispositivos (semifinal Espanha × França) e dos 118,7 mi de contas únicas contra 55,6 mi em 2022. Serve a três capítulos.
SPA / Ministério da Fazenda Secretaria de Prêmios e Apostas — regulação do mercado de apostas esportivas no Brasil. auditado
gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/secretaria-de-premios-e-apostas
WARC Global Ad Spend Outlook estimativa
Safra de dezembro de 2025. Os 56,1% e os US$ 556,6 bi são de 2025, não do ano do livro. O mesmo relatório projeta 58,0% em 2026 e 58,8% em 2027, e estima o mercado global em US$ 1,19 tri, com a China em US$ 200,1 bi — é esse o denominador que fecha a conta, não o US$ 1,30 tri citado em outra passagem.
Artigo original em paywall. Números confirmados em cobertura de terceiros: Social Samosa, Inside Radio, MediaNews4U, BestMediaInfo e Adgully, todos de 11 e 12 de dezembro de 2025.
Os US$ 1,30 tri que o corpo atribui à WARC vêm daqui: 2025 em US$ 1,19 tri, com upgrade de 9,1% para 2026 e 7,9% para 2027, chegando a US$ 1,40 tri em 2027.
A diferença de US$ 240 bi para a Dentsu é de método, não de discordância. Síntese da INMA, 27/01/2026, põe os três lado a lado: Dentsu US$ 1,04 tri, WPP Media US$ 1,22 tri, WARC US$ 1,30 tri. O que mais move o total é o tratamento do retail media — se listagem patrocinada conta como publicidade ou como trade marketing. É o argumento do capítulo: a régua muda o tamanho do mercado. — inma.org/blogs/advertising-initiative/post.cfm/a-trillion-plus-dollar-ad-market-but-who-wins
WARC Global Ad Spend Forecast, atualização do 3º trimestre, 25/09/2025. “Global ad market prospects upgraded following social media windfall” estimativa
marketingdive.com/news/global-ad-spend-rise-faster-than-expected-amid-digital-boom-warc/761119/
Divisão dos novos dólares de 2025: social media 40,6%, search não relacionado a varejo 22,2%, retail media 21,5%. 90,3% dos dólares incrementais vão para plataformas pure-play digitais — o “nove em cada dez” do corpo. Mercado global da safra: US$ 1,17 tri, crescimento de 7,4%, com 2026 em US$ 1,27 tri.
A BASE É O CRESCIMENTO, NÃO O MERCADO. Os três percentuais incidem sobre os dólares incrementais do ano, não sobre o total. Aplicar 84,3% ao mercado inteiro produz número sem sentido — foi o erro que a conferência de 12/09/2026 quase cometeu.
SAFRA DIFERENTE DA QUE SUSTENTA O PARÁGRAFO SEGUINTE. Estes são do Q3. Os 56,1% e os US$ 556,6 bi da concentração são da safra de dezembro de 2025, com o mercado revisado para US$ 1,19 tri. As coberturas abertas de dezembro não republicam os três percentuais. Não atribuí-los ao total revisado.
Os “US$ 72 bilhões” que constavam do corpo até 12/09/2026 eram de outra safra e de outro conceito. Os US$ 72,9 bi aparecem na previsão de abril de 2025 como o aumento absoluto do mercado global sobre 2024 — não como dinheiro destinado ao pure-play. Corrigido para os 90,3%, que é o número da mesma safra dos três percentuais.
O fecho do corpo, sobre o resto do mercado disputar o equivalente ao que a Meta fatura em um mês, tem paralelo na divulgação reproduzida pelo Report360 — e refere-se ao pedaço do crescimento que não vai para pure-play, não a uma fatia do mercado total. — report360.com.br/novo-relatorio-warc-global-ad-forecast/
WPP Media This Year, Next Year (TYNY) vendor
wppmedia.com/thought-leadership/this-year-next-year
Põe o “pure-play digital” em 72,9% para 2025.
11 fontes
ActiveCampaign com apoio da AnaMid uso de WhatsApp por empresas brasileiras, set/2025 vendor
Billboard Hot 100 auditado
Dentsu Media Trends 2026 vendor
Dentsu Human Truths in the Algorithmic Era: 2026 Media Trends, 16ª edição, anunciada em 29/10/2025 vendor
Media Practice, contribuição de 30 especialistas globais, nove tendências em três verdades humanas: simplicidade, sociabilidade e atenção. Comunidade e creators aparecem dentro da segunda.
Nota de série: a formulação de comunidade como pilar estrutural é do dentsu 2023 Media Trends, que organiza dez tendências em Content, Commerce e Community. Safra descartada por obsolescência; registrada porque sustentaria a redação anterior do capítulo.
ERSE, Bernardo “Pertencimento, da audiência ao vínculo”. Meio & Mensagem, Opinião, 06/05/2026 imprensa
meioemensagem.com.br/opiniao/pertencimento-da-audiencia-ao-vinculo-o-valor-da-comunidade
Meio & Mensagem e Nexo Naming rights do estádio do Palmeiras: anúncio em 10/04/2026, nome definido em 04/05/2026. imprensa
meioemensagem.com.br/marketing/nubank-assumira-naming-rights-do-allianz-parque
R$ 49,88 milhões por ano até 2044 — o maior contrato de naming rights do futebol brasileiro (Nexo, 04/05/2026: nexojornal.com.br/expresso/2026/05/04/nubank-parque-allianz-arena-name-rights-palmeiras).
O detalhe que interessa: 47% dos votantes escolheram a opção que preserva a referência ao Parque Antarctica, complexo que abrigava o estádio até 2010. Votação aberta a qualquer pessoa, um voto por CPF, entre 10 e 30 de abril. Concorriam Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank.
A Allianz detinha os direitos desde 2013, em contrato de 20 anos estimado em R$ 300 milhões. Participaram do anúncio Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, e Marcelo Frazão, da WTorre.
A fonte do Rush, de 23/02/2026, é anterior ao rebatismo e pode trazer Allianz Parque.
Cobertura adicional: meioemensagem.com.br/marketing/nubank-parque-sera-o-nome-da-arena-do-palmeiras e …/como-o-nubank-construira-o-naming-rights-da-arena-do-palmeiras
Nubank “Nubank Parque é o novo nome da arena multiuso do Palmeiras”, 04/05/2026 fonte primária
Acordo anunciado em 10/04/2026; nome definido em 04/05/2026 por votação popular entre Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank.
A fonte do Rush, de 23/02/2026, é anterior ao rebatismo e pode trazer Allianz Parque.
Cobertura: Meio & Mensagem 10/04/2026, meioemensagem.com.br/marketing/nubank-assumira-naming-rights-do-allianz-parque · Nexo 04/05/2026, nexojornal.com.br/expresso/2026/05/04/nubank-parque-allianz-arena-name-rights-palmeiras
Opinion Box WhatsApp no Brasil, jun/2025 estimativa
Rush “RUSH 2027 Tour Dates in South America, UK & Europe”. rush.com, 23/02/2026 fonte primária
Rush Grace Under Pressure. Mercury/Polygram, 1984. referência cultural
en.wikipedia.org/wiki/Grace_Under_Pressure_(Rush_album)
Edição brasileira. O corpo diz “comprei em vinil” — o objeto citado é o exemplar que o autor teve na mão, não a edição canadense da Anthem.
Há outro álbum homônimo, de John Scofield (Blue Note, 1992). O link é desambiguado.
WGSN “Consumidor do futuro 2027: do digital às comunidades de marca” estimativa
wgsn.com/pt/blog/consumidor-do-futuro-2027-do-digital-comunidades-de-marca
Sem data na página. Fornecedora de previsão de tendências, vendendo o assunto que descreve.
13 fontes
ANPD panorama de sanções da LGPD auditado
turivius.com/portal/multas-da-lgpd/
Os R$ 14,4 mil são a primeira multa administrativa da ANPD ao setor privado, contra a Telekall Infoservice, microempresa de telemarketing, por tratar dados sem base legal e por não cooperar com a fiscalização. Foi a única multa pecuniária a empresa privada até o início de 2026 — as demais sanções recaíram sobre órgãos públicos, que por lei não recebem multa em dinheiro (art. 52, §3º).
Os dezenove processos sancionadores de junho de 2026 são a maior leva da história da autoridade, e superam o total de 2020 a 2024 somado. A ANPD virou agência reguladora pela Lei nº 15.352/2026. Teto de multa: 2% do faturamento, limitado a R$ 50 milhões por infração.
O fecho do parágrafo, acrescentado em 12/09/2026: ByteDance multada em R$ 153,7 milhões por cinco violações no tratamento de dados de crianças e adolescentes no TikTok. É o salto de escala que o corpo usa — de R$ 14,4 mil a R$ 153,7 milhões.
Fonte secundária. O panorama da Turivius consolida os casos; os números individuais aparecem em coberturas distintas. Confirmar contra o Painel da Fiscalização da ANPD, público desde novembro de 2025, antes do release.
CENP-Meios (mar/2026) — digital com 40,6% do bolo via agências auditado
meioemensagem.com.br/midia/cenp-meios-aponta-crescimento-de-10-em-2025
Digital Applied / Dashflow rastreamento do lado do servidor recupera 15-30% dos sinais vendor
digitalapplied.com/blog/data-privacy-marketing-2026-cookieless-strategy
Globo GAMA GAMA Ad Marketplace — plataforma de compra programática da Globo, com dados próprios. vendor
gama.globo/
Mais de 140 milhões de GloboIDs — chaves únicas de identificação de usuários logados. A base sustenta a inserção dinâmica de publicidade nos canais lineares transmitidos via Globoplay, rodando desde o fim de 2022.
O MESMO NÚMERO APARECE COMO DUAS COISAS DIFERENTES. A Globo declara “mais de 140 milhões de GloboIDs” e também “140 milhões de brasileiros impactados semanalmente” pelos canais digitais e lineares — o equivalente a 70% da população. Identificador cadastrado e alcance semanal não são a mesma métrica. É o argumento do livro sobre alcance e atenção, dentro de uma casa só.
Autodeclarado. Não há medição de terceiro sobre a base.
Contexto: a receita publicitária do Globoplay cresceu 86% em 2024 e 38% no primeiro semestre de 2025. Formatos próprios: Pause Ads, Binge Ads e Frame Ads. Declaração de Julia Rueff.
Google Privacy Sandbox retirado em out/2025; Chrome sem prompt de cookies em abr/2025 auditado
privacysandbox.google.com/blog/update-on-plans-for-privacy-sandbox-technologies
IAB com eMarketer data clean rooms estimativa
IAB com Ipsos State of Data 2023: Data Clean Rooms & the Democratization of Data in the Privacy-Centric Ecosystem, janeiro de 2023 auditado
iab.com/wp-content/uploads/2023/01/IAB_State_of_Data_2023.pdf
Base de 203 respondentes — 70 agências, 70 marcas e 63 veículos —, levantados pela Ipsos. Dois terços (64%) das empresas que já usam tecnologia de preservação de privacidade usam data clean rooms, e 85% contando quem considera adotar. Expectativa declarada de investir 29% mais em 2023.
LeadGen Economy cookies de terceiros e perda de sinal vendor
leadgen-economy.com/blog/server-side-tracking-lead-generation-cookie-loss/
LiveRamp / AdExchanger jardins murados vendor
Mercado Ads 148 milhões de usuários. — auto-declarado vendor
Mordor Intelligence comércio social brasileiro em US$ 15,6 bi estimativa
mordorintelligence.com/industry-reports/brazil-social-commerce-market
Red Volcano Prêmio de CPM por dado próprio de publisher — a distância entre o prometido e o praticado. vendor
Prêmio de CPM de 25% a 40% sobre segmentação tradicional, para publishers com estratégia madura de dado próprio. A conta do artigo: quem ganha US$ 2 de CPM em programática tradicional pode chegar a US$ 3-4.
A MESMA CASA PUBLICA O NÚMERO CONTRÁRIO. Noutro artigo do próprio blog, a Red Volcano registra que compradores de mídia pagam prêmio de apenas 0% a 10% por dado próprio de publisher — e que algumas agências exigem prova de melhora de performance para justificar qualquer valor acima disso.
A leitura: os 25-40% são o que a estratégia promete; os 0-10%, o que o mercado paga. Um é potencial, o outro é praticado. A distância entre eles é o argumento.
Vendor: a Red Volcano vende inteligência sobre publishers para o lado da oferta — 32 milhões de publishers rastreados, detecção de stack, ads.txt. Tem interesse em que dado próprio pareça valioso.
Statista / Meets CRM WhatsApp, penetração e abertura estimativa
blog.meets.com.br/whatsapp-business-estatisticas-e-10-tendencias-para-2026/
11 fontes
ANA Programmatic Transparency Benchmark, Q2 2025, 14/08/2025 auditado
ana.net/content/show/id/pr-2025-08-programmatictrans
US$ 26,8 bilhões desperdiçados.
Dentsu (03/12/2025) — 71,6% do investimento gerido por algoritmos em 2026 vendor
Os 69,8% do ano anterior, que o corpo usa como comparação, vêm da cobertura da eMarketer sobre a mesma previsão — emarketer.com/content/dentsu-flags-growing-algorithmic-influence-on-ad-spend
Declaração de Ben Angove, chief strategy officer da Amplifi Global: os algoritmos influenciam o conteúdo que os veículos produzem, o trabalho que as equipes fazem e a forma como as campanhas são avaliadas — não só a segmentação.
As duas safras divergem no horizonte: dezembro de 2025 projeta 76% até 2028; a atualização de maio de 2026 revisou para 75%. O corpo diz “três quartos do mercado até o fim da década”, que cobre as duas.
Digiday Cobertura da compra programática gerida por algoritmos, 15/01/2026. imprensa
digiday.com/podcasts/ces-2026-agentic-ai-hype-vs-media-buyers-pragmatism/
eMarketer (27/01/2026) — programática = 90% do display global estimativa
emarketer.com/content/programmatic-advertising-forecast-trends-h1-2026
Fast Company (14/03/2026) — Amy Webb encerra o relatório de tendências imprensa
Fiducia leitura do benchmark Q2 2025 da ANA, 11/08/2025 imprensa especializada
Fonte do salto da TV conectada de 30,4% para 44,2% do programático.
INMA (14/01/2026) — primeira compra programática por agentes imprensa
Mediaweek Austrália “The agentic AI future: As disruptive as programmatic”, 28/01/2026 — entrevista com Dan Slivjanovski, CMO da DoubleVerify. imprensa
mediaweek.com.au/the-agentic-ai-future-as-disruptive-as-programmatic/
A tese do capítulo da busca, dita por quem vende verificação: se o usuário faz uma consulta e recebe resposta consolidada, isso desintermedia o publisher e quebra o modelo publicitário. E vai além — o agente pode agir quando a pessoa nem está online, interagindo com outro bot, e a transação acontece. “O que resta de oportunidade publicitária numa transação assim?”
Contraponto registrado: no CES 2026 a IA agêntica dominou os palcos, mas o lado comprador achou o tema “mais interessante do que urgente”. A infraestrutura muda de verdade, mas a maior parte segue inicial, desigual e supervisionada por humano.
Dados de adoção: o investimento em IA agêntica se concentra em otimização de compra de mídia (70%) e medição e relatório (58%); governança fica em 56% e controle com humano no circuito, em 45%. Só 18% acham que a indústria está pronta para escalar (Digiday, jun/2026).
Meio & Mensagem “Quais são as principais tendências de mídia para 2026?”, 12/01/2026. imprensa
meioemensagem.com.br/midia/quais-sao-as-principais-tendencias-de-midia-para-2026
Dezesseis temas de mídia submetidos a cinco especialistas: Claudia Mello (Spark), Eric Messa (Faap), Eduardo Tessler (Mídia Mundo), Rafael Kiso (mLabs) e Bruno Almeida (US Media).
Share digital brasileiro em 41,5% entre janeiro e setembro, “pode passar de 50%” — contra os 40,6% do CENP-Meios, que mede só verba via agências.
Disponível: o Brasil supera em 53% a média de grandes potências e da América Latina em consumo de redes sociais (eMarketer). E surgem os “ultra nichados” — veículos pequenos que entregam confiança e especialização, enquanto “algumas marcas tradicionais do jornalismo vão desaparecer”.
The Current cobertura da CES 2026, 09/01/2026 imprensa
thecurrent.com/culture-ces-2026-marketers-agentic-ai-creators-retail-media
Yahoo Inc (06/01/2026) — framework de agentes vendor
yahooinc.com/press/yahoo-dsp-advances-its-buying-platform-with-new-agentic-ai-capabilities
10 fontes
Adelaide 2026 Outcomes Guide, 20/01/2026, e edição anterior de 2025. vendor
adelaidemetrics.com/blog/adelaide-releases-2026-outcomes-guide
Todo o bloco de casos do capítulo vem desta única fonte: 52 casos / 18 indústrias / 41% / 55%, companhia aérea 95%, varejista 152%, Audi 69%. Guia 2026: 60 casos, 16 indústrias, 33% e 53%.
Guia 2026: 60 casos, 16 indústrias, mais de 30 KPIs, cada um com medição de resultado por terceiro. Média de 33% de alta em KPIs de topo e 53% de impacto maior no fundo do funil. Declaração de Marc Guldimann, CEO e cofundador.
PDF: adelaidemetrics.com/free-attention-guides/adelaide-annual-au-outcomes-guide
Amplified Lançamento do AttentionAI, 20/05/2026. Até 75% da publicidade digital não recebe atenção ativa vendor
amplified.co/insight/amplified-launches-attentionai
Dado do fornecedor, no material que anuncia o próprio produto. O release não o apresenta como achado do lançamento: diz que dados atuais sugerem o número. O “até” é obrigatório.
Base declarada do produto: mais de 50 bilhões de pontos de dados de atenção humana, treino com mais de 2 milhões de pessoas em 21 mercados, cada criativo analisado contra audiência modelada de 20 mil.
Pilotos declarados — WPP, P&G e easyJet — não entraram no livro. A easyJet não é uma das maiores anunciantes globais, e a frase foi podada por isso.
Não confundir com o outro lançamento de maio de 2026: a edição australiana do Cost of Dull Media, de 12/05, com A$ 6 bi e 86% do investimento australiano em formatos dull. Números locais, sem uso no livro.
75% é ausência de atenção ativa, não limiar de memória. O limiar de memória da pesquisadora é de 2,5 segundos, e 85% dos anúncios digitais ficam abaixo dele. As duas alegações não se substituem.
Empresa hoje é Amplified, antes Amplified Intelligence — mesma casa do Cost of Dull Media.
Cobertura: Advanced Television, 21/05/2026 — advanced-television.com/2026/05/21/amplified-launches-predictive-ai/
Amplified Intelligence The Cost of Dull Media, lançado por Karen Nelson-Field no Cannes Lions de 2025, com contribuição de Adam Morgan e Peter Field. Penalidade de US$ 198 bilhões anuais. Base: 115 mil visualizações reais de anúncios, 60 formatos, 164 marcas, 12 países vendor
amplified.co/resources/cost-of-dull
O release usa o título longo, “The Eye-Watering Cost of Dull Media”; a página do relatório usa o curto. Para o impresso vale o curto, que é como o mercado cita.
Ebiquity + Lumen Maximising Profit through Attention, out/2024 vendor
ebiquity.com/research/maximising-profit-through-attention-new-insights-for-media-leaders/
Três ressalvas obrigatórias: (1) valores em libras, mercado britânico — cinema £102, TV £48, display £3; (2) o próprio estudo declara que o 0,98 se apoia em número pequeno de pontos de dados; (3) os benchmarks de lucro vêm do Profit Ability 2, encomendado pela Thinkbox, entidade de marketing da TV britânica.
Frase atribuída a John Wanamaker ou a William Lever, primeiro Visconde de Leverhulme Sem autoria comprovada. Atribuída a Wanamaker nos Estados Unidos e a Leverhulme no Reino Unido. A ocorrência impressa mais antiga conhecida é de 1919, quando o reverendo Roy L. Smith a creditou a Wanamaker numa palestra, mas não foi localizado registro direto de autoria em nenhum dos dois casos. retorno negativo
quoteinvestigator.com/2022/04/11/advertising/
Quote Investigator, “One-Half the Money I Spend for Advertising Is Wasted, But I Have Never Been Able To Decide Which Half”, 11/04/2022. A ocorrência de 1919 é de terceiro atribuindo, não do próprio Wanamaker: reverendo Roy L. Smith, na palestra “The Salesmanship of Preaching”, num congresso bíblico em Indiana.
Wanamaker estava vivo em 1919 e morreu em 1922 — teve três anos para desmentir e não desmentiu. A atribuição a Lever é de 1931, feita pelo filho dele, o que reduz o valor probatório.
O próprio Wanamaker publicou formulação vizinha em 1911, no Golden Book of the Wanamaker Stores: a publicidade comum é como barris de semente em que metade da semente está morta. Essa é dele.
BULLMORE, Jeremy. “Why it’s time to say goodbye to IKTHTMISOAIW”. Market Leader, junho de 2014 — marketingsociety.com. Registra atribuições também a Henry Ford e a JC Penney, e que nem o arquivo da Wanamaker nem o da Unilever contêm qualquer referência à frase.
IAB + MRC Attention Measurement Guidelines, versão final 1.0, novembro de 2025. auditado
iab.com/wp-content/uploads/2025/11/IAB_MRC_Attention_Measurement_Guidelines_November_2025.pdf
Desenvolvidas pela IAB Attention Task Force, com mais de 200 membros, em colaboração com o MRC e a CIMM. Co-lideradas por Angelina Eng (IAB) e Ron Pinelli (MRC). Rascunho em 12/05/2025, comentário público até 12/07, versão final em novembro.
A frase que resume o mercado, de Angelina Eng: “atenção está recebendo muita, bem, atenção — mas sem um padrão comum, virou um Velho Oeste. Há formas demais de medir e definir, o que gera confusão e dificulta comparar resultados ou construir confiança.”
As quatro metodologias validadas: sinais de dados (tempo em vista, profundidade de rolagem, audibilidade, interação) · rastreamento visual · observação fisiológica e neurológica · painel ou pesquisa.
O dado que muda a leitura: até o fim de 2025, a DoubleVerify tem a ÚNICA metodologia de atenção credenciada pelo MRC. A Integral Ad Science iniciou auditoria para o Quality Attention. As diretrizes existem; o credenciamento efetivo, quase não.
O próprio grupo declara que atenção deve COMPLEMENTAR, não substituir, as métricas de entrega e resultado — é ponto de dado adicional sobre exposição e engajamento, além da viewability.
Três lentes de influência sobre a atenção: o conteúdo, o posicionamento e a execução criativa. A distinção permite saber quando o contexto de fato aumenta a atenção e quando o motor é outro.
A CIMM e o IAB publicaram junto o Attention Measurement Playbook, também em novembro de 2025.
Lumen Research 30% dos anúncios viewable são de fato olhados acadêmico/vendor
Nielsen + Adelaide Integração da métrica AU da Adelaide ao Nielsen ONE, 07/10/2025. fonte primária
A frase do release é a tese do livro: os dados de alcance da Nielsen dizem quantas pessoas veem o anúncio; a métrica AU mede quão eficazmente aquela mídia captura atenção. Alcance e atenção nomeados e separados pela empresa que sempre vendeu alcance.
A Adelaide entra no Outcomes Marketplace, lançado em julho de 2025 dentro do Nielsen ONE. A Nielsen desenvolveu métricas novas de eficiência que combinam alcance e atenção, para otimização durante a campanha.
Não é validação independente: a métrica integrada é a da própria Adelaide, que a vende. A Nielsen distribui, não audita.
Cobertura: Digiday, 07/10/2025 — digiday.com/media-buying/nielsen-enhances-its-cross-platform-offering-with-attention-metrics-from-adelaide/
Scope3 State of Sustainable Advertising Report, 20/04/2023. vendor
215 mil toneladas de CO₂e por mês geradas pela publicidade programática em cinco grandes economias.
O dado que fecha o argumento: os 10% de domínios com pior desempenho respondem por mais de 33.500 toneladas de CO₂e por mês. Um décimo dos sites, um sexto das emissões.
Ressalva de safra: o número é de abril de 2023; o relatório seguinte ampliou a base para 7,2 milhões de toneladas ao ano. O livro cita a medição mais antiga e mais estreita.
Complemento — Ebiquity com Scope3, mar/2025: US$ 375 milhões de investimento e 116 bilhões de impressões de display, de 43 anunciantes. Média global de 670g de CO₂ por mil impressões — equivalente a 1,35 milhão de passageiros voando de Londres a Paris. Sites MFA emitem 26,4% mais CO₂ por mil impressões, e 15,3% do investimento americano analisado foi para inventário MFA. ebiquity.com/research/the-hidden-cost-of-digital-advertising/
Vendor: a Scope3 vende medição e compensação de emissões para o ecossistema publicitário. Parceira exclusiva da DoubleVerify para a métrica de pegada de carbono no DV Pinnacle.
SIMON, Herbert A. “Designing Organizations for an Information-Rich World”, em Computers, Communications, and the Public Interest. Johns Hopkins Press, 1971. acadêmico
Não é livro, é conferência publicada em coletânea. É a única forma que leva ao texto onde a formulação de fato está — Administrative Behavior e The Sciences of the Artificial não contêm a frase.
Origem da distinção entre informação abundante e atenção escassa, que o capítulo adota.
Sem URL por natureza: capítulo em coletânea de 1971. Não é lacuna de apuração.
18 fontes
ABA — Associação Brasileira de Anunciantes Guia ABA sobre o Estudo de Transparência da Cadeia de Fornecimento de Mídia Programática, lançado no ABA Summit, 29/10/2024 imprensa/tradução
É tradução do estudo da ANA, adaptada pelos Comitês de Mídia e de Sourcing. Cita 23% de desperdício e US$ 22 bilhões de oportunidade — números do mercado americano. Sustenta o parágrafo novo: no Brasil não há medição equivalente.
Não entrou no livro: a Carta Global de Mídia da ABA, com oito princípios. É posição institucional, não medição.
ANA Programmatic Media Supply Chain Transparency Study, jun/2023 auditado
ana.net/content/show/id/pr-2023-06-programmaticstudy
MFA com 21% das impressões e 15% do investimento. Base: US$ 123 mi, 35,5 bi de impressões, 21 anunciantes, set/2022 a jan/2023.
ANA 2024 Programmatic Transparency Benchmark Study, 12/12/2024, com TAG TrustNet. auditado
ana.net/content/show/id/pr-2024-12-programmatic
43,9% de cada US$ 1.000 entrando num DSP chegam ao consumidor (o corpo arredonda para 44%), melhora de 7,9 pontos sobre 2023 — US$ 79 a mais por mil. Menos da metade ainda chega. Base: 38,5 bilhões de impressões, 21 anunciantes, mais de US$ 235 milhões. Mercado de web aberta programática de US$ 104 bi; a melhora equivale a US$ 8,2 bi de produtividade.
MFA caiu de 15% (2023) para 6,2% (2024) do investimento.
Primeira edição a incluir CTV. Declaração de Bob Liodice, CEO da ANA. Novos provedores de log-level data no registro do Q3 2024: AdLook, Equative, TripleLift, Viant e Yahoo.
ANA Q1 2026 Programmatic Transparency Benchmark, 27/05/2026, com TAG TrustNet. Impressão qualificada em 54,0% entre os de melhor desempenho e 32,1% entre os de pior auditado
ana.net/content/show/id/pr-2026-05-programmatic
Impressão qualificada em 54,0% entre os anunciantes de melhor desempenho e 32,1% entre os de pior. Diferença de 21,9 pontos, a maior da série. Base: participação subiu de 54 para 86 marcas, com 66 contribuintes ativos.
A métrica é TrueAdSpend, não chegada ao consumidor. Exige impressão livre de fraude, mensurável, visível e livre de MFA. Visível não é vista. É o degrau anterior ao olhar, e é o que legitima a multiplicação pelos 30% da Lumen.
A série se move. No Q4 2025 os números eram 56,7% e 37,5%.
Outros achados do Q1 2026: CPM médio caiu de US$ 5,55 no Q4 2025 para US$ 4,42. Exposição a MFA subiu para 1,1%, depois de ficar entre 0,4% e 0,6% ao longo de 2025, com AI slop identificada como subtipo emergente.
Não usar o número único de 43,9% da edição de 2024 junto com estes. São réguas diferentes: a ANA parou de publicar número único e passou ao enquadramento de dois grupos.
ChangeAdvertising.org The Clickbait Report, ago/2016 acadêmico/terceiro setor
fortune.com/2016/11/01/outbrain-taboola/
Levantamento dos 50 maiores sites de notícias em dois dias de agosto de 2016. 41 de 50, ou 82% na forma original publicada. Distribuição: Taboola 23, Outbrain 16, RevContent 1, Adblade 1. Mais de 25% dos links levavam a clickbait; 4% a fake news.
Reproduzido por: Nieman Lab 20/09/2016 e 31/10/2016 · New York Times 31/10/2016 · Fortune 01/11/2016 (INGRAM, Mathew, “There’s a Simple Reason For All Those Taboola and Outbrain Links”, fortune.com/2016/11/01/outbrain-taboola/).
Não existe levantamento posterior comparável que permita medir a queda de adoção.
82% dos 50 maiores sites de notícias usavam “content ads” de fornecedores como Taboola, Outbrain, Revcontent e Adblade. 82% de 50 = 41, que é o número no corpo.
Dentsu Global Ad Spend Forecast, dez/2025 e atualização de maio/2026. Digital em 68,7% do investimento publicitário global em 2026, revisado para 69% previsão de mercado
Digital em 68,7% do investimento publicitário global em 2026 (previsão de dez/2025), revisado para 69% na atualização de maio/2026, sobre 56 mercados. Sustenta o “quase 70% é digital” no corpo.
Definição estreita de digital. A Dentsu conta apenas plataformas puramente digitais. Extensões digitais de mídia tradicional entram no canal de origem. Os 69% são piso, não teto — com outra definição, a fatia é maior.
Não confundir ordem de grandeza. O mercado está entre US$ 1,04 tri (Dentsu) e US$ 1,30 tri (WARC). É um trilhão e pouco, não “trilhões”.
DoubleVerify · Integral Ad Science · Zefr Verificadoras de mídia — medem visibilidade, fraude, adequação de marca e segmentação contextual dentro dos ambientes fechados. vendor
Citados no corpo como quem mede visibilidade, fraude, segmentação contextual e adequação de marca também dentro dos ambientes fechados, com o acesso que a plataforma concede.
Distinção registrada pelo autor: verificadores não são auditores. Medem entrega, não preço. O que não se decompõe no jardim murado é o CPM, que é dado.
Sem URL por natureza: citados no corpo como categoria, não como estudo. Não é lacuna de apuração.
Fast Company Brasil campanha do fóssil (EducaMídia + SILVERSIDE AI) imprensa
fastcompanybrasil.com/news/fossil-de-dragao-campanha-alerta-sobre-desinformacao-produzida-com-ia/
Fraudlogix Ad Fraud Statistics 2026 vendor
fraudlogix.com/stats/ad-fraud-statistics-2026
20,64% do tráfego de anúncios é inválido. Base: 105,7 bilhões de impressões, com recortes por país, dispositivo, navegador e sistema operacional. Benchmark aberto, atualizado em março de 2026.
É o piso da faixa de 20-25% do corpo, e é medição deste ano.
HUMAN Security 2026 State of AI Traffic & Cyberthreat Benchmark Report, mar/2026 vendor
humansecurity.com/learn/resources/2026-state-of-ai-traffic-cyberthreat-benchmarks/
Fonte dos “marcadores de redes sociais fabricados”: descreve instâncias gerando tráfego de referência sintético, marcando requisições com parâmetros UTM fabricados. O original diz “UTM”; a tradução para “marcadores” é decisão editorial.
HUMAN Security (equipe Satori) esquema Pushpaganda, documentado em abril de 2026 vendor
thehackernews.com/2026/04/ai-driven-pushpaganda-scam-exploits.html
No pico, cerca de 240 milhões de pedidos de lance associados a 113 domínios, ao longo de sete dias. O golpe usa o Google Discover para levar o usuário a notícias falsas geradas por IA, e daí a notificações push com ameaças legais falsas e golpes financeiros. Observado primeiro na Índia, espalhou-se para Estados Unidos, Austrália, Canadá, África do Sul e Reino Unido. Declaração de Gavin Reid, CISO da HUMAN.
Vendor. A HUMAN vende detecção de bot e de fraude publicitária — mede o problema que resolve. A cadeia de atribuição cobre: o caso é documentado por terceiro, The Hacker News, e o Google confirmou ao corrigir o problema de spam. Confirmação da plataforma atacada é a validação mais forte disponível para esse tipo de achado.
NÃO CONFUNDIR COM O OUTRO ESQUEMA DO MESMO CAPÍTULO. A rede de quase 500 domínios, 115 apps Android e 25 milhões de dispositivos é caso distinto, coberto pela Adweek em 26/02/2026, dois meses antes. O corpo trazia os dois fundidos até 12/09/2026 — os 240 milhões apareciam como se fossem da rede de centenas de domínios.
Documentar um caso não é medir o mercado. O corpo diz “empresas de segurança documentaram”, que é o que vendor de segurança de fato faz. Não usar a HUMAN para dimensionar fraude no agregado.
IAS Threat Lab operação Genisys, fev-mar/2026 vendor
integralads.com/insider/inside-genisys-the-25-million-device-fraud-network-built-with-ai/
Quase 500 domínios gerados por IA, 115 apps Android, 25 milhões de dispositivos, centenas de milhões de bid requests. Cobertura: Adweek (26/02/2026), Campaign Asia, MediaPost.
ISBA / PwC / AOP Second Programmatic Supply Chain Transparency Study, jan/2023, sobre dados de 2022. Veículo 65%, sem rastro 3%, intermediários 32% auditado
isba.org.uk/knowledge/second-programmatic-supply-chain-transparency-study
A conta de 2022, publicada em jan/2023: veículo 65%, sem rastro 3%, intermediários 32%. Taxa de casamento de impressões DSP→SSP subiu de 12% para 58%. Estudo feito em nove meses, contra dezoito no primeiro.
A base de 2020 foi restatada pela PwC para comparação como iguais: veículo de 51% para 57%, sem rastro de 15% para 17%. A melhora do veículo é de oito pontos, não de quatorze. O comunicado da ISBA fala em alta de 8%.
Recorte premium nos dois estudos. Veículos que aceitaram auditoria de log. Delta em mercado aberto 3%, em mercado privado abaixo de 1%.
O 3% não caiu sozinho. A equipe da PwC trabalhou junto com DSPs e SSPs na filtragem e transferência de dados para chegar a conjuntos completos, e isso é parte da explicação da queda.
65% chega aos veículos; delta desconhecido cai de 15% para 3%. O estudo de 2020 foi RESTATED: 51% → 57%.
Cobre os 65% e os 3% de “dinheiro sem rastro” no recorte de veículos premium.
MRC Viewable Ad Impression Measurement Guidelines — o padrão de viewability. auditado
iab.com/wp-content/uploads/2015/06/MRC-Viewable-Ad-Impression-Measurement-Guideline.pdf
50% dos pixels por um segundo em display; dois segundos em vídeo. Display grande (242.500+ pixels): 30% por um segundo.
Mesma fonte citada no capítulo “O termômetro quebrou”, onde a distinção de vídeo é desenvolvida.
NetLab UFRJ Observatório da Indústria da Desinformação e seu Impacto nas Relações de Consumo no Brasil, estabelecido em dezembro de 2023, em parceria com a Senacon/MJSP. acadêmico
Financiado pelo Fundo de Direitos Difusos da Senacon: R$ 1.999.998,97, aprovado em agosto de 2023. Equipe multidisciplinar de comunicação, ciência política, economia e tecnologia da informação. Infraestrutura própria de coleta em Facebook, Instagram, X, TikTok, Telegram, YouTube, WhatsApp, Meta Ads e Google Ads.
A história que o parágrafo não conta, e é mais forte que ele: o NetLab documentou 18.172 anúncios fraudulentos sobre o Desenrola Brasil na biblioteca da Meta nos dois meses seguintes a uma ordem judicial de remoção. A Senacon multou a empresa. Na defesa administrativa, a Meta não explicou por que os anúncios continuavam no ar — tentou desqualificar o laboratório, acusando os relatórios de “imperfeições, respostas direcionadas e conclusões distorcidas”.
Depois vieram os ataques políticos: parlamentares pediram convocação do laboratório em audiência pública e acionaram o Ministério da Educação por documentos sobre o financiamento — que estão públicos no site. Uma nota de repúdio foi assinada por organizações da Coalizão Direitos da Rede.
Bases de dados abertas em github.com/netlab-ufrj/bases-de-dados-sobre-anuncios-fraudulentos. Livro Atingidos pelas Redes Sociais: os impactos da indústria da desinformação, lançado em agosto de 2025.
Laboratório da Escola de Comunicação da UFRJ, com treze anos de pesquisa. Não vende nada — é o contraponto brasileiro às fontes vendor do capítulo.
Nieman Journalism Lab “Slate, The New Yorker dump those terrible ‘Around the Web’ links (but plenty of publishers still use them)”, 20/09/2016 imprensa especializada
Esta fonte fecha as DUAS alegações do parágrafo: os 41 de 50 (via ChangeAdvertising) e o abandono do formato por Slate e New Yorker, com declaração de Keith Hernandez, presidente do Slate, ao New York Times.
Pixalate Global Ad Fraud Benchmarks Report, série trimestral vendor
Publica IVT por trimestre e por região. O Q2 2023 registrou 13% de tráfego inválido em desktop na América do Norte, a taxa mais alta entre as regiões; a série segue até o Q3 2025.
Especializada em CTV e mobile — o recorte não é o mesmo da Fraudlogix, que mede web em geral. Convergem por caminhos diferentes.
ZORZELLA, Marcio “Por baixo do fóssil de dragão”. Fast Company Brasil, seção Martech, 20/04/2026
fastcompanybrasil.com/tech/martech/por-baixo-do-fossil-de-dragao/
24 fontes
Agência Brasil cronograma do ECA Digital, 20/03/2026 imprensa
ANA Programmatic Media Supply Chain Transparency Study, jun/2023 auditado
ana.net/content/show/id/pr-2023-06-programmaticstudy
Os 29 centavos de taxa de adtech e os 36 centavos que chegam ao consumidor. Base: US$ 123 mi, 35,5 bi de impressões, 21 anunciantes, set/2022 a jan/2023.
ANA Programmatic Transparency Benchmark, Q1 2026, 27/05/2026 auditado
ana.net/content/show/id/pr-2026-05-programmatic
Os dois grupos: quem gerencia qualidade converte 54,0% em impressões qualificadas, com TrueCPM de US$ 7,46; quem não gerencia, 32,1%, com TrueCPM de US$ 19,04. Distância recorde de 21,9 pontos.
A série deixou de publicar número único — a média deixou de descrever o mercado.
ANCINE Agência Nacional do Cinema fonte primária
ANPD “ECA Digital: cronograma de implementação e fiscalização” fonte primária
CBL, SNEL e Nielsen BookData Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, ano-base 2024. auditado
cbl.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Producao_e_Vendas_anobase_2024_imprensa.pdf
Editoras com crescimento nominal de 3,7% nas vendas ao mercado — recuo de 1,1% descontado o IPCA de 4,83%.
eMarketer Meta to Surpass Google in Digital Ad Revenues for First Time Ever, 13/04/2026. estimativa
emarketer.com/press-releases/meta-to-surpass-google-in-digital-ad-revenues-for-first-time-ever/
Google, Meta e Amazon somam 62,3% de todo o investimento global em publicidade digital em 2026 — contra 59,9% em 2025. A projeção é de que a fatia continue subindo até 2028. Sobra menos de 38% para todas as outras plataformas somadas.
As taxas de crescimento que o corpo usa: a Meta acelera de 22,1% em 2025 para 24,1% em 2026; o Google fica estável em 11,9%. É a diferença de ritmo, não de tamanho, que produz a ultrapassagem.
São projeções, não resultados. Os últimos números de ano fechado são de 2025, com o Google ainda na frente: US$ 214,06 bi contra US$ 196,17 bi da Meta. A diferença projetada para 2026 é de cerca de US$ 4 bi — fina o bastante para reverter antes de dezembro. O corpo diz “na projeção” por isso.
O número do Google inclui o YouTube, não só a Busca. Importa porque o mesmo capítulo trata o faturamento do YouTube como linha própria dois parágrafos depois.
A citação que o corpo usa, de Max Willens ou Drew Spink conforme a cobertura: para a maioria dos anunciantes, a pergunta deixou de ser se investem nos aplicativos da Meta, e passou a ser quanto.
A explicação, que é o argumento do capítulo, de Drew Spink, analista sênior: “a consolidação em torno de Google, Meta e Amazon reflete uma vantagem composta de dado próprio, integrações de IA e alcance de audiência. Plataformas menores e mídia tradicional não conseguem replicar essas capacidades com custo ou velocidade comparáveis, e por isso o orçamento incremental continua fluindo para lá.”
O resto do mercado: ByteDance 7,9% (TikTok 4,8%, Douyin 3,1%) · Microsoft 2,1% (metade do LinkedIn) · Apple 1,6% · Walmart, Snapchat, Pinterest, Reddit e X somam 2,4%, cada um abaixo de 1%.
A previsão foi fechada antes dos veredictos judiciais contra Meta e YouTube; a eMarketer declara que não espera impacto material.
Denominador: é publicidade digital, global. Não confundir com o intervalo de 75-85% que especialistas brasileiros estimam para o mercado nacional, nem com os 56,1% da WARC, que mede faturamento global fora da China.
IAB Brasil e IBOPE Digital Adspend 2026, ano base 2025. Publicado em 29/04/2026 auditado
iabbrasil.com.br/pesquisa-digital-adspend-2026/
O download exige cadastro. A página não serve o PDF direto: pede formulário com área de atuação da empresa. Quem for conferir vai encontrar o formulário, não o arquivo.
A série NÃO desconta inflação. O rodapé do estudo é explícito. Os 80% de crescimento entre 2020 e 2025 (R$ 23,7 bi para R$ 42,7 bi) são nominais. Não comparar com número real — o mesmo capítulo cita a queda de 44% do mercado editorial em termos reais, que é outra régua.
Os 55% e os 49% são de gráficos diferentes e não somam. O estudo traz três pizzas na mesma página: Canais (Social 55%, Search 26%, Portais e verticais 19%) e Formatos (Vídeo 49%, Texto 26%, Imagem 25%) fecham 100% cada uma por conta própria. O corpo foi corrigido para dizer “por canal” e “por formato”.
O montante exclui creators, DOOH, retail media e streaming por decisão metodológica. O mesmo estudo projeta esses à parte: retail media em R$ 4,8 bi, mais 37% sobre 2024, e DOOH em R$ 4,4 bi. Os R$ 42,7 bi não os contêm. Importa num livro com capítulo próprio sobre retail media.
Cobertura declarada: mais de 1.600 sites, um único buscador (Google), e social restrito a Facebook, Instagram, Pinterest, TikTok e YouTube. X e LinkedIn entram por projeção de engajamento, não por medição.
Crescimento de 12,7% sobre 2024, o segundo maior da série iniciada em 2020. Divisão praticamente 50/50 entre compra direta do anunciante (51%) e via agência (49%).
IBGE Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC) 2013-2024, 7ª edição, divulgada em 12/12/2025. auditado
A manchete do próprio IBGE é o argumento do capítulo: “Setor cultural ganha empresas, mas perde participação na economia em dez anos.”
O setor cultural ocupava 5,9 milhões de pessoas em 2024, o maior valor da série da PNAD Contínua iniciada em 2014 — 5,8% do total. Gera R$ 387,9 bilhões.
Segue o Marco Referencial para Estatísticas Culturais da Unesco (2009). Coordenação de Leonardo Athias. PDF do informativo: agenciadenoticias.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/arquivos/b6c6d2b70f490c4eba9e52403fcec31b.pdf
Kapwing AI Slop Report: The Global Rise of Low-Quality AI Videos, nov-dez/2025, dados de out/2025 estimativa
kapwing.com/blog/ai-slop-report-the-global-rise-of-low-quality-ai-videos/
278 canais de AI slop, com 63 bilhões de visualizações, 221 milhões de inscritos e US$ 117 milhões anuais estimados. Base: os 100 canais em alta de cada país, ~15 mil canais, com números de views, inscritos e receita via SocialBlade.
O teste de conta nova: dos primeiros 500 Shorts servidos a uma conta recém-criada, 104 (21%) eram AI slop puro e 165 (33%) qualificavam como brainrot. Um em cada cinco vídeos que o YouTube mostra a quem acaba de chegar.
A contradição da plataforma: a política do YouTube declara que conteúdo de IA de baixa qualidade produzido em massa não é elegível para monetização — e o relatório estima US$ 117 milhões anuais em receita. A ação mais visível foi de julho de 2025, quando a plataforma renomeou a política de “conteúdo repetitivo”.
Correção de número: o canal Bandar Apna Dost tem 2,07 bilhões de visualizações — parte da cobertura diz 2,4 bi. Receita estimada de US$ 4.251.500/ano. Vídeos de um macaco rhesus gerado por IA em situações humanas; mais de 600 publicados. Segundo maior: Three Minutes Wisdom (Coreia do Sul), ~US$ 4,04 mi.
A Kapwing é empresa de ferramentas de edição, não de medição. A receita é estimativa de SocialBlade, com ponto médio das faixas — não é dado do YouTube.
KGM v. Meta Platforms et al Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, veredicto de 25/03/2026 fonte primária
clydeco.com/en/insights/2026/april/navigating-the-first-instance-judgments-in-social
Números precisos: US$ 6 milhões no total — US$ 4,2 mi da Meta (Instagram) e US$ 1,8 mi do Google (YouTube), rateio de 70/30 —, dos quais US$ 3 milhões são punitivos. Julgamento de um mês, mais de uma semana de deliberação do júri.
A autora usava YouTube desde os seis anos e Instagram desde os nove. Recursos alegados: rolagem infinita, recomendação algorítmica e reprodução automática. Depuseram Mark Zuckerberg e Adam Mosseri.
A dimensão real: KGM foi escolhido entre mais de 1.600 demandantes — 350 famílias e 250 distritos escolares — no Processo de Coordenação nº 5255 da Califórnia, e é um dos três julgamentos-teste programados. O litígio federal paralelo (MDL nº 3047) reúne mais de 2.200 demandantes.
Meta e Google recorreram. Meta: “a saúde mental adolescente é profundamente complexa e não pode ser ligada a um único aplicativo.” Google: “o caso não compreende o YouTube, que é plataforma de streaming construída com responsabilidade, não rede social.”
Contraponto acadêmico: Michael Geist argumenta que a teoria jurídica é a ferramenta errada — tratar plataforma como produto defeituoso pode minar a própria responsabilização que se busca, ainda que o instinto por trás da decisão seja compreensível.
Advogado principal: Mark Lanier, o mesmo dos veredictos do talco da Johnson & Johnson.
Merriam-Webster 2025 Word of the Year: Slop, 14/12/2025 fonte primária
merriam-webster.com/wordplay/word-of-the-year
Define slop como conteúdo digital de baixa qualidade produzido em quantidade por inteligência artificial. A escolha é dos editores humanos, a partir do volume de consultas no dicionário online. Finalistas: 6-7, gerrymander, touch grass, performative e tariff.
Meta “Agreement with State Attorneys General Supporting Teens”, 26/08/2026. Acordo de até US$ 18 bilhões com 29 estados americanos, sem admissão de culpa fonte primária
about.fb.com/news/2026/08/agreement-with-state-attorneys-general-supporting-teens/
Os remédios são de arquitetura, não de conteúdo: limite diário padrão de 2h somando Facebook e Instagram, bloqueio das 0h às 6h, notificações silenciadas das 8h às 15h, contagem de curtidas oculta para adolescentes, bloqueio de filtros de maquiagem extrema, e investimento em aferição de idade. Vigência de 10 anos, sujeita a homologação judicial.
Mecanismo de contágio: 30% do valor, cerca de US$ 5,3 bilhões, só é pago se YouTube e TikTok adotarem limite de 1h, modo noturno e aferição de idade, e desembolsarem quantia equivalente. Declaração de C.J. Mahoney, Chief Legal Officer.
US$ 10 bilhões de despesa legal lançados no 3º trimestre de 2026. A ação subiu no dia do anúncio.
Sem admissão de culpa. O acordo encerra as ações dos 29 estados; não é veredicto.
Cobertura: SILBERLING, Amanda. “Meta settles for $18 billion in lawsuit brought by 29 states over social media harms to children”. TechCrunch, 26/08/2026 — techcrunch.com/2026/08/26/meta-settles-for-18-billion-in-lawsuit-brought-by-29-states-over-social-media-harms-to-children/
New Mexico Department of Justice Court Orders Meta to Pay $942 Million and Overhaul Protections for Children on Facebook and Instagram, 07/08/2026 fonte primária
Duas condenações no mesmo processo, movido pelo procurador-geral Raúl Torrez em 2023. Fase um, júri, 24/03/2026: US$ 375 milhões de multa civil por violação da Unfair Practices Act, 75 mil violações, pena máxima. Fase dois, julgamento sem júri, decisão de 06/08/2026 do juiz Bryan Biedscheid: US$ 567 milhões para fundo de mitigação, ao longo de cinco anos. Total de US$ 942 milhões.
Não são dois casos, são duas fases. O corpo diz “um juiz somou a esse valor”, que está correto — mas a primeira decisão é de prática comercial enganosa e a segunda é de perturbação da ordem pública.
O estado pedia mais e por mais tempo: US$ 953 milhões para quinze anos. Recebeu 567 para cinco. Do fundo, US$ 420 milhões vão para tratamento juvenil.
O JUIZ NEGOU AS MUDANÇAS DE DESIGN, invocando a Primeira Emenda e a Section 230. A rolagem infinita, o autoplay e a recomendação algorítmica continuam de pé. É o dado mais eloquente do caso para o argumento do capítulo: o tribunal reconhece que o design causa dano, condena por isso, e não manda mudar o design.
As reformas ordenadas são de guarda-corpo: verificação de idade mais rigorosa, fim de notificação noturna para menores de 18, limite de tempo de uso, contagem de curtidas oculta, proteção contra sextorsão. A Meta recorreu das duas decisões.
NPR “Jury finds Meta and Google negligent in social media addiction trial”, 25-26/03/2026, por Bobby Allyn. imprensa
npr.org/2026/03/25/nx-s1-5746125/meta-youtube-social-media-trial-verdict
Indenização de US$ 6 milhões por design defeituoso. O júri considerou Meta e Google responsáveis pela depressão e ansiedade de uma mulher que usou redes sociais compulsivamente quando criança.
A NPR registra 2.000 casos consolidados movidos por pais, distritos escolares e autoridades estaduais. O julgamento de Los Angeles foi o primeiro caso-teste do grupo; outros virão. O corpo mantém “milhares”, que é mais conservador e não envelhece quando novos casos-teste forem a julgamento.
A alegação central: as plataformas foram construídas para operar como caça-níquel digital.
Cobertura posterior, 03/04/2026: “Social media verdicts may bring new era of tech accountability” — npr.org/2026/04/03/nx-s1-5764306/big-tech-lawsuits-verdicts-accountability-social-media-harms. Registra que a Section 230 vem rachando desde o caso Herrick contra o Grindr, e que um dia após o veredicto foi aberta ação contra DraftKings e FanDuel.
Cobertura do julgamento federal de agosto de 2026: npr.org/2026/08/17/nx-s1-5930701/meta-trial-kids-social-media-addiction — quatro estados, até US$ 1,4 trilhão, e o registro de que a Meta já perdeu duas ações estaduais no ano.
Pró-Música Brasil Mercado Brasileiro de Música 2025, divulgado em 18/03/2026. auditado
R$ 3,958 bilhões em 2025, alta de 14,1% — o corpo arredonda para R$ 4 bilhões. 16º ano consecutivo de crescimento. O Brasil subiu para a 8ª posição mundial.
Streaming responde por 87% das vendas, com R$ 3,4 bilhões. Vendas físicas são menos de 1% da receita, mas cresceram 25,6%, puxadas por vinil.
Divulgado no mesmo dia das estatísticas globais da IFPI. Presidente: Paulo Rosa. Única entidade no Brasil que coleta e publica esses dados regularmente.
RAVIA, Haim; HAMMER, Dotan (Pearl Cohen) “California State Court Jury Find Meta and Google Liable for Teen Addiction”, 26/03/2026. imprensa especializada
pearlcohen.com/california-state-court-jury-find-meta-and-google-liable-for-teen-addiction/
Registra que a juíza Carolyn B. Kuhl negou os pedidos de julgamento sumário de Meta, Google, ByteDance e Snap em novembro de 2025, permitindo que o caso fosse a júri.
Análise da via recursal: Meta e Google podem contestar se a prova era suficiente para estabelecer que os recursos de design foram fator substancial no dano. A questão que os tribunais de apelação vão enfrentar é se a responsabilidade por produto defeituoso pode ser estendida ao design digital.
Revista Oeste, com dados da ANJ “A agonia dos jornais impressos”, edição 253, 24/01/2025. imprensa
revistaoeste.com/revista/edicao-253/a-agonia-dos-jornais-impressos/
154 associados em 2013 para cem no início de 2025 — queda de 35% em doze anos.
A ANJ NÃO publica série histórica. A comparação é da Revista Oeste, a partir de dados da entidade. O site da ANJ traz notícias e serviços aos associados, não a série.
RESSALVA QUE MUDA O SENTIDO: a ANJ passou a aceitar projetos nativos digitais como associados — G1 e UOL entre eles. Os cem de 2025 já incluem veículos que nunca tiveram impresso. Se a conta fosse só de jornais em papel, o número seria menor.
Complemento disponível: as bancas de jornal em São Paulo caíram de cerca de 5 mil em 1996 para pouco mais de 2 mil em 2024. As sobreviventes viraram lojas de conveniência.
Contexto: no início dos anos 2000, estimativas baseadas em dados da ANJ apontavam 800 a 1.000 jornais diários e não diários em circulação regular no país.
Samba TV com dados de KPMG e Tubular Labs. Gráfico “$2B in content = 1% of TV attention”. vendor síntese editorial
samba.tv/resources/gauging-the-gap
YouTube US$ 13 bi / 13,1% / US$ 1 bi por ponto · Fox US$ 9 bi / 6,7% / US$ 1 bi · Netflix US$ 17 bi / 8,7% / US$ 2 bi · Disney US$ 28 bi / 9,7% / US$ 3 bi · Prime Video US$ 20 bi / 3,9% / US$ 5 bi · Média: US$ 18 bi / 7,0% / US$ 2 bi.
O valor do YouTube é recorte de CTV apenas, 42% de US$ 32 bi, conforme asterisco do gráfico. As proporções de dobro, triplo e cinco vezes são cálculo do autor. Gráfico sem data e sem título de relatório identificados.
We Are Social com GWI Digital 2026 estimativa
Fonte das 9h13 diárias online. ⚠️ É por usuário de internet, não pela população brasileira.
We Are Social e Meltwater, com dados GWI Digital 2026 Global Overview Report, 15/10/2025 estimativa
datareportal.com/reports/digital-2026-global-overview-report
Slide 408, dados GWI Q2 2025. Brasil 29h07 e média global 18h36 por semana, categoria “social and video platforms”, adultos online 16+. PDF verificado em 17/05/2026.
YouTube The Future of YouTube — carta anual de Neal Mohan, CEO, 21/01/2026. fonte primária
blog.youtube/inside-youtube/the-future-of-youtube-2026/
Usa o termo “AI slop” e declara que reduzir a disseminação de conteúdo de IA de baixa qualidade é prioridade para 2026, junto com detectar deepfakes: “está ficando mais difícil detectar o que é real e o que é gerado por IA.”
A nuance que importa: a carta nomeia o problema e, no mesmo parágrafo, constrói a justificativa para não agir com dureza — “como plataforma aberta, permitimos ampla liberdade de expressão” e “nos últimos 20 anos aprendemos a não impor noções preconcebidas ao ecossistema de criadores”, citando ASMR e gameplay como exemplos de formatos que pareciam estranhos e viraram sucesso.
A ação declarada é incremental: “construir sobre nossos sistemas já estabelecidos”, os mesmos de spam, clickbait e conteúdo repetitivo. Nenhuma política nova.
Os canais encerrados NÃO são divulgação da plataforma — é análise externa da Kapwing, com 278 canais mapeados.
Escala declarada na carta: Shorts com 200 bilhões de visualizações por dia. Em dezembro, mais de 20 milhões de usuários usaram a ferramenta Ask. Mohan classifica os creators como “as novas estrelas e os novos estúdios”.
Cobertura: Hollywood Reporter e CNBC, 21/01/2026.
YouTube / Alphabet assinaturas e faturamento. Post de Lyor Cohen, head global de música, no blog do YouTube, março de 2025; balanço do 4º trimestre de 2025 da Alphabet, divulgado em fevereiro de 2026 fonte primária
Os 125 milhões de assinaturas somando Music e Premium são de março de 2025, não do balanço de 2026 — vinham de 100 milhões em fevereiro de 2024. Os US$ 60 bi de receita anual do YouTube, somando anúncio e assinatura, são do balanço do Q4 2025.
Os 125 milhões incluem períodos de teste. A fonte declara. O corpo diz isso.
São dois anúncios distintos, com onze meses de distância. O corpo datou o número de assinaturas por isso — sem a data, o parágrafo sugere que os dois vieram do mesmo balanço.
A Alphabet não abre a linha de Music separada de Premium, nem de YouTube TV. O “nunca divulgou a divisão entre os dois” está correto.
No mesmo balanço de fevereiro de 2026: mais de 325 milhões de assinaturas pagas no consumidor, somando Google One e YouTube. Receita de anúncio do YouTube em 2025: US$ 40,37 bi, alta de 11,7%.
ZORZELLA, Marcio “Cada escolha, uma renúncia”. Fast Company Brasil, seção Tech, 28/05/2026
25 fontes
CENP Guia de Mensuração Cross Media, via Meio & Mensagem auditado
meioemensagem.com.br/midia/cenp-apresenta-guia-de-mensuracao-crossmedia
A frase mais forte do parágrafo é autodeclarada: o guia sugere como próximo passo criar mecanismos de governança para auditoria e credenciamento de métricas. Quem propõe criar reconhece que não tem. Não é acusação do autor.
O grupo nasceu em maio de 2024, depois de associações do setor questionarem uma solução de planejamento do IBOPE. Reuniu-se com IBOPE, Nielsen, Comscore e o próprio MRC, e o guia se declara inspirado no MRC e na WFA.
CENP credenciamento do Comscore Plan Metrix Multiplataforma, 16/04/2024 auditado
Cenp Guia Cenp de Mensuração Cross Media, datado abr/2026, lançado em 05/05/2026 fonte primária
cenp.com.br/guia-cenp-de-mensuracao-cross-media
Grupo Especial de Integração de Métricas de Audiência, no âmbito do NQT, desde mai/2024; mais de 20 profissionais dos quatro pilares, 19 reuniões técnicas em 18 meses; Kantar, Nielsen, Comscore e MRC entre convidados externos. Coordenação de Boaventura Junior, diretor de mídia da Galeria. Caráter não normativo declarado. Alinhado a MRC (2019) e WFA (2020 e 2023).
Sustenta o parágrafo novo: define impressão visualizável como OTS, avisando que não significa exposição de usuário único; define Impacto como Alcance × Frequência.
Fundado por ex-profissionais do IBOPE Media. O IRP Rádios já era credenciado.
eMarketer Cobertura da temporada de upfronts. estimativa
Folha de S.Paulo “Pandemia e custo de transmissão levaram Globo a recusar pacote completo da Copa”, jul/2026 imprensa
Contratado ≠ exibido. A Folha, pós-torneio, registra que a Globo exibiu 55 jogos. O pacote contratado era de 52, número que aparece no Poder360 (nov/2025, no anúncio) e na Máquina do Esporte (jun/2026). O Lance (mar/2026) fala em 54; a Terra (jun/2026) em 64, internamente contraditório.
Por isso o corpo usa “pouco mais da metade”. A formulação aberta é verdadeira sob todas as versões defensáveis. Cravar 55 obrigaria a explicar por que não é 52, dentro de um parágrafo cuja função é mostrar que as três emissoras contam unidades diferentes.
O SBT está resolvido: 32. Confirmado em quatro fontes independentes, do anúncio do sublicenciamento com a LiveMode e a NSports (out/2025) à cobertura pós-torneio. Coerente com “um terço dos jogos da rival” no corpo.
Nota da Globo à Folha: o pacote priorizou todos os jogos da seleção, a final, e metade das demais partidas.
A Folha bloqueia leitura automatizada. A conferência foi feita em reprodução do mesmo texto no Jornal de Brasília, cruzada com Poder360, Máquina do Esporte, Lance e Terra. Conferir no original antes de fechar o arquivo de produção.
IBOPE / SAM resultado da Copa auditado
IBOPE, divulgado pela Globo balanço de audiência da Copa de 2026, comunicado de 21/07/2026 auditado
142,7 milhões de pessoas alcançadas somando TV Globo, SporTV e GE TV, com mais de 1,8 bilhão de horas assistidas, exibindo metade dos jogos. 33,5 milhões acompanharam a Copa exclusivamente pela Globo, 20,5% do público total do evento.
A medição é do IBOPE, a divulgação é da Globo. Não é métrica autorreportada, ao contrário das contas únicas da CazéTV, que a plataforma conta sozinha. É essa diferença que o parágrafo do corpo põe lado a lado, e por isso o texto diz “pelo IBOPE” desde 12/09/2026.
O comunicado não nomeia os concorrentes. Fala em “concorrente de streaming” e “concorrente de TV aberta”, com alcance 58% e 75% superior. Quem nomeia CazéTV e SBT é a imprensa.
O número acumulado esconde uma queda. O alcance médio por jogo caiu de 32 milhões em 2022 para 22 milhões em 2026, redução de 32%, com metade das partidas fora da TV aberta. Alcance de torneio e média por partida são leituras diferentes do mesmo evento, e o comunicado escolhe a que favorece.
Cobertura: Meio & Mensagem, Máquina do Esporte, propmark e Sport Insider, todos de 21 a 23/07/2026.
IRP — Instituto Reality de Pesquisas Credenciamento do IRP TV pelo CENP, 31/03/2025 imprensa
coletiva.net/noticias/cenp-credencia-irp-tv-como-nova-ferramenta-de-medicao-de-audiencia
Instituto de Porto Alegre, fundado por ex-profissionais do IBOPE Media. Filiado à Abep, registrado no CONRE da 4ª Região. Fundador e diretor Domício Torres (52 anos de pesquisa, 36 no IBOPE do RS e SC); equipe inclui Sidney Fernandes (estatístico, 45 anos de IBOPE Media) e Alexandre Crivellaro (23 anos de IBOPE Media, criador do EasyMedia e do EasyPlanning). O IRP Rádios já era credenciado.
Metodologia diferente da do IBOPE. O IRP TV apura consumo de TV de pessoas com dez anos ou mais por entrevista pessoal, 100% nas residências — não é peoplemeter. São dois os institutos credenciados pelo CENP para medir audiência de TV no Brasil, com réguas incomparáveis.
Uso em campo: em set/2025, o SCC SBT divulgou vice-liderança estadual em Santa Catarina com base em apuração do IRP.
MARCONDES, Pyr (Macuco Tech Ventures) TV/BR OS — proposta de sistema operacional brasileiro de mensuração de televisão. análise setorial
tvbros.co
Arquitetura complementar de mensuração: painel calibrado por big data, TV conectada e clean rooms.
Apresentada em “Crise da mensuração da TV no Brasil II”, no LinkedIn — linkedin.com/posts/pyrmarcondes_crise-da-mensuração-da-tv-no-brasil-ii-activity-7457822209533902851-yiZf
O site do projeto esteve fora do ar em agosto de 2026, por manutenção. O endereço é o canônico da proposta.
Vem de consultoria, sem chancela de entidade — como o próprio corpo registra ao compará-la com o guia do CENP.
Pyr Marcondes foi diretor editorial do Grupo Meio & Mensagem e é embaixador da eMarketer no Brasil desde setembro de 2025. Escreve sobre crise de mensuração no M&M desde ao menos 2019; em “Ou temos métricas ou não teremos indústria” (02/12/2024) afirma que a indústria “anda desgovernada, sem métricas consensuais que se constituam em indicadores basais institucionalizados”.
Marketing Brew “Heading into upfronts, the accreditation of a major TV measurement product remains in limbo”, 09/03/2026 imprensa
Marketing Brew “Nielsen measurement accreditation faces uncertain future—again”, 07/10/2025 imprensa
marketingbrew.com/stories/2025/10/07/nielsen-measurement-accreditation-faces-uncertain-future-again
Registra o início da revisão em setembro de 2025 e a votação sobre retirar o credenciamento ou dar 60 dias a mais.
Media Rating Council MRC Releases Update on the MRC-Accredited Nielsen National Big Data + Panel, 03/03/2026 fonte primária
Aponta “mudanças aparentemente incomuns” nas estimativas de audiência, incluindo queda de dois dígitos em adultos de 25 a 54 anos. Ajustes de modelagem e ponderação previstos para abril de 2026.
MediaPost “MRC Blows Whistle On Nielsen Big Data + Snafu”, 05/03/2026 imprensa
mediapost.com/publications/article/413270/mrc-blows-whistle-on-nielsen-big-data-snafu.html
MoffettNathanson US TV and Connected TV Ad Spending Forecasts — série semestral, via eMarketer. estimativa
emarketer.com/topics/category/MoffettNathanson
Estimava que o Prime Video com anúncios passaria de US$ 2 bilhões em 2025.
A casa também registra que o YouTube está sub-monetizado na TV apesar de liderar em minutos de streaming, e que deve ultrapassar a Disney (fora parques) em receita global de mídia.
MRC Viewable Ad Impression Measurement Guidelines auditado
iab.com/wp-content/uploads/2015/06/MRC-Viewable-Ad-Impression-Measurement-Guideline.pdf
50% dos pixels por um segundo em display, dois segundos em vídeo. Display grande (242.500+ pixels): 30% por um segundo.
MRC MRC Reinstates Accreditation of Nielsen National Television Service, 17/04/2023 fonte primária
A suspensão foi imposta em setembro de 2021, depois de a Nielsen admitir subcontagem de audiência no início da pandemia, e durou 19 meses.
A reinstauração não cobriu tudo: ficaram de fora o componente digital do serviço nacional (dTVR) e o serviço de mercados locais, que seguiu suspenso. Cobertura: Forbes (01/09/2021), Marketing Brew e Adweek (17/04/2023).
Netflix Resultados do 4º trimestre de 2025 e do 2º trimestre de 2026, cartas aos acionistas. auditado
exame.com/marketing/netflix-mira-us-3-bi-em-publicidade-e-amplia-disputa-com-youtube-e-streamings/
Receita publicitária de US$ 1,5 bilhão em 2025, alta de 2,5 vezes, com projeção de US$ 3 bilhões em 2026. Terceiro ano do plano com anúncios, agora com tecnologia própria — antes operada em parceria com a Microsoft. Mais de 94 milhões de pessoas por mês no plano com anúncios.
O achado que é o capítulo em ato: a Netflix vai reduzir a frequência do relatório de engajamento. A partir de 2027, o What We Watched sai uma vez por ano, e a carta aos acionistas declara o motivo: “manter o foco nas nossas principais métricas financeiras — receita e lucro operacional”. A plataforma que projeta US$ 3 bi em publicidade está publicando menos sobre quanto se assiste.
Contexto: a decisão vem depois de relatos de que a audiência das séries cai após a primeira temporada. No 1º semestre de 2026 foram 97 bilhões de horas assistidas.
325 milhões de assinaturas pagas no 4º tri de 2025; receita total de US$ 12,1 bi no trimestre, alta de 18%. Declaração de Greg Peters, co-CEO. Cobertura: Times Brasil/CNBC, 16/07/2026 — timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/netflix-mantem-receita-e-lucro-em-linha-com-previsoes/
A matemática do ARPU: US$ 1,5 bi divididos por 312,5 mi de assinantes médios dá US$ 0,40 por usuário/mês; considerando que ~40% está no plano com anúncios, fica perto de US$ 1 (B9, 21/01/2026).
Poder360 metodologias distintas na Copa imprensa
poder360.com.br/copa-2026/audiencia-na-copa-globo-lidera-na-tv-e-cazetv-no-digital/
Preferida ao Terra/RD1, que traz frase quase idêntica com tom editorializado.
Samba TV Gauging the Gap, abr/2026: streaming 57% contra 47% vendor
samba.tv/resources/gauging-the-gap
A comparação válida é 47% contra 57%, e só ela. São duas réguas medindo o mesmo momento: Nielsen e Samba TV. O corpo trazia um terceiro número, 41,9%, cortado em 12/09/2026 — é a fatia do streaming em fevereiro de 2026 no Gauge da Nielsen, queda sazonal a partir dos 47,0% de janeiro, puxada pelo Super Bowl LX e pela Olimpíada de Milão-Cortina. Mesma fonte, mês diferente, não régua concorrente. Somá-lo aos outros dois confundia variação de calendário com divergência de método.
Contexto que reforça o capítulo: o Gauge de fevereiro só saiu em meados de abril de 2026, depois de adiamentos, e o de março foi adiado de novo em meio à disputa de metodologia.
The Current “Nielsen delays MRC-required fixes to TV currency beyond upfronts”, 05/03/2026 imprensa
thecurrent.com/marketing-strategy-mrc-pushes-changes-nielsen-big-data-panel-upfront-season
Fonte da declaração de Sean Cunningham (VAB), que o corpo cita.
The Desk “Media Rating Council questions Nielsen’s revised audience estimates”, 07/03/2026 imprensa
thedesk.net/2026/03/media-ratings-council-questions-nielsens-revised-audience-estimates/
The Medium Reafirmação do credenciamento pelo MRC, 27/05/2026. imprensa
thedesk.net/2026/05/mrc-reaffirms-accreditation-for-nielsens-big-data-panels-currency/
O desfecho: o MRC REAFIRMOU o credenciamento em maio de 2026, após a Nielsen endereçar representação demográfica, metodologia de ponderação e modelagem de audiência.
As quatro áreas exigidas pelo MRC em setembro de 2025: fonte independente de estimativa de universo · modelagem com atribuição demográfica mais precisa · simplificação da ponderação para reduzir erro-padrão · melhoria de segmentos sub-representados, como hispânicos e falantes de espanhol.
A auditoria de 2025 segue aberta enquanto o MRC revisa as mudanças pendentes, previstas para 31/08/2026. Depois disso o conselho volta ao ciclo anual tradicional.
TheWrap “Nielsen Big Data + Panel Ratings Measurement Approved by MRC”, 22/01/2025. imprensa
thewrap.com/nielsen-big-data-panel-measurement-media-rating-council/
Contexto competitivo: a VideoAmp não é credenciada pelo MRC — é certificada pelo Joint Industry Committee. Comscore e iSpot.tv têm credenciamento do MRC. A Paramount rompeu com a Nielsen e adotou a VideoAmp.
Declaração de Karthik Rao, CEO da Nielsen: painel de qualidade somado a dados de mais de 45 milhões de domicílios com smart TV e set-top box.
TV Technology “MRC Raises Concerns About Nielsen National Big Data + Panel Television Service”, mar/2026 imprensa
Variety “Nielsen’s Big Data + Panel Technology Wins Accreditation Ahead of TV Upfront”, 22/01/2025. imprensa
variety.com/2025/01/tv/nielsen-big-data-panel-technology-mrc-accreditation-1236277479/
Declaração de George Ivie, CEO do MRC: “Aprovamos a integração de big data, e essa metodologia combinada pode ser considerada credenciada pelo MRC.” Primeira vez que o MRC credencia produto híbrido de painel e big data com estimativa por pessoa.
8 fontes
Current “NPR reports ‘exceptional’ performance of digital revenue-sharing programs”, por Tyler Falk, novembro de 2025 imprensa especializada em mídia pública
current.org/2025/11/npr-reports-exceptional-performance-of-its-digital-revenue-sharing-programs/
Receita total dos programas do NPR Network passou de US$ 30 milhões no ano fiscal de 2025. 375 mil doadores ativos, 100 mil diretos para emissoras. 60% dos doadores novos na mídia pública. Mais US$ 2,2 mi de repasse direto a emissora preferida e US$ 1,7 mi em doações filantrópicas para redações regionais. Declarações de Katherine Maher (CEO) e Moffett.
A matéria carrega NOTA DE CORREÇÃO com DUAS partes: (1) a versão original dizia US$ 18 milhões, que é o valor repassado às organizações associadas; o total, incluindo a parte da NPR, passa de 30 milhões. (2) a versão original dizia que as doações vinham da página do NPR.org; na verdade vieram de todas as plataformas digitais da NPR. A fonte corrigiu-se publicamente nos dois pontos — vale registrar.
“Receita digital”, não “doações”. Os programas do NPR Network reúnem doações à Network, doações às emissoras via plataformas digitais e assinaturas do NPR+. Chamar o total de doação apaga a assinatura, que é receita recorrente de produto — o argumento mais forte para o capítulo.
Atribuição: Bryan Moffett (COO da National Public Media) reportou os resultados de fim de ano fiscal; os US$ 9,3 milhões de doações diretas vieram da fala de Katherine Maher ao conselho. Verificado por leitura integral em 31/08/2026.
A decomposição dos mais de US$ 30 milhões (FY25): US$ 18 milhões vão para as organizações associadas (member organizations). Desses, US$ 9 milhões vêm de doações à NPR Network e de assinaturas de podcasts via NPR+ — quase cinco vezes o total de FY24. Outros US$ 9,3 milhões de doações diretas a 143 emissoras pelas plataformas da NPR, contra US$ 2 milhões em FY24.
O modelo de partilha: a NPR divide metade das doações à Network com as emissoras, e 20% da receita de assinaturas do NPR+. Trinta e uma emissoras receberam distribuições equivalentes à própria taxa de associação de 2025.
60% dos doadores são novos na mídia pública — “que era exatamente o objetivo do programa: trazer doadores novos para o sistema”, disse Bryan Moffett, COO da National Public Media. A iniciativa nasceu em 2022, com a meta de dobrar a base de associados das emissoras.
Mais US$ 2,2 milhões de doadores que especificaram repasse direto à emissora preferida e US$ 1,7 milhão em doações filantrópicas para redações regionais. O conselho aprovou US$ 8 milhões de alívio de taxas às emissoras após o corte de verba federal.
Contexto posterior: em 16/04/2026 a NPR anunciou doações filantrópicas de mais de US$ 110 milhões, incluindo a maior de um doador vivo na história da organização.
Grupo Estado comunicado sobre a Rádio Eldorado, abr/2026
estadao.com.br/midia-mkt/estadao-faz-comunicado-sobre-radio-eldorado/
IBOPE Data Stories · Inside Audio 2025, 48ª edição, 28/08/2025 auditado
92% da população ouviu rádio, música, streaming ou podcast nos últimos 30 dias. Rádio com 79% de alcance nas principais regiões metropolitanas, média diária de 3h47 entre ouvintes. Belo Horizonte 87%, Porto Alegre 84%, Fortaleza 81%.
Multiplataforma — a série completa: 70% da audiência ainda ocorre via AM/FM, com 33% no YouTube, 16% em streaming de áudio, 13% no aplicativo da emissora e 12% nas redes sociais da emissora. Via cobertura do MídiaCom RJ, 01/09/2025.
Os 70% são da audiência DE RÁDIO, não do áudio em geral. O estudo mede como o ouvinte de rádio consome rádio — dial, YouTube, app, redes. Não compara rádio com Spotify ou podcast.
Os quatro canais digitais são da própria emissora. App e redes sociais da emissora são o dial em outra plataforma, não território fora do alcance dele.
São 13 regiões metropolitanas, não o país. O release diz “da população”, mas a base são as regiões pesquisadas.
É alcance de 30 dias, não hábito diário. “Ouviu algum áudio em 30 dias” é o denominador mais largo possível.
Declaração de Adriana Favaro, VP de Negócios. Dados também no domínio fifty5blue.com — a Kantar Media global virou Fifty5Blue após a aquisição pela H.I.G. Capital; no Brasil a marca voltou a ser IBOPE.
JUNIOR, Gonçalo “Eldorado, a rádio dos melhores ouvintes, está de volta — em nova frequência e com novidades”. Estadão, 10/09/2026. Retorno em 107,9 FM no dia 7 de outubro imprensa
Retorno em 107,9 FM no dia 7 de outubro de 2026, quatro meses depois da saída. Curadoria musical no centro, áudio ininterrupto no site e no app do Estadão, e programas falados ao vivo em vídeo no YouTube — Jornal Eldorado com Haisem Abaki, e programa novo das 19h com Juliana Wallauer, criadora do Mamilos.
A Porto entra como patrocinadora. Declaração de Luiz Arruda, VP comercial e marketing do Grupo Porto: a Eldorado é ativo cultural e histórico da sociedade paulista que deve ser preservado. A empresa comprou os naming rights e decidiu não exercer — a rádio mantém o nome original.
Intermediação de Paulo Lima, fundador da Trip Editora e apresentador do Trip FM. Declaração de Erick Bretas, CEO do Estadão, sobre os ouvintes que foram à rua. Emanuel Bomfim, diretor artístico: são os ouvintes que têm a rádio, não a rádio que tem os ouvintes.
O Estadão bloqueia leitura automatizada. A URL confere e a matéria foi lida em PDF fornecido pelo autor. Mesma situação da matéria impressa da Valeria Contado e do relatório do NetLab.
A empresa é Porto, não Porto Seguro. Mudou de nome em 2021; o executivo é do Grupo Porto.
Sustenta a nota de fechamento do capítulo. Confirma o que o corpo argumenta — a transposição para onde a escuta migrou —, feita quatro meses depois de desligar.
KCRW Página de membros fonte primária
LAURELLI, Giovana “Documentário mostra bastidores dos dias finais da Rádio Eldorado”. Rolling Stone Brasil, 21/05/2026 imprensa
rollingstone.com.br/noticia/documentario-mostra-bastidores-dos-dias-finais-da-radio-eldorado/
Quu Inc 2026 In-Vehicle Visuals Report, 3ª edição, 14/04/2026 vendor
myquu.net/quu-unveils-the-2026-in-vehicle-visuals-report/
As duas cifras vêm da cobertura (Radio Ink, 14/04/2026), não do release.
TELLIS, Felipe O Fim da Rádio Eldorado. Documentário, YouTube, 17/05/2026 fonte primária
1 fonte
KORZYBSKI, Alfred “A Non-Aristotelian System and its Necessity for Rigour in Mathematics and Physics”. New Orleans, 28/12/1931. Reimpresso em Science and Sanity, 1933, p. 747-761 acadêmico
24 fontes
Adobe Adobe Analytics — tráfego vindo de IA generativa para sites de varejo nos Estados Unidos. vendor
Alta de 1.200% em março de 2025, sobre base de mais de um trilhão de visitas a sites de varejo americanos. No 1º trimestre de 2026, alta de 393% na comparação anual.
Recorte: varejo, Estados Unidos.
Disponível, e é uma virada forte: em março de 2025 o tráfego vindo de IA convertia 38% pior que o não-IA; em março de 2026, converte 42% melhor. Cerca de oitenta pontos percentuais de virada em um ano. Gera 37% mais receita por visita e 48% mais tempo no site.
AGGARWAL, Pranjal; MURAHARI, Vishvak; RAJPUROHIT, Tanmay; KALYAN, Ashwin; NARASIMHAN, Karthik; DESHPANDE, Ameet “GEO: Generative Engine Optimization”. KDD 2024 — Proceedings of the 30th ACM SIGKDD Conference on Knowledge Discovery and Data Mining, p. 5-16. acadêmico
doi.org/10.1145/3637528.3671900
O paper que cunhou o termo GEO, publicado no arXiv em 16/11/2023 (arxiv.org/abs/2311.09735) e apresentado no KDD 2024, em Barcelona.
Introduz o GEO-BENCH: 10 mil consultas em oito domínios, cada uma pareada com as fontes que um motor generativo usaria. Testou nove estratégias de conteúdo; cinco elevam a taxa de citação em até 40%. Wording próprio, estatísticas específicas, citações nomeadas e voz autoritativa são o que funciona.
A formulação acadêmica do argumento do capítulo: o motor generativo cria um problema de três interessados. Na busca tradicional havia dois ganhadores — o usuário, que acha, e o buscador, que vende anúncio. O criador de conteúdo era o terceiro, e recebia tráfego em troca de ser indexado. Com o motor generativo, “o criador tem pouco ou nenhum controle sobre quando e como seu conteúdo é exibido”.
Atribuição: o autor principal, Pranjal Aggarwal, é do IIT Delhi. Murahari, Narasimhan e Deshpande são de Princeton; Rajpurohit, da Georgia Tech; Kalyan, do Allen Institute. É colaboração, não “estudo de Princeton” — como parte da cobertura o chama.
Ahrefs AI Overviews Reduce Clicks, abril de 2025, atualizado em dezembro de 2025 vendor
ahrefs.com/blog/ai-overviews-reduce-clicks/
300 mil keywords do Ahrefs Keywords Explorer — 150 mil com resposta gerada, 150 mil informacionais sem —, com dados agregados do Search Console. Por Ryan Law e Xibeijia Guan.
A série é o argumento: abril de 2025 mediu 34,5%; dezembro de 2025 mediu 58%. O número quase dobrou em oito meses.
O efeito diminui na página: posição dois cai 50,8%, posição dez cai 19,4%. CTR da posição um em keywords com resposta gerada: 0,073% em dez/2023, 0,016% em dez/2025.
Ahrefs LINEHAN, Louise. 67% of ChatGPT’s Top 1,000 Citations Are Off-Limits to Marketers, setembro de 2025. Das mil páginas mais citadas pelo ChatGPT, 71,7% têm visibilidade orgânica no Google e cerca de 28% não têm nenhuma vendor
ahrefs.com/blog/chatgpts-most-cited-pages
Das mil páginas mais citadas pelo ChatGPT, 71,7% têm visibilidade orgânica no Google e cerca de 28% não têm nenhuma. É o número que o corpo usa. Wikipédia é o tipo de conteúdo mais citado, à frente de conteúdo educacional, home pages, listagens de aplicativo e blogs.
A base é o TOPO, não uma amostra do que o ChatGPT cita em geral. São as mil páginas mais citadas em setembro de 2025, extraídas do Brand Radar. Mesmo tipo de recorte que separa a Amsive da Ahrefs na ficha de frescor: topo contra média.
Vendor medindo com a própria ferramenta. A Ahrefs vende SEO, e o estudo alimenta o Brand Radar. A categorização das páginas por tipo foi feita com Claude, e a autora avisa que não é infalível.
Existe leitura oposta, oferecida pelo próprio Ahrefs. Ryan Law, do mesmo time, especula que esses domínios podem ter estado fortemente representados nos dados de treino e depois terem sido derrubados por atualizações do Google. Se for isso, o número não mostra a máquina a descobrir o que o Google ignora — mostra a máquina a lembrar do que o Google rebaixou. O corpo escreve “pode ser”, o que acomoda as duas leituras.
Achados vizinhos, do mesmo estudo e da mesma casa: 67% das mil citações do ChatGPT são inacessíveis a marketing — só um terço é influenciável. Apenas 6,82% dos resultados do ChatGPT coincidem com o top 10 do Google. 2,38% das URLs citadas retornam 404, contra 0,84% no Google.
Amsive Research Análise de frescor de citações por Lily Ray, VP de SEO e AI Search, apresentada no Tech SEO Connect 2026. vendor
amsive.com/insights/author/lily-ray/
50% do conteúdo MAIS CITADO tem menos de treze semanas. É o número que o corpo usa.
A divergência com a Ahrefs se resolve pelo recorte: a Amsive mede o topo — o conteúdo mais citado. A Ahrefs mede a média de 16,9 milhões de URLs citadas, e encontra 1.064 dias. São perguntas diferentes: “o que mais aparece” contra “qual a idade média do que aparece”.
O detalhe fino da Ahrefs: as citações de IA são 25,7% mais frescas que o orgânico — 1.064 dias contra 1.432. Mas os AI Overviews do Google preferem o mais velho: média de 1.432 dias, quase idêntica ao orgânico. ChatGPT e Perplexity puxam fresco; o AI Overview puxa o mesmo que a lista.
A frase que fecha o argumento, de Lily Ray: “vemos uma mudança em que completude temática correlaciona a 0,77 com probabilidade de citação, enquanto volume bruto de páginas tem correlação mínima.”
Outros recortes: Onely mede 76,4% das páginas mais citadas pelo ChatGPT atualizadas nos últimos 30 dias. SE Ranking: conteúdo atualizado em três meses recebe 6 citações contra 3,6 das páginas antigas. AI Overviews puxam 85% das citações de conteúdo publicado ou atualizado nos últimos dois anos.
A própria Lily Ray adverte: frescor deve ser substantivo, não cosmético — republicar data não compra citação.
Bain & Company Goodbye Clicks, Hello AI: Zero-Click Search Redefines Marketing, fevereiro de 2025 consultoria
bain.com/insights/goodbye-clicks-hello-ai-zero-click-search-redefines-marketing/
Pesquisa Bain com Dynata, dezembro de 2024, 1.117 consumidores americanos. 80% dos consumidores dependem de resultados gerados por IA em pelo menos 40% das buscas. Tráfego orgânico caiu entre 15% e 25% em muitos setores.
CORREÇÃO DE ATRIBUIÇÃO — os 83% podem NÃO ser da Bain. As coberturas divergem: algumas creditam os 83% de zero-click com AI Overview à Bain-Dynata; outras creditam à Similarweb. A pesquisa Bain-Dynata mede comportamento declarado (80% dependem de IA em 40% das buscas); os 83% são medição de clickstream, que é outra metodologia.
A Bain publicou pesquisa posterior, set/2025, n=1.500: zero-click para 70% dos usuários. Número diferente, safra diferente.
Chartbeat, via Axios “Exclusive: Small publishers hit hardest by search traffic declines”. Axios, 17/03/2026 vendor
axios.com/2026/03/17/chartbeat-search-traffic-ai-chatbots
Páginas vistas vindas do Google Search caíram 34% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025; o Google Discover caiu 15%. Por porte de veículo em dois anos: 60% nos pequenos, 47% nos médios, 22% nos grandes. O total de páginas vistas da rede caiu só 6%.
A Chartbeat é vendor — vende medição aos veículos. Os dados foram entregues com exclusividade ao Axios, e é essa a cadeia de atribuição que sustenta o uso.
Conversion Levantamento sobre uso de IA generativa como canal de pesquisa no Brasil, 2º semestre de 2025. estimativa
laje-ac.com.br/geo-generative-engine-optimization-marca-escolhida-pela-ia
41% dos brasileiros com acesso à internet já usavam ferramentas de IA generativa como canal principal de pesquisa antes de decisões de compra de maior valor. Levantamento posterior da mesma casa põe em mais de 93% os que já usaram ChatGPT ou Gemini ao menos uma vez.
Contexto brasileiro adicional: mais da metade da população usou IA generativa em 2025, e o Brasil está entre os três países com maior uso semanal do ChatGPT no mundo (via Alura).
URL é de cobertura. A publicação original da Conversion não foi localizada — vale buscar em conversion.com.br.
DemandSage Agregador de estatísticas de plataformas. ChatGPT com 900 milhões de usuários semanais em fevereiro de 2026. agregador
demandsage.com/chatgpt-statistics/
Agregador, não fonte primária. O número de 900 milhões é da própria OpenAI, fevereiro de 2026 — contra 400 milhões em fevereiro de 2025.
A DemandSage também registra o Perplexity: de 230 milhões de consultas mensais em meados de 2024 para 780 milhões em maio de 2025.
Gartner Predicts 2024, 19/02/2024 estimativa
GroupM / WPP Media This Year Next Year — Global Ad Forecast. Edição de fim de 2025 e midyear de 16/06/2026. vendor
wppmedia.com/thought-leadership/this-year-next-year/midyear-2026
Investimento digital global de US$ 835,82 bilhões em 2026, 68,7% de toda a publicidade. Busca com cerca de 40% do digital, seguida de social (~32%), display (~18%) e vídeo (~10%).
A GroupM virou WPP Media. O This Year Next Year sai agora sob a nova marca. São a mesma casa — os 72,9% de “pure-play digital” atribuídos à WPP Media vêm da mesma série.
DIVERGÊNCIA DE SAFRA: o relatório de meio de ano de 2026 projeta US$ 1,3 trilhão de receita publicitária global, com crescimento de 5,1%. O número que o livro usa é da edição anterior.
A MAGNA agrega busca com retail media em US$ 357 bi.
Histórico do AdWords Lançado em 23/10/2000 com 350 anunciantes e CPM de tabela fixa; AdWords Select, com preço por clique e ranking por lance × taxa de cliques, em fevereiro de 2002. auditado
Lançado em 23/10/2000, com 350 anunciantes e CPM de tabela fixa — US$ 15, 12 e 10 conforme a posição, sempre à direita. AdWords Select em fevereiro de 2002, com preço por clique, lance mínimo de US$ 0,05 e ranking por lance × taxa de cliques.
Sem URL por natureza: reconstituição histórica de várias fontes. Não é lacuna de apuração.
INDIG, Kevin (Growth Memo) The science of how AI pays attention, fevereiro de 2026. imprensa especializada
growth-memo.com/p/the-science-of-how-ai-pays-attention
30 domínios concentram 67% de todas as citações do ChatGPT dentro de cada vertical. Base: 1,2 milhão de respostas do ChatGPT, 98 mil linhas de citação, sete verticais (finanças, saúde, educação, tecnologia e outras), com a plataforma Gauge. Em comparações de produto, os dez mais citados capturam 46%.
A frase que resume: a IA lê como “um editor apressado, não um estudante paciente”.
58% das páginas citadas aparecem UMA ÚNICA VEZ no conjunto — o sistema descarta a maior parte do que recupera antes de escolher o que citar. A concentração é comparável à do ranking orgânico do Google.
Extensão correlaciona com citação: páginas acima de 20 mil caracteres recebem em média 10,18 citações, contra 2,39 das abaixo de 500. A melhor faixa fica entre 5 e 10 mil caracteres.
Também documenta que os dados do Google Search Console são ~75% incompletos — o Google filtra três quartos das consultas antes de chegarem ao painel do publisher.
Cobertura brasileira: Conversion, 25/03/2026 — conversion.com.br/blog/chatgpt-citacoes-dominios-concentracao-2/
MAGNA Global Advertising Forecast — atualizações semestrais, 70 mercados, desde 1950. vendor
A MAGNA FOI EXTINTA. Em dezembro de 2025, a Omnicom absorveu a IPG Mediabrands e consolidou as capacidades da MAGNA dentro da Omnicom Media. A previsão pública “deve ser retrabalhada” — sem garantia de que volte a ser publicada.
E o efeito é maior: a Zenith (Publicis) já havia encerrado suas previsões públicas. Restam duas holdings publicando: a WPP Media, com atualizações semestrais, e a Dentsu, com atualização anual. Menos réguas públicas num mercado que já não converge.
Busca e retail media somados: US$ 357 bilhões, alta de 8% (jun/2025). Plataformas digitais em US$ 715 bi. Redes sociais em US$ 242 bi (+11%). Vídeo curto em US$ 80 bi (+7%). Mídia tradicional caindo 3%, para US$ 264 bi.
O número da busca é AGREGADO com retail media — não serve para a passagem dos “trezentos bilhões”, que é da GroupM/WPP Media.
Contexto: os EUA concentram 40% do investimento publicitário global e gastam US$ 1.129 por consumidor ao ano — sete vezes a média global de US$ 161. Metodologia: análise de balanços públicos, relatórios governamentais, dados de associações e expertise local em 70 mercados, cobrindo 95% da economia mundial.
Cobertura: Marketing Dive, 17/06/2025. Extinção: MediaPost, 01/12/2025 — mediapost.com/publications/article/411054/omnicom-media-sunsets-mediabrands-kiernan-magna.html
Ozone, via Digiday Benchmarking de oferta de inventário do 2º trimestre de 2026, divulgado em 15/07/2026 vendor
ppc.land/publishers-threaten-to-cut-google-off-as-ad-supply-falls-40/
Cerca de 20 bilhões de impressões de veículos premium, entre eles Guardian, News UK e Wall Street Journal. Volume de requisições de anúncio em queda anual de 32% a 37% nos Estados Unidos e de 39% a 41% no Reino Unido, entre abril e junho. Investimento programático do grupo caiu 30,6% no primeiro semestre.
Os 41% são o teto da faixa e são do Reino Unido. O corpo diz “até 41%”, que é a leitura correta.
A Ozone é vendor e opera a tecnologia de anúncios dos próprios veículos citados. O dado chega por terceiro, o Digiday, que recebeu os números com exclusividade.
Pew Research Center Google Users Are Less Likely to Click on Links When an AI Summary Appears in the Results, 22/07/2025 acadêmico
Comportamento de navegação de 900 adultos americanos em março de 2025, sobre 68.879 buscas. Clique em resultado tradicional: 8% das visitas com resumo de IA, 15% sem ele. Clique em link dentro do próprio resumo: 1%. Sessão encerrada logo depois: 26% contra 16%.
O Google contesta a metodologia, e diz que o volume de cliques orgânicos se manteve estável ano a ano.
Poder360 “OpenAI inicia operação no Brasil e anuncia parcerias”, 18/08/2026 imprensa
poder360.com.br/poder-tech/openai-inicia-operacao-no-brasil-e-anuncia-parcerias/
SACCHITIELLO, Bárbara “ChatGPT começa a exibir anúncios aos usuários do Brasil”. Meio & Mensagem, 04/08/2026 imprensa
meioemensagem.com.br/midia/chatgpt-comeca-a-exibir-anuncios-aos-usuarios-do-brasil
Fonte de “independência de resposta”, termo interno da OpenAI dado por Dave Dugan, head of global ads solutions, em entrevista ao M&M. Brasil é o 8º mercado; anúncios desde 04/08/2026; testes nos EUA desde fev/2026. Parceiros do piloto: BETC Havas, Monks, Omnicom, Publicis Groupe e WPP — não “as cinco maiores redes do país”.
Safari Digital Medição de prevalência de resposta gerada nas buscas. vendor
seoscaleup.com/blog/ai-overviews-statistics-2026/
Os 21% são o recorte MAIS CONSERVADOR de todos. As medições variam de 15,69% (Semrush) a 48% (BrightEdge), e o próprio Google divulga “cerca de 50%” das buscas americanas (fev/2026).
A faixa mais defensável é de 20% a 50%, com conjuntos de palavras informacionais na ponta alta e conjuntos mistos ou transacionais na baixa. Cada casa usa keyword set, geografia, mix de dispositivo e método de detecção diferentes.
Faixa larga. Os 21% são defensáveis, mas ficam na ponta baixa — e o número declarado pelo próprio Google é mais que o dobro.
Seer Interactive AIO Impact on Google CTR: September 2025 Update vendor
searchengineland.com/google-ai-overviews-drive-drop-organic-paid-ctr-464212
Base: 3.119 consultas informacionais, 42 organizações, 25,1 milhões de impressões orgânicas e 1,1 milhão de pagas, entre junho de 2024 e setembro de 2025. Dados de Google Search Console, Google Ads e rastreador próprio.
CTR orgânico de 1,76% para 0,61% (queda de 61%); pago de 19,7% para 6,34% (queda de 68%). Mesmo em consultas sem resposta gerada, o CTR orgânico caiu 41%.
Disponível: marcas citadas dentro da resposta gerada recebem 35% mais cliques orgânicos e 91% mais cliques pagos que as não citadas.
Semrush / Datos Zero-Click Searches Study, análise de clickstream em Estados Unidos e União Europeia. vendor
semrush.com/blog/zero-click-searches/
58,5% das buscas americanas e 59,7% das europeias terminam sem clique. Para cada mil buscas no Google nos EUA, cerca de 360 cliques chegam à web aberta.
Recorte: keywords de desktop americano com mais de cem buscas mensais. A SparkToro mede 65% no mesmo período, com painel mais amplo — não é erro, é fatia diferente do mesmo mercado.
A Semrush também mede volatilidade da presença de resposta gerada: 6,49% das consultas em janeiro de 2025, pico de ~25% em julho, queda para 15,69% em novembro depois de o Google recalibrar.
Similarweb The Most Cited Domains by LLMs, por Maayan Zohar Basteker. Publicado em 14/04/2026, com dados de janeiro e fevereiro de 2026 estimativa
aisearch.similarweb.com/blog/most-cited-domains-llms/
Cerca de 600 mil eventos de citação, nos Estados Unidos, em ChatGPT e Google AI Mode. No ChatGPT: wikipedia.org 13,15%, reddit.com 11,97%, openai.com 6,21%. Os dois primeiros somam mais de 25% de todas as citações medidas, e nenhum outro domínio passa de 3%.
A data de publicação não é a data do dado. Publicado em abril, medido em janeiro e fevereiro. O corpo dizia “abril de 2026” e foi corrigido em 12/09/2026.
O recorte é ChatGPT, nos Estados Unidos. No Google AI Mode a liderança é outra: Fandom.com na frente, depois Wikipedia e YouTube. Não generalizar para toda máquina de resposta.
A ordem virou depois. Em junho de 2026, o Ahrefs Brand Radar põe Reddit em 29,4% contra 15,0% da Wikipedia. Os dois nomes seguem no topo — a afirmação do corpo sobrevive —, mas a posição relativa se inverteu em cinco meses. É por isso que o corpo diz que a ordem varia.
TechCrunch “OpenAI is shutting down Atlas, but its AI browser ambitions are still growing”, 09/07/2026. imprensa
A frase que fecha o argumento, de James Sun (OpenAI): pedir às pessoas que trocassem de navegador foi “muito mais difícil do que só construir os recursos de que elas precisavam diretamente” nos produtos que já usavam. O TechCrunch resume: a OpenAI passou a ver o navegador como recurso, não como produto.
Windows, iOS e Android foram anunciados e nunca lançados, nem em beta pública. O Atlas ficou só no macOS.
Contexto: o Chrome tem ~70% do mercado global de navegadores (Statcounter, junho de 2026). A decisão veio depois de Fidji Simo, CEO de aplicações, mandar os times cortarem “side quests” — a mesma diretriz que encerrou o Sora em março de 2026.
Os recursos agênticos migraram para ChatGPT Work, para o modo navegador do app desktop e para uma extensão do Chrome.
Teste próprio do autor Consulta a Gemini, Perplexity e ChatGPT sobre cerveja e churrasco, agosto de 2026. observação do autor
Gemini/Heineken, Perplexity/Spaten, ChatGPT/Eisenbahn. Brahma em segundo nos dois primeiros, ausente no terceiro, que trouxe link de compra de um SKU premium.
Não é fonte externa: é observação datada. Os modelos mudam de comportamento a cada versão.
Sem URL por natureza: observação do autor, não publicada. Não é lacuna de apuração.
14 fontes
“As estratégias por trás das datas duplas da Shopee” Meio & Mensagem, 25/07/2025 imprensa
meioemensagem.com.br/marketing/as-estrategias-por-tras-das-datas-duplas-da-shopee
Chegada da Shopee ao Brasil em 2020 com as datas duplas; 7.7 como aniversário no país. Corroboração: Exame, 30/07/2026, com declaração da empresa.
“Assaí lança operação de retail media” Meio & Mensagem, 29/04/2024 imprensa
meioemensagem.com.br/marketing/assai-lanca-operacao-de-retail-media
Fonte dos 35 milhões de clientes mensais, de Ambev e Mondelez como primeiras anunciantes, e do nascimento da operação dentro do núcleo de trade marketing, reformulado para a nova área. Vila Maria como primeira unidade; treze painéis por loja, no topo dos corredores, com as ofertas vigentes logo abaixo; plano de até 50 lojas em capitais até o fim de 2024. Jonatas Calábria, gerente de marketing, é a fonte nomeada.
A matéria grafa “Modelez”; a marca é Mondelez.
“Marketplaces investem em ações para o 9.9” Meio & Mensagem, 28/08/2025 imprensa
meioemensagem.com.br/marketing/marketplaces-investem-em-acoes-para-o-9-9
Shein, Shopee e Mercado Livre no 9.9, com Double Date 9.9, Super Shopping Day e Liquida 9.9.
“Walmart adquire fabricante de smart TVs Vizio por US$ 2,3 bilhões” Meio & Mensagem, 20/02/2024 imprensa
meioemensagem.com.br/marketing/walmart-smart-tvs-vizio-por-us-23-bi
Primária disponível: release da Walmart de 03/12/2024, quando a compra fechou — corporate.walmart.com/news/2024/12/03/walmart-completes-acquisition-of-vizio
Amazon Ads Brasil formatos interativos, 28/05/2026 fonte primária
Três formatos (IVA, FITO, Pause Ads), disponíveis no Prime Video e em transmissões esportivas ao vivo como Copa do Brasil, Brasileirão e NBA. A página de produto do Amazon Ads confirma a separação: “adicionar ao carrinho” para marcas que vendem na Amazon, “enviar um e-mail” para as que não vendem.
BCG How Retail Media Is Reshaping Retail estimativa
bcg.com/publications/2022/how-media-is-shaping-retail
O 70%-90% é do BCG, não da McKinsey (que estima 50%-70%), e vale para canais próprios (onsite), não loja física. Offsite: 20%-40%.
BELSKY, Jared / Acadia “Por que as marcas buscam retail e branding na mesma agência?”. Meio & Mensagem, 26/03/2026. imprensa
meioemensagem.com.br/comunicacao/por-que-as-marcas-buscam-retail-e-branding-na-mesma-agencia
Os 40% são do inbound da Acadia, agência independente americana — não do mercado. “Neste ano, 40% das abordagens que a Acadia recebeu pediram explicitamente por agências que combinem retail e branding”, disse Jared Belsky, CEO e cofundador. Não confundir com um 40% da WARC, que é outro dado.
O diagnóstico de por que é difícil, do próprio Belsky: o setor “há muito tempo treina funcionários em plataformas e varejistas individuais, resultando em especialistas com habilidades restritas”.
Disponível, e enriquece o argumento: a agência Craft & Commerce mede mídia de marca e de varejo em conjunto, por testes geográficos, e observou que a combinação certa dos dois entrega desempenho melhor do que qualquer um isolado — declaração de Olivia Hawkins, VP de estratégia de mídia.
Casos citados: a Acadia levou a conta de mídia da Kidde especificamente para unir as duas práticas; a Mars consolidou commerce dentro da conta de mídia com o Publicis. Ryan Kangisser, chief strategy officer da MediaSense: “as marcas estão começando a ver que há um enorme benefício em unir essas coisas agora”.
eMarketer Retail Media Ad Spending Forecast and Trends H2 2025 — “Amazon e Walmart estão fugindo dos concorrentes”. estimativa
emarketer.com/content/retail-media-ad-spending-forecast-trends-h2-2025
Amazon Ads com 79,7% e Walmart Connect com 8,0% do mercado americano de retail media em 2025 — 87,7% somados. Target Roundel em 1,5%, mais de cinco vezes menor que o Walmart.
O número que conta a história: os anunciantes americanos vão gastar US$ 69,33 bi em 2026, contra US$ 58,79 bi em 2025. Dos US$ 10,53 bi incrementais, US$ 9,42 bi vão para Amazon e Walmart — mais de 89%.
A participação de todas as outras redes que a eMarketer acompanha vai ficar estável ou cair até 2027. Entre 2019 e 2024, a fatia de todas as outras somadas cresceu menos de um ponto percentual, enquanto o bolo quintuplicou.
Não confundir com o 87,8% da WARC, que é só a Amazon, fora da China.
31,5% compram na hora após descoberta na loja, contra 19,1% em sites de varejo e 10,4% em sites de marca. O “quase metade descobre na loja” é por categoria: alimentos e bebidas 50,8%, limpeza 48,6%.
Disponível: DoorDash e Instacart geram, cada um, perto de US$ 1 bilhão em receita publicitária anual nos EUA. PDF do relatório: scba.com/wp-content/uploads/2025/12/EMARKETER-Retail-Media-Ad-Spending-Forecast-and-Trends-Report-2025-1.pdf
Exame origem do 11.11 imprensa
1993, Universidade de Nanjing; data escolhida pelos quatro algarismos 1. Alibaba comercializa em 2009 no Taobao e no Tmall; a primeira edição gerou US$ 7 milhões.
Mercado Ads Upfront 2025, 09/10/2025, e anúncio no Cannes Lions, junho de 2026. Parcerias de TV conectada com HBO Max e Roku; em Cannes, expansão para o TikTok e promessa de atribuição fora do ecossistema fonte primária
telaviva.com.br/10/10/2025/mercado-ads-anuncia-parcerias-com-hbo-max-e-roku
Outubro de 2025, upfront “Break the Tape”: parcerias de TV conectada com HBO Max e Roku, que se somam ao inventário de vídeo que já contava com Disney+ e Mercado Play. Atualização do Intelligence Hub, com Brand Analytics e Brand Lift Pro. Declaração de Mario Meirelles, diretor sênior no Brasil: a compra de mídia é feita com base em dados primários de comportamento e intenção de compra.
Junho de 2026, Cannes Lions: expansão do inventário para o TikTok, rede de criadores e vídeos compráveis. A empresa declara que os anunciantes poderão atribuir impressões de branding fora do ecossistema a buscas de marca, carrinho e vendas no marketplace.
Duas datas, dois estágios. Em 2025, compra de CTV com segmentação por dado próprio. Em 2026, promessa de atribuição de ponta a ponta, com ativação prevista — não resultado medido. O corpo usa futuro do subjuntivo por isso: “quando a plataforma souber”.
O Mercado Play é tela grande própria, não inventário de terceiro. Aplicativo nativo em Smart TV desde março de 2025 — Samsung (Tizen), LG (webOS), Android TV, Google TV, VIDAA (Hisense, Toshiba) e Titan (Philips). Mais de 72 milhões de televisores aptos a baixar o app, segundo a empresa. Audiência de 1 milhão de espectadores mensais em jan/2024 para mais de 4 milhões em fev/2026, com 2.500 títulos. É TV conectada por definição: streaming no televisor, com inventário de anúncio.
Comprar CTV com dado próprio não é o mesmo que fechar o funil. Segmentar audiência em inventário de terceiro é uma coisa; amarrar a conversão de volta ao marketplace é outra, e é a que ainda está em promessa.
Contexto competitivo, autodeclarado ou via eMarketer: liderança de retail media no Brasil com 64% de share; cerca de 60% do retail media latino-americano; uma das três maiores plataformas de mídia da região, ao lado de Google, Meta e TikTok.
Mercado Libre Resultados do 1º e do 2º trimestre de 2026. auditado
ecommercebrasil.com.br/noticias/mercado-livre-supera-us-10-bilhoes-em-receita-no-2o-tri
Publicidade cresceu 73% em dólares nos dois trimestres seguidos — 63% em base neutra de câmbio no 1º tri, 62% no 2º. A participação no mercado de publicidade digital da América Latina superou 10% pela primeira vez.
Receita líquida total de US$ 10,2 bilhões no 2º trimestre, alta de 50% — primeira vez acima de US$ 10 bi, e 30º trimestre seguido com expansão acima de 30%.
A participação de mercado é autodeclarada dentro do release de resultados. O crescimento de receita é auditado; a fatia do mercado, não.
Cobertura do 1º tri: ecommercebrasil.com.br/noticias/mercado-livre-cresce-49-e-alcanca-us-88-bi-no-trimestre
SBVC O Papel do Varejo na Economia Brasileira, 10ª ed. (2023) e 11ª ed. (2024) auditado
sbvc.com.br/conteudos/estudos/
A faixa de 80-90% NÃO está nos PDFs oficiais. O estudo usa Ebit/Nielsen (Webshoppers) e publica o faturamento do e-commerce: R$ 262,7 bi em 2022. A faixa é conta, não citação. A atribuição “NielsenIQ” tem linhagem real, mas o número não é publicado.
Walmart “Walmart Agrees to Acquire VIZIO Holding Corp.”, 20/02/2024, e “Walmart Completes Acquisition of VIZIO”, 03/12/2024 fonte primária
corporate.walmart.com/news/2024/12/03/walmart-completes-acquisition-of-vizio
US$ 11,50 por ação, cerca de US$ 2,3 bilhões. SmartCast com mais de 18 milhões de contas ativas no anúncio e mais de 19 milhões na conclusão — o número usado no corpo é o da conclusão. Cobertura: Meio & Mensagem 20/02/2024, meioemensagem.com.br/marketing/walmart-smart-tvs-vizio-por-us-23-bi, a partir da Bloomberg News.
WARC Media The Future of Commerce Media, novembro de 2025, e edição de 2026. estimativa
warc.com/en/article/the-future-of-commerce-media-2025-6aecfaaf89c1495e96fefbc03f0f08e3
US$ 196,7 bi em 2026, 16% de todo o investimento publicitário mundial — e o retail media ultrapassa em 2027 a soma de TV linear e conectada, tendo sido pouco mais de um quarto do mercado de TV em 2019.
PROJEÇÃO REVISADA: a edição de 2026 do relatório atualizou para US$ 200,4 bi em 2026 e US$ 223,4 bi em 2027, quando o canal responderá por 15,2% do total — não mais 16%. O corpo foi corrigido em 12/09/2026 e passou a usar o absoluto da safra nova, US$ 200,4 bi. A ultrapassagem sobre TV linear mais conectada é de 2027, não de 2026, e o corpo também foi corrigido nisso.
O crescimento desacelera: de 38,6% em 2021 para 13,7% em 2025 e 11,6% projetados para 2027. Excluindo a Amazon, cai para 9,8% — a menor taxa desde que a WARC começou a monitorar.
Declaração de James McDonald, diretor de dados e projeções. Display responde por menos de 30% do investimento on-site.
21 fontes
Ad Age e AdExchanger Cobertura do IAB NewFronts 2026, 23 a 26/03/2026, em Nova York. imprensa
adexchanger.com/ctv-roundup/the-2026-newfronts-experience-performance-tv-creators-and-pause-ads/
Primeira edição realizada em março, e não em maio. Anúncios que o corpo usa: o Google acrescentou a Kroger à suíte de commerce da própria plataforma de compra, com relatório em nível de SKU ligando a impressão à compra de um produto específico. Walmart e Vizio fizeram estreia conjunta, com login unificado nos televisores que rodam o sistema da Vizio. O Google também lançou suíte de compra de esporte ao vivo e rebatizou o BrandConnect como YouTube Creator Partnerships.
Não confundir com os NewFronts de 2025. Naquela edição, os parceiros de commerce do Google foram Costco, Intuit, Regal Cinemas e Kinective Media (United Airlines) — quatro, e só a Costco é supermercado. Do lado do conteúdo apareceram Disney, Netflix e Tubi, que não são estúdios. Uma versão anterior do corpo dizia “três grandes estúdios” e “três redes de supermercados”: nenhuma das duas se confirma, em nenhuma das edições.
A distinção que importa: NewFronts e upfront servem a propósitos opostos. No NewFronts, a empresa ocupa espaço para falar de tecnologia, dados e produto — “o conteúdo é quase um detalhe”. No upfront, é o inverso. YouTube, Comcast e outros participam dos dois.
O fio condutor de 2026 foi performance. A repórter registra ter ouvido a palavra mais vezes do que “boa tarde”. Distribuidores de streaming venderam anúncio na tela inicial e anúncio de pausa como forma de gerar resultado — e de gerar dado suficiente para provar que o resultado aconteceu.
Declaração de David Cohen, CEO do IAB, no release: “os dias da impressão como proxy de resultado estão acabando”. Release: iab.com/news/iab-unveils-2026-newfronts/
Guia da Ad Age: adage.com/events-awards/newfronts/aa-2026-media-planning-guide/
Amazon Ads 315 milhões de espectadores mensais no Prime Video com anúncios, anunciados no unBoxed 2025 em 11/11/2025. vendor
variety.com/2025/tv/news/amazon-claims-prime-video-ad-reach-315-million-1236574902/
A manchete da Variety usa o verbo certo: “Amazon Claims”. O número é dado interno da Amazon, coletado entre setembro de 2024 e agosto de 2025, sem medição de terceiro. O Deadline registra o mesmo: não vem de Nielsen nem de casa independente, ao contrário do que Disney e Paramount reportam.
Alcance médio mensal não duplicado, somando originais, licenciados, esporte ao vivo e canais FAST, em 16 países. Subiu de 200 milhões em abril de 2024 — alta de 58% em ano e meio. Os Estados Unidos respondem por mais de 130 milhões. Declaração de Jeremy Helfand, VP de Prime Video Advertising.
A Netflix anunciou 190 milhões dias antes, também por dado próprio. Duas plataformas declarando alcance na mesma semana, nenhuma auditada — e a Netflix havia acabado de mudar a metodologia.
A MoffettNathanson estimava que o Prime Video com anúncios passaria de US$ 2 bilhões em 2025.
Casas de projeção de mercado de CTV Mordor Intelligence, The Business Research Company, Verified Market Research e outras. estimativa
mordorintelligence.com/industry-reports/connected-tv-market
Quatro casas, quatro números para o mesmo mercado em 2026: Mordor projeta US$ 30,01 bi; The Business Research Company, US$ 19,96 bi; Verified Market Research parte de US$ 2,6 bi em 2024 para US$ 14,1 bi em 2032. Nenhuma declara se conta aparelho, plataforma, investimento publicitário ou o conjunto.
É a mesma divergência que separa IAB e eMarketer, agora com quatro casas. A diferença não é sobre quanto o mercado vale — é sobre o que se está chamando de mercado.
A Mordor declara que suas cifras vêm de framework proprietário de estimativa, atualizado em janeiro de 2026.
CENP-Meios investimento por meio, via agências auditado
meioemensagem.com.br/midia/cenp-meios-aponta-crescimento-de-10-em-2025
CETIC.br / NIC.br TIC Domicílios 2024 — Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nos domicílios brasileiros. auditado
cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20250512115624/tic_domicilios_2024_resumo_executivo.pdf
Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, departamento do NIC.br. Centro de Categoria 2 da Unesco desde 2012, o primeiro dedicado a sociedades da informação.
Tabelas de indicadores, questionários e microdados abertos em cetic.br/pt/arquivos/domicilios/2024/individuos/. Livro eletrônico completo: cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20250512120132/tic_domicilios_2024_livro_eletronico.pdf
É a fonte que o IAB Brasil usa como denominador de usuários de internet no país.
Dentsu / Kantar / Lumen The Brand Reset, 09/04/2026, com Kantar e Lumen Research. vendor/acadêmico
40 mil respondentes no Reino Unido e nos Estados Unidos, dez plataformas de vídeo de nova geração mais TV linear, 20 marcas em nove verticais. Primeiro estudo a ligar atenção a brand equity e a vendas de curto e longo prazo.
Exceção de nomenclatura: “Kantar” aqui é a empresa global, não o IBOPE. As métricas de negócio vêm do Kantar Brand Power.
Relatório: dentsu.com/reports/the_brand_reset_2026. Cobertura: Campaign, 09/04/2026.
Eletros Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos. Dados divulgados na Eletrolar Show, junho de 2026. auditado
Em 2025 foram vendidos 14 milhões de aparelhos, alta de 3% sobre 2024. A projeção para 2026 era de alta de 10%, puxada pela Copa.
A projeção não se confirmou. Entre janeiro e maio de 2026 foram vendidos 5,6 milhões de televisores, alta de apenas 3% — enquanto a indústria de eletroeletrônicos como um todo cresceu 11%. O setor não deve repetir 2014, quando a Copa no Brasil levou a ~15 milhões de unidades, recorde histórico.
Cobertura da projeção original: IstoÉ Dinheiro, 08/04/2026 — istoedinheiro.com.br/mais-polegadas-e-integracao-com-segunda-tela-como-a-industria-de-smart-tvs-se-prepara-para-a-copa
eMarketer Digital Video Forecast and Trends Q2 2026. estimativa
emarketer.com/content/digital-video-forecast-trends-q2-2026
O marco: em 2026, pela primeira vez, o upfront de CTV supera o de TV linear em horário nobre nos Estados Unidos — US$ 17,73 bilhões contra US$ 16,98 bilhões, diferença de cerca de US$ 750 milhões.
Investimento total em CTV nos EUA projetado em US$ 37,95 bilhões em 2026, alta de ~14% sobre os US$ 33,35 bi de 2025. Deve ultrapassar a TV tradicional em 2028, com US$ 46,89 bi.
Vídeo digital somado a CTV chega a ~23% do investimento americano, a maior fatia de qualquer canal, à frente de social (18,4%) e busca paga (16%).
A divergência prova o ponto do capítulo. IAB e eMarketer projetam o mesmo mercado, no mesmo ano, com quase nove bilhões de dólares de distância — US$ 29,3 bi contra US$ 37,95 bi. Não é diferença de safra, e não são casas obscuras: são as duas maiores referências de projeção do mercado. Nenhuma das duas declara qual das cinco televisões conectadas está contando — YouTube na tela grande, canal FAST, streaming com plano de anúncio, marketplace com dado de compra, varejista dono de fabricante. A divergência não é sobre quanto o mercado vale. É sobre o que se está chamando de mercado. É o “C de conectada parou de distinguir qualquer coisa”, dito em dólares.
IAB 2026 Ad Spend Forecast, 28/01/2026, e atualização de julho de 2026. auditado
mediapost.com/publications/article/412351/iab-2026-ad-spend-forecast-ctv-138-social-14.html
CTV com alta de 13,8% em 2026 — segundo canal que mais cresce, atrás só de social media, com 14,6%. Base: pesquisa com 205 executivos de investimento do lado comprador, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.
Atualização de julho de 2026 revisa para US$ 29,3 bilhões, alta de 11% — leve queda sobre os 12% do ano anterior. Base: 360 executivos ouvidos pela Advertiser Perceptions em fevereiro e março, mais dados da Guideline. Social video em US$ 31,9 bi (+13%), vídeo online em US$ 20,7 bi (+10%).
O IAB atribui a aceleração a um calendário cíclico forte: Olimpíada de Inverno, eleições de meio de mandato e Copa do Mundo.
A divergência prova o ponto do capítulo. IAB e eMarketer projetam o mesmo mercado, no mesmo ano, com quase nove bilhões de dólares de distância — US$ 29,3 bi contra US$ 37,95 bi. Não é diferença de safra, e não são casas obscuras: são as duas maiores referências de projeção do mercado. Nenhuma das duas declara qual das cinco televisões conectadas está contando — YouTube na tela grande, canal FAST, streaming com plano de anúncio, marketplace com dado de compra, varejista dono de fabricante. A divergência não é sobre quanto o mercado vale. É sobre o que se está chamando de mercado. É o “C de conectada parou de distinguir qualquer coisa”, dito em dólares.
IAB Brasil com Offerwise TV Conectada Brasil: Hábitos de consumo e um panorama sobre a publicidade auditado
iabbrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/12/TV-Conectada-Brasil-2023.pdf
Edição 2023: 58% acessaram a internet pela TV, maior patamar histórico e único dispositivo com aumento consistente. Edição seguinte: 72% acessam CTV diariamente, média de 3h24 por dia.
A definição de “TV conectada” do estudo engloba smart TVs, dispositivos de streaming e consoles de videogame — três das cinco televisões que o capítulo separa.
Respondentes selecionados por questionário no painel Offerwise.
IBGE PNAD Contínua — Módulo TIC 2024, divulgado em 24/07/2025. auditado
A manchete do próprio IBGE é o capítulo: “Pela primeira vez, mais da metade da população acessa a internet pela TV.”
Internet em 93,6% dos domicílios (74,9 milhões) em 2024, alta de 1,1 p.p. Televisão em 93,9% — 94,5% urbana, 89,0% rural. Domicílios só com tela fina subiram de 90,8% para 93,4%.
TV por assinatura em queda: 24,3% dos domicílios com televisão (18,3 milhões), recuo de 0,9 p.p. Nas áreas rurais, caiu 3,9 pontos, para 13,5%. Ao mesmo tempo, 32,7 milhões de domicílios tinham acesso a serviços pagos de streaming.
SAFRA MAIS NOVA DISPONÍVEL: a edição seguinte mede internet em 95,0% dos domicílios (76 milhões). O livro cita 2024; a série avançou.
A desigualdade rural encolheu: em 2016 a diferença era de mais de 40 p.p. (35,0% rural contra 76,6% urbano); em 2024 caiu para 9,9 p.p. Restam 5,1 milhões de domicílios sem uso de internet — os motivos: ninguém sabe usar (32,6%), serviço caro (27,6%), falta de necessidade (26,7%).
Publicação completa: biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102193_informativo.pdf
IBOPE Cross Platform View — monitora simultaneamente o consumo em TV e em dispositivos conectados à rede doméstica, em 15 regiões metropolitanas. auditado
É a fonte declarada dos números do YouTube no Brandcast 2025, e também do contraponto: TV linear com 63,2% do consumo de vídeo em maio de 2026.
Dentro das plataformas de vídeo online, o YouTube tem 20,1% da audiência, seguido de Netflix (4,7%) e TikTok (4,5%).
Máquina do Esporte Cobertura do modelo de negócio da LiveMode e dos direitos da Copa de 2026. imprensa
O modelo verticalizado: a LiveMode negocia os direitos como representante da FIFA e os compra como dona da CazéTV — compradora, negociadora e exibidora ao mesmo tempo. Também representa a Federação Paulista e os clubes do Futebol Forte União.
A FIFA nega conflito. Romy Gai, diretor de negócios, diz que o modelo é consolidado na indústria mundial. Alguns clubes do FFU pedem reabertura da negociação, e a CBF excluiu a CazéTV da licitação da Copa do Brasil 2027-2030.
Disponível, e confirma a ordem de grandeza das cotas: CazéTV e YouTube negociaram 11 cotas de patrocínio, com receita estimada em R$ 2 bilhões — patamar semelhante ao da Globo, que iniciou com 30 patrocinadores e exibiu 54 dos 104 jogos.
Fundada em 2017 por Edgar Diniz e Sergio Lopes, do antigo Esporte Interativo. Em 2025 a holding comprou 100% da CazéTV, de que detinha 51%, e integrou Casimiro como sócio global. Cristiano Ronaldo é sócio e acionista da LiveModeTV, braço internacional.
A Lei do Mandante, de 2021, é o ponto de virada: permitiu que clubes negociassem individualmente ou em blocos, quebrando o modelo centralizado.
N Sports / Galvão Bueno Galvão Bueno torna-se sócio e conselheiro, anunciado em 08/06/2025. imprensa
poder360.com.br/poder-midia/galvao-bueno-se-torna-socio-e-conselheiro-da-n-sports/
O canal nasceu como plataforma de streaming em 2018 e é gerido pela Ola Sports, que entrou em mídia em 2025 com os direitos da Série B. Transmite pelo YouTube e por operadoras de TV por assinatura. A estrutura societária inclui a Tellescom.
O detalhe que fecha o argumento: um dos donos da Ola Sports é Antonio Tabet, ex-Porta dos Fundos. A voz da televisão aberta por cinco décadas vira sócia de um canal gerido por quem veio do humor na internet.
Galvão não mantém vínculo exclusivo com nenhuma emissora: comanda “Galvão e Amigos” na Band e narra Copa do Brasil e Brasileirão no Prime Video. Antes, criou o Canal GB no YouTube, em parceria com a Play9, em 2023.
Anúncio feito pelo próprio Galvão nas redes em 08/06; a nova direção formalizou em 09/06. Cobertura: CNN Brasil, InfoMoney, Terra, Poder360.
Nielsen The Gauge, dez/2025 auditado
SpaceMoney “O poder por trás da CazéTV: quem controla o negócio de bilhões”, 20/06/2026 imprensa
spacemoney.com.br/tecnologia/quem-esta-por-tras-da-cazetv/
Às vésperas da Copa de 2022 a Globo abriu mão dos direitos digitais numa renegociação de contrato, e a LiveMode, que já era agência da FIFA no Brasil, comprou o pacote por cerca de US$ 3 milhões — contra os US$ 90 milhões anuais que a emissora pagava à entidade pelo contrato de 2015 a 2022.
Corroboração independente: o Observador (Portugal) registra o mesmo valor e precisa que o pacote era de 22 jogos; a InvestNews confirma o contrato de US$ 90 milhões ao ano e o acordo judicial que o manteve.
Tabelas comerciais da Copa de 2026 CazéTV e Globo preço de lista
Onze cotas máster a R$ 185 milhões na CazéTV; seis a R$ 265,5 milhões na Globo. Onze × 185 = R$ 2,035 bi; seis × 265,5 = R$ 1,593 bi.
Corroboração independente da ordem de grandeza: Brasil 247 e InvestNews registram 11 cotas negociadas por CazéTV e YouTube, com receita estimada em R$ 2 bilhões — o mesmo patamar previsto para a Globo.
Sem URL por natureza: documento comercial, não público. Não é lacuna de apuração.
Walmart Connect com Google Dado primário de compra ativável na plataforma de compra do Google, a partir de campanhas no YouTube, 11/06/2026 imprensa
digitalapplied.com/blog/walmart-connect-google-dv360-youtube-2026-retail-media-guide
Prova de conceito fechada, com atribuição entre impressão de vídeo e compra confirmada em loja e online.
Não é anúncio de NewFronts. Aconteceu três meses depois, e fora do evento. O corpo diz “três meses depois” por isso.
É prova de conceito, não produto ativável. A própria cobertura registra que o valor está no que o movimento sinaliza, não no que já se pode ligar.
Contexto do mesmo período: integração com o Yahoo DSP, com inventário da Vizio via Magnite; abertura de API do Scintilla Media Data Feed; e o Connect Select, marketplace programático de CTV.
We Are Social com GWI Digital 2026 Brasil estimativa
Wikipédia Lista de transmissoras da Copa do Mundo FIFA de 2026. Recorte do Brasil, por janela de distribuição terciária
pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_transmissoras_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_2026
Recorte do Brasil, por janela: TV aberta — TV Globo (55) e SBT (32). TV por assinatura — SporTV (55), N Sports (32) e ge TV (32). Streaming — CazéTV (todos os jogos), Globoplay (55) e Charla Podcast (apenas jogos do Brasil, via áudio). Mais dez emissoras de rádio.
O Disney+ com 30 jogos é da América do Sul e da Argentina, não do Brasil. Fonte da própria tabela: ESPN Press Room Latin America South, 17/04/2026. Não usar como janela brasileira.
A CazéTV teve exclusividade digital no YouTube. Não houve retransmissão do sinal dela em Disney+, Prime Video, Samsung TV Plus ou Mercado Play durante a Copa. Essas plataformas carregam a CazéTV na operação regular do canal, em outros torneios — o Samsung TV Plus, por exemplo, no Mundial de Clubes de 2025. Não confundir operação corrente com a Copa.
O ge TV está na coluna de TV por assinatura, não na de streaming. Não tratar como canal de YouTube da Globo nesta passagem.
Fonte terciária. A tabela é bem referenciada, mas é Wikipédia. Para o pacote da Globo, as fontes primárias divergem — 52 contratado (Poder360, Máquina do Esporte), 54 exibido, 55 aqui e no SporTV em 4K. O corpo usa 55 no capítulo de CTV e “pouco mais da metade” no capítulo do termômetro. Pendência de coerência entre as duas passagens.
YouTube Brandcast Brasil 2025, 08/10/2025: a TV conectada supera o celular como principal tela do YouTube no Brasil. vendor
blog.youtube/intl/pt-br/news-and-events/youtube-brandcast-2025-tv-conectada-brasil/
Nota metodológica do próprio blog: “O YouTube alcançou mais de 80 milhões de pessoas com 18 anos ou mais na TV conectada no Brasil, em abril de 2025”. Fonte declarada: Kantar Cross Platform View, jan-mar 2025.
A virada: pela primeira vez a TV conectada superou o celular como principal tela do YouTube no Brasil. Participação entre adultos subiu de 41% para 53% em três anos. O YouTube é o serviço mais consumido em TV conectada em domicílios, com 56% de participação.
CONTRAPONTO FORTE, e ele é do mesmo instituto: em maio de 2026, a TV linear responde por 63,2% de todo o consumo de vídeo no Brasil, considerando todas as telas. Na tela da televisão, a TV aberta sozinha tem 65,6% do share, e todo o streaming somado — YouTube, Netflix, TikTok, Prime Video, Globoplay, Disney+ e HBO Max — divide os 25% restantes. Os 80 milhões são reais e o denominador é outro.
Declarações de Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, e Patricia Muratori, diretora na América Latina.
10 fontes
Cenp Painel Cenp-Meios 2025, divulgado em março de 2026. auditado
R$ 28,9 bilhões intermediados por agências em 2025, alta de 10% — quatro vezes o crescimento do PIB (2,3%). Campanhas nacionais concentraram 68%.
Mídia exterior em 3º lugar: R$ 3,512 bi, 12,1%. Rádio R$ 1,108 bi (3,8%) · jornal R$ 415 mi (1,4%) · revista R$ 99,5 mi (0,3%) · cinema R$ 86,9 mi (0,3%). TV aberta R$ 9,709 bi (33,57%), TV paga R$ 2,247 bi (7,7%).
Revista foi o único meio que faturou menos em 2025 do que em 2024.
Painel de 330 agências — 258 matrizes e 72 filiais —, com base no faturamento efetivo de Pedidos de Inserção. Acompanhado pelo Núcleo de Qualificação Técnica e verificado pela KPMG quanto à integridade do sistema. Presidente: Luiz Lara.
O valor faturado é a remuneração do veículo, resultado do valor negociado menos o desconto-padrão. Não é preço de tabela.
Geopath Medição de audiência de mídia exterior nos Estados Unidos. Adota o VAI, proporção da audiência de OTS que provavelmente nota o anúncio. auditado
O VAI é a proporção da audiência de OTS que provavelmente nota o anúncio.
Grupo Globo assume o controle da Eletromidia Fato relevante de 04/11/2024; OPA em 28/04/2025; cancelamento do registro na B3 em 02/07/2025. imprensa
moneytimes.com.br/grupo-globo-compra-eletromidia-elmd3-e-assume-o-controle-jcav-kda/
65.923.980 ações ordinárias, 47,094% do capital, compradas do fundo Vesuvius LBO. A Globo já tinha 27%. Preço de R$ 27,3817 por ação mais parcela contingente de R$ 2,02.
Com a OPA, a Globo passou a deter ao menos 95,06% e a Eletromidia saiu do Novo Mercado da B3. Cobertura adicional: Bloomberg Línea (05/04/2025) e Exame (05/11/2024).
A Exame registra que os termos seguiram a compra das ações da H.I.G. Capital — a mesma casa que comprou a Kantar Media global.
IBOPE com Logan Logan e Ibope lançam audiências exclusivas — release, 21/05/2026, anunciado durante o MMA Impact. fonte primária
fifty5blue.com/pt/noticias-e-recursos/logan-e-ibope-lancam-audiencias-exclusivas
A parceria que o corpo cita. O IBOPE entra com o Target Group Index — 26 mil atributos, 214 categorias temáticas, consumo de 4.352 marcas. A Logan entra com 400 milhões de device IDs opt-in e “a maior base de dados dinâmicos de mobilidade e comportamento digital”: aplicativos utilizados, áreas visitadas, horários de deslocamento.
O detalhe que serve ao argumento — três níveis de correspondência: match determinístico · match por geolocalização · e match inferencial, que traduz interesses e hábitos do TGI em pontos de interesse visitados, aplicativos e padrões de mobilidade. As audiências saem com “diferentes níveis de confiança, de média a muito alta” — a própria parceria declara que parte do resultado é inferência.
A frase do release: “a audiência é o novo inventário”.
A Logan opera desde 2013 na América Latina, em 17 países, com 1.200 marcas. Declarações de Francesco Simeone (Logan) e Adriana Favaro, VP de Negócios do Ibope. Ativação prevista a partir de julho de 2026.
Publicado no site da Fifty5Blue — na América Latina o grupo opera como IBOPE.
IPO da Eletromidia 17/02/2021 — primeira empresa do setor de publicidade brasileiro a abrir capital, declarado pelo CEO na cerimônia da B3. imprensa
Place Exchange by Broadsign / Eletromidia Release da integração do inventário de mídia exterior brasileiro à compra programática, 09/03/2026. fonte primária
placeexchange.com/news/px_eletromidia_por
Fonte da frase sobre precisão involuntária: o release diz que a integração permite acessar o inventário “utilizando os mesmos fluxos de compra que já usam para outros canais digitais dentro de seus DSPs”. Confirma 55 mil telas digitais, 53 milhões de pessoas/mês e a participação de mais de 80% do mercado brasileiro de DOOH — número autodeclarado pela empresa no release, e é por isso que o corpo escreve “declara”.
Route Medição de audiência de mídia exterior no Reino Unido. Descreve-se como moeda baseada em atenção, ajustada pela probabilidade de olhar, com algoritmo derivado de eye-tracking. auditado
A própria Route se descreve como moeda baseada em atenção, ajustando pela probabilidade de olhar, com algoritmo derivado de eye-tracking ao longo de mais de 25 anos. Confirma o “mais de vinte e cinco anos” do texto.
SACCHITIELLO, Bárbara “Eletromidia compra Elemidia e se torna a maior empresa de OOH”. Meio & Mensagem, 31/01/2020. imprensa
A cifra acima de R$ 500 milhões é confirmada pela própria Victoria Capital, o fundo vendedor — victoriacp.com/brazil/eletromidia-e-elemidiaunemoperacoes/. Os detalhes financeiros não foram revelados por critério dos acionistas; “pessoas a par das negociações” dizem que supera R$ 500 mi.
A operação criou empresa com mais de 60 mil faces publicitárias, 40 mil digitais, e faturamento previsto de R$ 700 milhões em 2020. Market share de 30%, à frente de JCDecaux (25%) e Clear Channel (menos de 10%). CEOs: Daniel Simões (Eletromidia) e Eduardo Alvarenga (Elemidia).
O detalhe que conecta com o resto do livro: quem financiou a compra foi a H.I.G. Capital, acionista da Eletromidia desde 2013 — a mesma casa de private equity que comprou a Kantar Media global, transformando-a em Fifty5Blue. A Victoria Capital havia pago R$ 100 milhões pela Elemidia em 2014: cinco vezes o valor em cinco anos.
Cobertura: Brazil Journal (braziljournal.com/a-eletromidia-acaba-de-entrar-no-elevador-e-dominar-um-mercado/), Poder360, Diário do Comércio. Release da H.I.G. via Terra.
WOO / ESOMAR Global Guidelines on OOH Audience Measurement, 2022 (base de 2009) auditado
WOO / PwC Global pDOOH Expenditure Study, jun/2026 auditado
worldooh.org/news/woo-global-pdooh-spend-study-2025
US$ 1,339 bi em 2025, 7% do DOOH global. Dados de 11 SSPs, agregados pela PwC.
20 fontes
Bloomberg Línea “Publicis adquire BR Media Group e amplia sua força em marketing de influência”, 18/02/2025 imprensa
Fonte dos 250 creators com exclusividade.
BrandLovrs (hoje Creator Ads). Creator POV — o poder dos nano e micro creators no Brasil, apresentado em 08/04/2024. vendor
meioemensagem.com.br/midia/nano-e-micro-creators-pesquisa
13 milhões de criadores de conteúdo no Brasil, dos quais 1% tem mais de 100 mil seguidores — e concentram as oportunidades de monetização. Nanos vão até 10 mil seguidores; micros, até 100 mil.
Mais de 80% dos criadores com menos de dez mil seguidores reportam que o dinheiro do conteúdo é menos da metade da renda.
Base: 130 mil criadores cadastrados no app da BrandLovrs, não a população inteira. Os 13 milhões são estimativa de mercado; engajamento e remuneração vêm da base própria.
O contraste que fecha o argumento: por um Reels e três stories de nano creator, 60% das marcas pagam entre R$ 250 e R$ 2.500 — e os creators dizem receber menos de R$ 250 pela mesma entrega. A diferença fica no caminho.
Campanha-teste citada: 50 nano e micro creators contra duas celebridades de 1,5 milhão de seguidores cada. Os 50 geraram mais de 3.000 comentários, contra menos de 300 das celebridades. Nanos com alcance de visualização 88% superior e conversão por seguidor 98% maior.
Grafia: BrandLovrs em 2024, BrandLovers em 2026, Creator Ads a partir de junho de 2026.
CONTADO, Valeria “Em busca da audiência etérea”. Meio & Mensagem, edição impressa de 13 de abril de 2026, seção Mídia, p. 48. imprensa
O termo é o TÍTULO da matéria, não uma expressão de passagem. Subtítulo: “Digital assume protagonismo inédito na Copa do Mundo mais fragmentada da história, sob o ponto de vista da distribuição e do comportamento do público, e intensifica concorrência entre veículos brasileiros.” Retranca: TRANSMISSÕES ESPORTIVAS.
O corpo credita inline: “Tomo emprestado um termo cunhado por Valeria Contado, do Meio & Mensagem, numa matéria sobre a cobertura da Copa.”
Edição impressa — não há URL, e isso não é lacuna. A versão web do veículo não publica todo o conteúdo da revista, e nem o termo nem a matéria aparecem em busca. A referência é edição, data e página, como para qualquer publicação em papel.
Conteúdo da matéria: 48 seleções, 104 partidas em quase 40 dias, três países-sede. Primeira vez que a Copa tem um canal digital como tela principal no Brasil. Fontes ouvidas: Felipe Tebet, head de conteúdo da CazéTV. Cobertura da Globo com Mari Spinelli, Everaldo Marques e Denilson; da CazéTV com Fernanda Gentil, Chico Moedas, Guilherme Beltrão e Barbara Coelho; Galvão Bueno na parceria SBT + N Sports.
Sem URL por natureza: edição impressa. Não é lacuna de apuração.
Cumulus Media com Signal Hill Insights Podcast Download, série de oito estudos consecutivos desde 2022. Nos Estados Unidos, 92% dizem ouvir podcasts e apenas 8% só assistem vendor
Nos Estados Unidos, 92% dizem ouvir podcasts e apenas 8% só assistem. Proporção estável ao longo dos oito levantamentos. O motivo mais citado para consumir fora do YouTube é a impossibilidade de assistir.
RECORTE: Estados Unidos. No Brasil, a PodPesquisa da abPod registra vídeo presente em 42% da produção — dado de produção, não de consumo. Não misturar as duas bases.
Vendor. Cumulus Media é grupo de rádio; Signal Hill é consultoria de áudio. Ambas têm interesse em o consumo aparecer como auditivo. A série de oito estudos é o que dá lastro, não uma edição isolada.
Sem URL direta localizada. Citado via media:pov, edição “Podcast. A nova TV?”, 18/08/2026, que credita a fonte primária.
Exame “Publicis compra a BR Media Group e entra em marketing de influência no Brasil”, 18/02/2025 imprensa
exame.com/marketing/publicis-compra-a-br-media-group-e-entra-em-marketing-de-influencia-no-brasil/
A parceria anterior era o hub PXP Creators by BR Media Group, de oito meses antes.
Grand View Research Creator Economy Market Size, Share & Industry Report, 2033, junho de 2026. estimativa
grandviewresearch.com/industry-analysis/creator-economy-market-report
US$ 252,33 bi em 2025 → US$ 310,37 bi em 2026, com CAGR de 23,3% até US$ 1.345,54 bi em 2033. América do Norte com 33,2% da receita; vídeo por streaming lidera com 52,2%; publicidade responde por 36% da receita; criadores individuais são 57,2%.
CINCO CASAS, CINCO NÚMEROS PARA 2026: Precedence US$ 313,95 bi · Grand View US$ 310,37 bi · Evolvance US$ 275,30 bi · Technavio projeta acréscimo de US$ 434,79 bi até 2030. O ponto de partida em 2025 vai de US$ 210,80 bi a US$ 254,4 bi.
E o longo prazo diverge em mais de duas vezes: Grand View projeta US$ 1,3 trilhão em 2033; Evolvance, US$ 3,0 trilhões em 2035; Precedence, US$ 2,1 trilhões em 2035. É o mesmo padrão do mercado de CTV — a divergência não é sobre quanto vale, é sobre o que se está chamando de mercado.
O tamanho varia de US$ 235 bi a US$ 600 bi conforme a definição. Medidas estreitas, que contam receita direta de creator, ficam entre US$ 250 e 325 bi. Medidas amplas, que incluem investimento publicitário, comércio e ferramentas, chegam a US$ 400-600 bi.
GREENWALD, Ted “The Creator Economy: Futurist Paul Saffo On The New Business Epoch”. Forbes, 19/10/2011. Entrada do termo na imprensa de negócios imprensa
Entrada do termo na imprensa de negócios. No mesmo ano, o YouTube passou a chamar de creator quem produzia vídeo na plataforma, em substituição a YouTube star — termo que só se aplicava a quem já era famoso. Sustenta os quinze anos do corpo.
Há âncoras mais remotas, e elas não servem ao corpo. Paul Saffo é creditado por discutir a creator economy desde 1997, mas ali o termo descrevia animadores e ilustradores sem infraestrutura para monetizar. Vinte e nove anos, não quinze.
E há uma âncora mais recente. A explosão como categoria de mercado, com fundos e verba, é de 2020 e 2021, na pandemia. Cinco anos. O corpo usa 2011 porque é quando o conceito entra no vocabulário de negócios, que é o eixo do parágrafo.
IAB com Advertiser Perceptions 2025 Creator Economy Ad Spend & Strategy Report, 20/11/2025 auditado
iab.com/insights/2025-creator-economy-ad-spend-strategy-report/
Investimento em creators nos EUA: US$ 13,9 bi em 2021 → US$ 29,5 bi em 2024 → US$ 37 bi em 2025 → projeção de US$ 44 bi em 2026. Alta de 26% ao ano, cerca de quatro vezes o crescimento do mercado de mídia (5,7%).
Base: mais de 450 decisores americanos de investimento, mais entrevistas qualitativas. 48% consideram creators “must buy”, atrás só de busca paga e redes sociais. Varejo lidera com US$ 12,3 bi, alta de 38%. Declaração de David Cohen, CEO do IAB.
Decomposição da projeção de 2026, US$ 43,9 bi: US$ 13,2 bi em amplificação paga de conteúdo de creator vindo de parceria direta em redes sociais (alta de 48% sobre US$ 8,9 bi) · US$ 11,6 bi em parceria direta para produzir e postar (alta de 21% sobre US$ 7,7 bi) · US$ 11,1 bi em amplificação fora das plataformas sociais (alta de 56% sobre US$ 7,1 bi) · US$ 7,9 bi em veiculação intencional ao lado de conteúdo de creator (alta de 33% sobre US$ 5,9 bi).
Dois 48% diferentes no mesmo relatório. Um é o crescimento da amplificação em redes sociais; o outro é a proporção de decisores que consideram creators “must buy”. Não confundir.
A amplificação tem duas linhas, não uma. Dentro das redes sociais são 13,2 bi; fora delas, 11,1 bi. O corpo usa só a primeira e declara o recorte.
RECORTE: Estados Unidos.
DIVERGÊNCIA DE DENOMINADOR, e ela é declarada pelas próprias casas. A eMarketer projeta US$ 12,2 bi para o mesmo mercado — a diferença é que a eMarketer exclui conteúdo de creator amplificado como mídia paga, e o IAB inclui, mais as adjacências de conteúdo. Não é conflito: são escopos diferentes, e ambos publicam a definição.
Influencer Marketing Hub Influencer Marketing Statistics, edição de 2026. Retorno médio de US$ 5,78 por dólar investido vendor
influencermarketinghub.com/influencer-marketing-statistics
Retorno médio de US$ 5,78 por dólar investido em influencer marketing. Campanhas de topo entre US$ 11 e US$ 18. Mercado global projetado em US$ 32,55 bi em 2025.
BASE GLOBAL, não americana. Uma versão anterior do corpo dizia “nos Estados Unidos” — não se confirma. O benchmark atravessa indústrias, plataformas e faixas de creator.
Divergência entre casas. Algumas fontes atribuem US$ 5,20 à própria Influencer Marketing Hub e os 5,78 ao Digital Marketing Institute. A faixa que circula é de 5,20 a 5,78. O corpo declara a faixa por isso.
Autodeclarado, sem auditoria independente. Vem de survey com profissionais, não de medição. O corpo registra a ressalva. Linqia: 79% dos profissionais dizem ter dificuldade de medir o retorno.
MCLUHAN, Marshall Understanding Media. McGraw-Hill, 1964 acadêmico
en.wikipedia.org/wiki/Understanding_Media
Ano já declarado no corpo: “escreveu em 1964 que os meios são extensões do homem”.
Meio & Mensagem “Publicis Groupe adquire 100% do BR Media Group”, 18/02/2025 imprensa
meioemensagem.com.br/comunicacao/publicis-groupe-adquire-100-do-br-media-group
Fontes ouvidas dizem ser uma das maiores aquisições já feitas no mercado publicitário brasileiro; o valor não foi divulgado. Declaração de Arthur Sadoun, chairman e CEO global, e de Gabriela Onofre, CEO no Brasil. Fundadores: Celso Ribeiro e Danilo Basso.
Precedente global, para contexto: em julho de 2024 a Publicis comprou a Influential por US$ 500 milhões — 3,5 milhões de influenciadores. A WPP comprou a Goat; a Stagwell, a Leaders. A compra brasileira replica a estratégia global.
Os 500 mil são REDE, não cadastro. A própria BR Media tem plataforma separada para cadastro — a MIS, com 100 mil nomes. Diferença de cinco vezes.
Passou a: “com uma rede de mais de 500 mil creators e mais de 500 clientes. A Publicis não comprou audiência, comprou a operação que a organiza: contrato, medição e pagamento em escala.”
MONTEIRO, Thaís “Creator Ads expande globalmente e adota novo nome”. Meio & Mensagem, 08/06/2026. imprensa
meioemensagem.com.br/midia/brandlovers-vira-creator-ads-e-inicia-operacao-internacional
A citação do corpo, confirmada: Rapha Avellar, fundador e CEO — “Hoje não somos apenas uma empresa de creator marketing. Estamos construindo infraestrutura para creator advertising. Não fazia mais sentido separar a marca da empresa da principal tese que estamos levando para o mercado.”
Quarenta e sete dias depois do texto do autor na media:pov (22/04/2026). Entradas coladas em ordem cronológica na bibliografia.
CORREÇÃO DE CRONOLOGIA: a plataforma Creator Ads foi lançada em novembro de 2024, não em 2025. O que aconteceu em junho de 2026 foi o rebranding da empresa, que adotou o nome do produto. “O mercado passou a associar a BrandLovers com o nome da plataforma, já que era o produto que mais crescia.”
Números do rebranding: 50% dos 20 maiores anunciantes do Brasil usam a plataforma, com retenção de 97%. Receita +500% em seis meses sem aumentar o quadro de funcionários. Ticket médio +136%. Projeção de crescer cinco vezes em 2026. Expansão para Estados Unidos e México.
No lançamento de 2024: mais de 200 mil creators cadastrados, alta de 52% em seis meses; um pagamento por minuto a nano e micro creators. Clientes: Coca-Cola, Mercado Livre, Claro, L’Oréal, Amazon Prime Video, Magalu, Burger King.
Grafia: BrandLovrs em 2024, BrandLovers em 2026, Creator Ads a partir de junho de 2026.
Opinion Box WhatsApp no Brasil, edição de junho de 2025. estimativa
blog.opinionbox.com/pesquisa-whatsapp-no-brasil/
1.126 usuários entrevistados em junho de 2025. 97% acessam o aplicativo ao menos uma vez por dia; 61% acessam várias vezes por dia; 34% deixam o app aberto o tempo todo.
Disponível: 82% já falaram com empresas pelo app e 60% já compraram por ele. 73% também usam a versão de computador. 51% não se importam de receber publicidade desde que tenham fornecido o número à empresa; 18% bloqueiam o contato antes de ler quando a empresa nunca conversou antes.
Contexto de escala: 147 milhões de usuários no Brasil, 99% dos brasileiros conectados, segundo maior mercado do mundo atrás da Índia (Statista).
Oxford University Press ‘Brain rot’ named Oxford Word of the Year 2024, 02/12/2024 fonte primária
corp.oup.com/news/brain-rot-named-oxford-word-of-the-year-2024/
Aumento de 230% na frequência de uso entre 2023 e 2024, e mais de 37 mil votos do público. Primeiro registro do termo em Walden, de Thoreau, 1854.
Entre os finalistas de 2024 estava slop — o mesmo termo que o Merriam-Webster elegeria palavra do ano em 2025.
Publicis Groupe release da aquisição do BR Media Group, 18/02/2025 fonte primária
Rede de mais de 500 mil creators, incluindo 80% dos principais influenciadores da região. Mais de 500 clientes globais e locais. Fundada em 2012, operando a partir do Brasil.
Fonte dos 500 mil creators e dos 500 clientes.
Quartermast Advisors 2026 Creator Economy M&A Report, 11/01/2026. vendor
quartermast.com/content/2026-creator-economy-manda-report
81 negócios em 2025, alta de 17,4% sobre 69 em 2024. América do Norte com 71%. Software 26%, agências 21%, veículos 16%, talentos 14%. Múltiplos de 5x a 9x EBITDA.
O ritmo quase dobrou: o relatório do 1º semestre de 2026 registra 70 transações em seis meses — alta de 23%. Maiores negócios: eBay/Depop (US$ 1,2 bi), Netflix/InterPositive (até US$ 600 mi), Accenture Song/Whalar (~US$ 500 mi).
A previsão da casa é o argumento do livro: “negócios de infraestrutura — pagamento, analytics, fulfillment e ferramentas de monetização — virarão alvos disputados, com margens defensáveis e exposição diversificada a creators.” Declaração de James Creech, fundador.
Maior negócio de 2025: Bending Spoons/Vimeo, US$ 1,38 bi. Publicis comprou a Captiv8 por US$ 175 mi; Later comprou a Mavely por US$ 250 mi.
Butique de assessoria em M&A — tem interesse em a categoria parecer aquecida. Metodologia transparente: releases, registros na SEC e imprensa. Citação preferida: Forbes, Ian Shepherd, 12/01/2026.
Toluna Pesquisa sobre resoluções de ano-novo dos brasileiros, campo em 17 e 18/12/2025, divulgada pelo Meio & Mensagem em 06/01/2026. 27% pretendem diminuir o tempo de tela em rede social estimativa
meioemensagem.com.br/midia/brasileiros-pretendem-diminuir-uso-de-redes-sociais-em-2026
27% pretendem diminuir o tempo de tela em rede social. Instagram é a principal citada, com 65%, seguido de Facebook (52%), TikTok (45%), YouTube (42%) e X (31%). No conjunto, 64% dos brasileiros estipularam metas para o ano novo, com predominância entre 18 e 34 anos.
Base pequena e campo de dois dias. Cerca de 800 respondentes, ouvidos em 17 e 18 de dezembro. O corpo declara isso ao dizer “dado pequeno”.
Intenção declarada, não comportamento observado. É pesquisa de resolução de ano-novo, e a própria Toluna registra que, das metas de 2025, só 21% foram integralmente cumpridas. O corpo usa como sinal direcional, não como medição.
Não confundir com a pesquisa da Pluxee, de 2025, que mede comportamento passado — 67% dos brasileiros já teriam reduzido o uso, com base de 2.900 consumidores. Base, período e natureza diferentes.
Tubular Labs Apresentação na VidCon, 20/06/2025, por Jill Nicholson, CMO. Dados globais até maio de 2025. vendor
O paradoxo que é o argumento do capítulo: o celular responde por 69% das visualizações do YouTube; a TV, por 16%. Mas a TV entrega 42% dos minutos assistidos — a maior fatia, e liderando por dois meses seguidos.
A explicação: 72% do tempo de TV vem de vídeos de vinte minutos ou mais. No celular, quase 59% das visualizações são Shorts. Alcance numa métrica, atenção noutra, mesma plataforma.
77% de todas as visualizações do YouTube, em qualquer tela, são de vídeos com menos de um minuto — ou seja, Shorts.
TVision What We Watch When We Watch YouTube On TV, jun/2026, e H2 2025 State of Streaming Report. vendor/painel
tvrev.com/news/tvision-study-youtube-on-tv
Na TV, o YouTube parece TV: formato curto é só 16,8% das sessões; médio (6-20 min) 34,3% e longo (21-60 min) 32,5% — 66,8% somados. Contraste com os 77% de views abaixo de um minuto medidos pela Tubular: são réguas diferentes da mesma plataforma.
O contraponto do VAB, com dados da própria TVision: o estudo The Impression Gap (fev/2026, julho de 2024 a junho de 2025, 21 plataformas) mede que o vídeo premium bate o YouTube em todas as métricas de atenção — 33% mais co-viewing, 49% de sessão mais longa, 18% mais atenção sustentada. No horário nobre, razão atenção-duração de 26,2% contra 17,6%.
Conflito de interesse a declarar: o VAB é a associação das emissoras de TV americanas. Encomendou o estudo que compara o YouTube às suas próprias associadas. A TVision mede; o VAB paga e publica.
Painel de 5.000 domicílios americanos com tecnologia de visão computacional. YouTube, Netflix e Prime Video alcançaram mais de 50% dos domicílios medidos no 2º semestre de 2025. A TVision foi adquirida pela Viant Technology.
ZORZELLA, Marcio “Creator economy: pagando dividendos”. media:pov, Substack, 22/04/2026 fonte primária
thezorza.substack.com/p/creator-economy-pagando-dividendos
Formulações originais: “Holdings de publicidade não compram empresas de social. Compram empresas de infraestrutura” e “Creator virou infraestrutura”.
A segunda formulação deu título ao capítulo até 24/08/2026, quando o autor a substituiu por “Creator além das redes sociais” — Rafaela Lotto, da YOUPIX, publicou leitura equivalente no Meio & Mensagem em 11/03/2026, seis semanas antes.