Marcio Zorzella
A Mídia Líquida

e o que evapora a caminho da atenção

Bibliografia

Todas as fontes citadas no livro, capítulo a capítulo, com endereço de origem e a natureza de cada uma.

A versão impressa lista autor, título, veículo e ano. Esta acrescenta o link, o tipo de fonte — auditada, primária, imprensa, estimativa ou fornecedor — e as ressalvas de método que o papel não comporta: recorte geográfico, janela de medição, denominador declarado, e os casos em que a fonte se corrigiu depois de publicar.

Não há seção de errata. Quando uma fonte muda, a correção fica dentro da própria entrada, que é onde o leitor a encontra.

226fontes
17capítulos
217com link

Introdução

2 fontes

  1. BAUMAN, Zygmunt Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. Ed. original: Liquid Modernity, Polity Press, 2000 acadêmico

    pt.wikipedia.org/wiki/Modernidade_líquida

    ressalvas de método

    O verbete em português trata do conceito, não da ficha do livro — é onde o leitor entende a linhagem de “mídia líquida”.

  2. DEUZE, Mark “Journalism in Liquid Modern Times: An Interview with Zygmunt Bauman”. Journalism Studies, vol. 8, n. 4, 2007. acadêmico

    doi.org/10.1080/14616700701412233

    ressalvas de método

    Deuze assina também “Liquid Journalism” (2006), onde o termo aparece primeiro, mas só vive em repositório universitário.

Houve um tempo em que a mídia tinha endereço

5 fontes

  1. Charles Mingus Mingus Ah Um. Columbia, 1959

    en.wikipedia.org/wiki/Mingus_Ah_Um

  2. Dave Brubeck Time Out. Columbia, 1959

    en.wikipedia.org/wiki/Time_Out_(album)

  3. John Coltrane Giant Steps. Atlantic, 1960 (gravado em 1959)

    en.wikipedia.org/wiki/Giant_Steps

  4. Miles Davis Kind of Blue. Columbia, 1959

    en.wikipedia.org/wiki/Kind_of_Blue

  5. Ornette Coleman The Shape of Jazz to Come. Atlantic, 1959

    en.wikipedia.org/wiki/The_Shape_of_Jazz_to_Come

A pergunta de um trilhão de dólares

9 fontes

  1. Axios “Scoop: OpenAI projects $100 billion in ad revenue by 2030”, 09/04/2026. imprensa

    axios.com/2026/04/09/openai-100-billion-in-ad-revenue

    ressalvas de método

    Projeção apresentada a investidores: US$ 2,5 bi em 2026 · US$ 11 bi em 2027 · US$ 25 bi em 2028 · US$ 53 bi em 2029 · US$ 100 bi em 2030. Assume que os produtos da OpenAI cheguem a 2,75 bilhões de usuários semanais até 2030.

    O piloto americano gerou US$ 100 milhões de receita anualizada em menos de dois meses.

    Contraponto: a eMarketer projeta que a OpenAI erre a própria previsão por 90% — estima que todos os chatbots nos Estados Unidos juntos gerem US$ 5,41 bilhões em 2030 (Adweek, julho de 2026).

    A atribuição anterior ao Business Insider via Marketing Tech News não se confirmou. O furo é da Axios.

  2. Dentsu Global Ad Spend Forecast, dez/2025 e atualização de maio/2026. Mede líquido vendor

    dentsu.com/news-releases/global-ad-spend-set-to-surpass-one-trillion-for-the-first-time-in-2026-as-the-algorithmic-era-redefines-growth

    ressalvas de método

    DUAS SAFRAS, E O CORPO USA AS DUAS. Da atualização de maio de 2026: US$ 1,06 tri em 2026, crescimento de 5,0%, desaceleração após um 2025 mais forte que o esperado (5,8%), 56 mercados. Da previsão de dezembro de 2025: digital em 68,7% do total — o corpo arredonda para 69% —, Brasil com 9,1%, o mercado mais dinâmico do top 12, e 86% dos CMOs prevendo aumento de budget. Quem procurar os 5,0% na safra de dezembro não vai achar: lá o número era 5,1% e o total, US$ 1,04 tri.

    Também de dezembro: retail media cresce 14,1%, o quinto ano seguido como segmento digital mais rápido; 81,4% do digital negociado em programática; 71,6% do investimento dirigido por algoritmo em 2026.

  3. eMarketer Projeção de publicidade em assistentes de inteligência artificial nos Estados Unidos. estimativa

    adweek.com/media/openais-ad-business-is-on-pace-to-miss-its-own-forecast-by-90-analyst-says/

    ressalvas de método

    Menos de US$ 1 bilhão em 2026 para todos os chatbots autônomos no mercado americano — ChatGPT, Microsoft Copilot, Google AI Mode e Amazon Alexa for Shopping. US$ 5,41 bilhões em 2030.

    É o contraponto direto à projeção da OpenAI: a eMarketer calcula que a empresa erre a própria previsão por 90%. As duas estimativas montam o contraste que o parágrafo faz — quem vende o espaço contra quem estima o mercado.

    Via Adweek, julho de 2026.

  4. MURAD, Fernando “Apostas no bom senso”. Meio & Mensagem, seção Opinião, 20/07/2026. imprensa

    meioemensagem.com.br/opiniao/apostas-no-bom-senso

    ressalvas de método

    Apostas e loterias com 4% do share de investimento em compra de mídia em 2025, atrás apenas de Grandes Varejistas, líder com 6%. Fonte: Radar AdInsights do IBOPE, relatório de abril.

    O parágrafo do livro tem DUAS fontes do IBOPE, em publicações diferentes. Os 4% e o “atrás apenas do grande varejo” vêm do Radar AdInsights (relatório de abril), via este artigo. As quinze casas de apostas com R$ 2,9 bilhões em compra de mídia, contra R$ 2 bilhões no ano anterior, vêm do ranking dos 300 Maiores Anunciantes, creditado ao IBOPE Monitor.

    É artigo de opinião, não reportagem. O rótulo importa: a análise é do autor, os números são do IBOPE.

    Material forte, disponível: o Ministério da Fazenda abriu investigação sobre mensagens publicitárias de quatro bets exibidas na CazéTV (KTO, Bet365, Betnacional) e no SBT (Esportes da Sorte). O Conar emitiu liminares pedindo suspensão de três delas, por interpretar que extrapolaram o tom ao divulgar chances de ganho a partir dos cenários dos jogos.

    Rio de Janeiro e Belo Horizonte publicaram decretos que proíbem divulgação de bets em espaços públicos; no Rio, anúncios já foram retirados. Em São Paulo, tramita projeto que veda publicidade direta ou indireta em eventos esportivos.

    A Copa de 2026 teve, pela primeira vez, uma bet como patrocinadora.

    Nota de método: o IBOPE precifica pela tabela do veículo, antes do desconto (Valor Publicitário Bruto).

  5. SACCHITIELLO, Bárbara “Globo, CazéTV, SBT: quem ganhou a Copa da audiência?”. Meio & Mensagem, 23/07/2026 imprensa

    meioemensagem.com.br/midia/globo-cazetv-sbt-quem-ganhou-a-copa-da-audiencia

    ressalvas de método

    Fonte do pico de 23,9 mi de dispositivos (semifinal Espanha × França) e dos 118,7 mi de contas únicas contra 55,6 mi em 2022. Serve a três capítulos.

  6. SPA / Ministério da Fazenda Secretaria de Prêmios e Apostas — regulação do mercado de apostas esportivas no Brasil. auditado

    gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/secretaria-de-premios-e-apostas

  7. WARC Global Ad Spend Outlook estimativa

    warc.com/en/article/warc-global-ad-forecasts-upgraded-but-growth-concentrated-within-big-tech-9ed8089870e64fbe84b6bf2b1f8d6442

    ressalvas de método

    Safra de dezembro de 2025. Os 56,1% e os US$ 556,6 bi são de 2025, não do ano do livro. O mesmo relatório projeta 58,0% em 2026 e 58,8% em 2027, e estima o mercado global em US$ 1,19 tri, com a China em US$ 200,1 bi — é esse o denominador que fecha a conta, não o US$ 1,30 tri citado em outra passagem.

    Artigo original em paywall. Números confirmados em cobertura de terceiros: Social Samosa, Inside Radio, MediaNews4U, BestMediaInfo e Adgully, todos de 11 e 12 de dezembro de 2025.

    Os US$ 1,30 tri que o corpo atribui à WARC vêm daqui: 2025 em US$ 1,19 tri, com upgrade de 9,1% para 2026 e 7,9% para 2027, chegando a US$ 1,40 tri em 2027.

    A diferença de US$ 240 bi para a Dentsu é de método, não de discordância. Síntese da INMA, 27/01/2026, põe os três lado a lado: Dentsu US$ 1,04 tri, WPP Media US$ 1,22 tri, WARC US$ 1,30 tri. O que mais move o total é o tratamento do retail media — se listagem patrocinada conta como publicidade ou como trade marketing. É o argumento do capítulo: a régua muda o tamanho do mercado. — inma.org/blogs/advertising-initiative/post.cfm/a-trillion-plus-dollar-ad-market-but-who-wins

  8. WARC Global Ad Spend Forecast, atualização do 3º trimestre, 25/09/2025. “Global ad market prospects upgraded following social media windfall” estimativa

    marketingdive.com/news/global-ad-spend-rise-faster-than-expected-amid-digital-boom-warc/761119/

    ressalvas de método

    Divisão dos novos dólares de 2025: social media 40,6%, search não relacionado a varejo 22,2%, retail media 21,5%. 90,3% dos dólares incrementais vão para plataformas pure-play digitais — o “nove em cada dez” do corpo. Mercado global da safra: US$ 1,17 tri, crescimento de 7,4%, com 2026 em US$ 1,27 tri.

    A BASE É O CRESCIMENTO, NÃO O MERCADO. Os três percentuais incidem sobre os dólares incrementais do ano, não sobre o total. Aplicar 84,3% ao mercado inteiro produz número sem sentido — foi o erro que a conferência de 12/09/2026 quase cometeu.

    SAFRA DIFERENTE DA QUE SUSTENTA O PARÁGRAFO SEGUINTE. Estes são do Q3. Os 56,1% e os US$ 556,6 bi da concentração são da safra de dezembro de 2025, com o mercado revisado para US$ 1,19 tri. As coberturas abertas de dezembro não republicam os três percentuais. Não atribuí-los ao total revisado.

    Os “US$ 72 bilhões” que constavam do corpo até 12/09/2026 eram de outra safra e de outro conceito. Os US$ 72,9 bi aparecem na previsão de abril de 2025 como o aumento absoluto do mercado global sobre 2024 — não como dinheiro destinado ao pure-play. Corrigido para os 90,3%, que é o número da mesma safra dos três percentuais.

    O fecho do corpo, sobre o resto do mercado disputar o equivalente ao que a Meta fatura em um mês, tem paralelo na divulgação reproduzida pelo Report360 — e refere-se ao pedaço do crescimento que não vai para pure-play, não a uma fatia do mercado total. — report360.com.br/novo-relatorio-warc-global-ad-forecast/

  9. WPP Media This Year, Next Year (TYNY) vendor

    wppmedia.com/thought-leadership/this-year-next-year

    ressalvas de método

    Põe o “pure-play digital” em 72,9% para 2025.

Sobre discos e agulhas

11 fontes

  1. ActiveCampaign com apoio da AnaMid uso de WhatsApp por empresas brasileiras, set/2025 vendor

    anamid.com.br/apenas-4-em-cada-10-empresas-brasileiras-usam-campanhas-automatizadas-de-whatsapp-aponta-pesquisa/

  2. Billboard Hot 100 auditado

    billboard.com/charts/hot-100

  3. Dentsu Media Trends 2026 vendor

    insight.dentsu.com/2026-media-trends/

  4. Dentsu Human Truths in the Algorithmic Era: 2026 Media Trends, 16ª edição, anunciada em 29/10/2025 vendor

    dentsu.com/2026-media-trends

    ressalvas de método

    Media Practice, contribuição de 30 especialistas globais, nove tendências em três verdades humanas: simplicidade, sociabilidade e atenção. Comunidade e creators aparecem dentro da segunda.

    Nota de série: a formulação de comunidade como pilar estrutural é do dentsu 2023 Media Trends, que organiza dez tendências em Content, Commerce e Community. Safra descartada por obsolescência; registrada porque sustentaria a redação anterior do capítulo.

  5. ERSE, Bernardo “Pertencimento, da audiência ao vínculo”. Meio & Mensagem, Opinião, 06/05/2026 imprensa

    meioemensagem.com.br/opiniao/pertencimento-da-audiencia-ao-vinculo-o-valor-da-comunidade

  6. Meio & Mensagem e Nexo Naming rights do estádio do Palmeiras: anúncio em 10/04/2026, nome definido em 04/05/2026. imprensa

    meioemensagem.com.br/marketing/nubank-assumira-naming-rights-do-allianz-parque

    ressalvas de método

    R$ 49,88 milhões por ano até 2044 — o maior contrato de naming rights do futebol brasileiro (Nexo, 04/05/2026: nexojornal.com.br/expresso/2026/05/04/nubank-parque-allianz-arena-name-rights-palmeiras).

    O detalhe que interessa: 47% dos votantes escolheram a opção que preserva a referência ao Parque Antarctica, complexo que abrigava o estádio até 2010. Votação aberta a qualquer pessoa, um voto por CPF, entre 10 e 30 de abril. Concorriam Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank.

    A Allianz detinha os direitos desde 2013, em contrato de 20 anos estimado em R$ 300 milhões. Participaram do anúncio Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, e Marcelo Frazão, da WTorre.

    A fonte do Rush, de 23/02/2026, é anterior ao rebatismo e pode trazer Allianz Parque.

    Cobertura adicional: meioemensagem.com.br/marketing/nubank-parque-sera-o-nome-da-arena-do-palmeiras e …/como-o-nubank-construira-o-naming-rights-da-arena-do-palmeiras

  7. Nubank “Nubank Parque é o novo nome da arena multiuso do Palmeiras”, 04/05/2026 fonte primária

    international.nubank.com.br/pt-br/companhia/nubank-parque-e-o-novo-nome-da-arena-multiuso-do-palmeiras/

    ressalvas de método

    Acordo anunciado em 10/04/2026; nome definido em 04/05/2026 por votação popular entre Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank.

    A fonte do Rush, de 23/02/2026, é anterior ao rebatismo e pode trazer Allianz Parque.

    Cobertura: Meio & Mensagem 10/04/2026, meioemensagem.com.br/marketing/nubank-assumira-naming-rights-do-allianz-parque · Nexo 04/05/2026, nexojornal.com.br/expresso/2026/05/04/nubank-parque-allianz-arena-name-rights-palmeiras

  8. Opinion Box WhatsApp no Brasil, jun/2025 estimativa

    blog.opinionbox.com/pesquisa-whatsapp-no-brasil/

  9. Rush “RUSH 2027 Tour Dates in South America, UK & Europe”. rush.com, 23/02/2026 fonte primária

    rush.com/new-rush-2027-tour/

  10. Rush Grace Under Pressure. Mercury/Polygram, 1984. referência cultural

    en.wikipedia.org/wiki/Grace_Under_Pressure_(Rush_album)

    ressalvas de método

    Edição brasileira. O corpo diz “comprei em vinil” — o objeto citado é o exemplar que o autor teve na mão, não a edição canadense da Anthem.

    Há outro álbum homônimo, de John Scofield (Blue Note, 1992). O link é desambiguado.

  11. WGSN “Consumidor do futuro 2027: do digital às comunidades de marca” estimativa

    wgsn.com/pt/blog/consumidor-do-futuro-2027-do-digital-comunidades-de-marca

    ressalvas de método

    Sem data na página. Fornecedora de previsão de tendências, vendendo o assunto que descreve.

O dono dos dados

13 fontes

  1. ANPD panorama de sanções da LGPD auditado

    turivius.com/portal/multas-da-lgpd/

    ressalvas de método

    Os R$ 14,4 mil são a primeira multa administrativa da ANPD ao setor privado, contra a Telekall Infoservice, microempresa de telemarketing, por tratar dados sem base legal e por não cooperar com a fiscalização. Foi a única multa pecuniária a empresa privada até o início de 2026 — as demais sanções recaíram sobre órgãos públicos, que por lei não recebem multa em dinheiro (art. 52, §3º).

    Os dezenove processos sancionadores de junho de 2026 são a maior leva da história da autoridade, e superam o total de 2020 a 2024 somado. A ANPD virou agência reguladora pela Lei nº 15.352/2026. Teto de multa: 2% do faturamento, limitado a R$ 50 milhões por infração.

    O fecho do parágrafo, acrescentado em 12/09/2026: ByteDance multada em R$ 153,7 milhões por cinco violações no tratamento de dados de crianças e adolescentes no TikTok. É o salto de escala que o corpo usa — de R$ 14,4 mil a R$ 153,7 milhões.

    Fonte secundária. O panorama da Turivius consolida os casos; os números individuais aparecem em coberturas distintas. Confirmar contra o Painel da Fiscalização da ANPD, público desde novembro de 2025, antes do release.

  2. CENP-Meios (mar/2026) — digital com 40,6% do bolo via agências auditado

    meioemensagem.com.br/midia/cenp-meios-aponta-crescimento-de-10-em-2025

  3. Digital Applied / Dashflow rastreamento do lado do servidor recupera 15-30% dos sinais vendor

    digitalapplied.com/blog/data-privacy-marketing-2026-cookieless-strategy

  4. Globo GAMA GAMA Ad Marketplace — plataforma de compra programática da Globo, com dados próprios. vendor

    gama.globo/

    ressalvas de método

    Mais de 140 milhões de GloboIDs — chaves únicas de identificação de usuários logados. A base sustenta a inserção dinâmica de publicidade nos canais lineares transmitidos via Globoplay, rodando desde o fim de 2022.

    O MESMO NÚMERO APARECE COMO DUAS COISAS DIFERENTES. A Globo declara “mais de 140 milhões de GloboIDs” e também “140 milhões de brasileiros impactados semanalmente” pelos canais digitais e lineares — o equivalente a 70% da população. Identificador cadastrado e alcance semanal não são a mesma métrica. É o argumento do livro sobre alcance e atenção, dentro de uma casa só.

    Autodeclarado. Não há medição de terceiro sobre a base.

    Contexto: a receita publicitária do Globoplay cresceu 86% em 2024 e 38% no primeiro semestre de 2025. Formatos próprios: Pause Ads, Binge Ads e Frame Ads. Declaração de Julia Rueff.

  5. Google Privacy Sandbox retirado em out/2025; Chrome sem prompt de cookies em abr/2025 auditado

    privacysandbox.google.com/blog/update-on-plans-for-privacy-sandbox-technologies

  6. IAB com eMarketer data clean rooms estimativa

    emarketer.com/content/faq-on-data-clean-rooms

  7. IAB com Ipsos State of Data 2023: Data Clean Rooms & the Democratization of Data in the Privacy-Centric Ecosystem, janeiro de 2023 auditado

    iab.com/wp-content/uploads/2023/01/IAB_State_of_Data_2023.pdf

    ressalvas de método

    Base de 203 respondentes — 70 agências, 70 marcas e 63 veículos —, levantados pela Ipsos. Dois terços (64%) das empresas que já usam tecnologia de preservação de privacidade usam data clean rooms, e 85% contando quem considera adotar. Expectativa declarada de investir 29% mais em 2023.

  8. LeadGen Economy cookies de terceiros e perda de sinal vendor

    leadgen-economy.com/blog/server-side-tracking-lead-generation-cookie-loss/

  9. LiveRamp / AdExchanger jardins murados vendor

    liveramp.com/blog/walled-gardens-advertising-explained

  10. Mercado Ads 148 milhões de usuários. — auto-declarado vendor

    br.linkedin.com/showcase/mercadoadsbrasil/

  11. Mordor Intelligence comércio social brasileiro em US$ 15,6 bi estimativa

    mordorintelligence.com/industry-reports/brazil-social-commerce-market

  12. Red Volcano Prêmio de CPM por dado próprio de publisher — a distância entre o prometido e o praticado. vendor

    redvolcano.io/pages/blog/how-publishers-can-leverage-first-party-data-to-command-premium-cpms-in-a-privacy-first-world

    ressalvas de método

    Prêmio de CPM de 25% a 40% sobre segmentação tradicional, para publishers com estratégia madura de dado próprio. A conta do artigo: quem ganha US$ 2 de CPM em programática tradicional pode chegar a US$ 3-4.

    A MESMA CASA PUBLICA O NÚMERO CONTRÁRIO. Noutro artigo do próprio blog, a Red Volcano registra que compradores de mídia pagam prêmio de apenas 0% a 10% por dado próprio de publisher — e que algumas agências exigem prova de melhora de performance para justificar qualquer valor acima disso.

    A leitura: os 25-40% são o que a estratégia promete; os 0-10%, o que o mercado paga. Um é potencial, o outro é praticado. A distância entre eles é o argumento.

    Vendor: a Red Volcano vende inteligência sobre publishers para o lado da oferta — 32 milhões de publishers rastreados, detecção de stack, ads.txt. Tem interesse em que dado próprio pareça valioso.

  13. Statista / Meets CRM WhatsApp, penetração e abertura estimativa

    blog.meets.com.br/whatsapp-business-estatisticas-e-10-tendencias-para-2026/

A Era Algorítmica

11 fontes

  1. ANA Programmatic Transparency Benchmark, Q2 2025, 14/08/2025 auditado

    ana.net/content/show/id/pr-2025-08-programmatictrans

    ressalvas de método

    US$ 26,8 bilhões desperdiçados.

  2. Dentsu (03/12/2025) — 71,6% do investimento gerido por algoritmos em 2026 vendor

    dentsu.com/news-releases/global-ad-spend-set-to-surpass-one-trillion-for-the-first-time-in-2026-as-the-algorithmic-era-redefines-growth

    ressalvas de método

    Os 69,8% do ano anterior, que o corpo usa como comparação, vêm da cobertura da eMarketer sobre a mesma previsão — emarketer.com/content/dentsu-flags-growing-algorithmic-influence-on-ad-spend

    Declaração de Ben Angove, chief strategy officer da Amplifi Global: os algoritmos influenciam o conteúdo que os veículos produzem, o trabalho que as equipes fazem e a forma como as campanhas são avaliadas — não só a segmentação.

    As duas safras divergem no horizonte: dezembro de 2025 projeta 76% até 2028; a atualização de maio de 2026 revisou para 75%. O corpo diz “três quartos do mercado até o fim da década”, que cobre as duas.

  3. Digiday Cobertura da compra programática gerida por algoritmos, 15/01/2026. imprensa

    digiday.com/podcasts/ces-2026-agentic-ai-hype-vs-media-buyers-pragmatism/

  4. eMarketer (27/01/2026) — programática = 90% do display global estimativa

    emarketer.com/content/programmatic-advertising-forecast-trends-h1-2026

  5. Fast Company (14/03/2026) — Amy Webb encerra o relatório de tendências imprensa

    fastcompany.com/91507234/amy-webb-trend-report-death-sxsw

  6. Fiducia leitura do benchmark Q2 2025 da ANA, 11/08/2025 imprensa especializada

    fiducia.eco/post/the-ana-releases-q2-2025-programmatic-transparency-benchmark-report-reveals-26-8b-in-wasted-program

    ressalvas de método

    Fonte do salto da TV conectada de 30,4% para 44,2% do programático.

  7. INMA (14/01/2026) — primeira compra programática por agentes imprensa

    inma.org/blogs/advertising-initiative/post.cfm/advertising-enters-the-agentic-era-as-ai-agents-begin-buying-and-selling-media

  8. Mediaweek Austrália “The agentic AI future: As disruptive as programmatic”, 28/01/2026 — entrevista com Dan Slivjanovski, CMO da DoubleVerify. imprensa

    mediaweek.com.au/the-agentic-ai-future-as-disruptive-as-programmatic/

    ressalvas de método

    A tese do capítulo da busca, dita por quem vende verificação: se o usuário faz uma consulta e recebe resposta consolidada, isso desintermedia o publisher e quebra o modelo publicitário. E vai além — o agente pode agir quando a pessoa nem está online, interagindo com outro bot, e a transação acontece. “O que resta de oportunidade publicitária numa transação assim?”

    Contraponto registrado: no CES 2026 a IA agêntica dominou os palcos, mas o lado comprador achou o tema “mais interessante do que urgente”. A infraestrutura muda de verdade, mas a maior parte segue inicial, desigual e supervisionada por humano.

    Dados de adoção: o investimento em IA agêntica se concentra em otimização de compra de mídia (70%) e medição e relatório (58%); governança fica em 56% e controle com humano no circuito, em 45%. Só 18% acham que a indústria está pronta para escalar (Digiday, jun/2026).

  9. Meio & Mensagem “Quais são as principais tendências de mídia para 2026?”, 12/01/2026. imprensa

    meioemensagem.com.br/midia/quais-sao-as-principais-tendencias-de-midia-para-2026

    ressalvas de método

    Dezesseis temas de mídia submetidos a cinco especialistas: Claudia Mello (Spark), Eric Messa (Faap), Eduardo Tessler (Mídia Mundo), Rafael Kiso (mLabs) e Bruno Almeida (US Media).

    Share digital brasileiro em 41,5% entre janeiro e setembro, “pode passar de 50%” — contra os 40,6% do CENP-Meios, que mede só verba via agências.

    Disponível: o Brasil supera em 53% a média de grandes potências e da América Latina em consumo de redes sociais (eMarketer). E surgem os “ultra nichados” — veículos pequenos que entregam confiança e especialização, enquanto “algumas marcas tradicionais do jornalismo vão desaparecer”.

  10. The Current cobertura da CES 2026, 09/01/2026 imprensa

    thecurrent.com/culture-ces-2026-marketers-agentic-ai-creators-retail-media

  11. Yahoo Inc (06/01/2026) — framework de agentes vendor

    yahooinc.com/press/yahoo-dsp-advances-its-buying-platform-with-new-agentic-ai-capabilities

A economia da atenção recalibrada

10 fontes

  1. Adelaide 2026 Outcomes Guide, 20/01/2026, e edição anterior de 2025. vendor

    adelaidemetrics.com/blog/adelaide-releases-2026-outcomes-guide

    ressalvas de método

    Todo o bloco de casos do capítulo vem desta única fonte: 52 casos / 18 indústrias / 41% / 55%, companhia aérea 95%, varejista 152%, Audi 69%. Guia 2026: 60 casos, 16 indústrias, 33% e 53%.

    Guia 2026: 60 casos, 16 indústrias, mais de 30 KPIs, cada um com medição de resultado por terceiro. Média de 33% de alta em KPIs de topo e 53% de impacto maior no fundo do funil. Declaração de Marc Guldimann, CEO e cofundador.

    PDF: adelaidemetrics.com/free-attention-guides/adelaide-annual-au-outcomes-guide

  2. Amplified Lançamento do AttentionAI, 20/05/2026. Até 75% da publicidade digital não recebe atenção ativa vendor

    amplified.co/insight/amplified-launches-attentionai

    ressalvas de método

    Dado do fornecedor, no material que anuncia o próprio produto. O release não o apresenta como achado do lançamento: diz que dados atuais sugerem o número. O “até” é obrigatório.

    Base declarada do produto: mais de 50 bilhões de pontos de dados de atenção humana, treino com mais de 2 milhões de pessoas em 21 mercados, cada criativo analisado contra audiência modelada de 20 mil.

    Pilotos declarados — WPP, P&G e easyJet — não entraram no livro. A easyJet não é uma das maiores anunciantes globais, e a frase foi podada por isso.

    Não confundir com o outro lançamento de maio de 2026: a edição australiana do Cost of Dull Media, de 12/05, com A$ 6 bi e 86% do investimento australiano em formatos dull. Números locais, sem uso no livro.

    75% é ausência de atenção ativa, não limiar de memória. O limiar de memória da pesquisadora é de 2,5 segundos, e 85% dos anúncios digitais ficam abaixo dele. As duas alegações não se substituem.

    Empresa hoje é Amplified, antes Amplified Intelligence — mesma casa do Cost of Dull Media.

    Cobertura: Advanced Television, 21/05/2026 — advanced-television.com/2026/05/21/amplified-launches-predictive-ai/

  3. Amplified Intelligence The Cost of Dull Media, lançado por Karen Nelson-Field no Cannes Lions de 2025, com contribuição de Adam Morgan e Peter Field. Penalidade de US$ 198 bilhões anuais. Base: 115 mil visualizações reais de anúncios, 60 formatos, 164 marcas, 12 países vendor

    amplified.co/resources/cost-of-dull

    ressalvas de método

    O release usa o título longo, “The Eye-Watering Cost of Dull Media”; a página do relatório usa o curto. Para o impresso vale o curto, que é como o mercado cita.

  4. Ebiquity + Lumen Maximising Profit through Attention, out/2024 vendor

    ebiquity.com/research/maximising-profit-through-attention-new-insights-for-media-leaders/

    ressalvas de método

    Três ressalvas obrigatórias: (1) valores em libras, mercado britânico — cinema £102, TV £48, display £3; (2) o próprio estudo declara que o 0,98 se apoia em número pequeno de pontos de dados; (3) os benchmarks de lucro vêm do Profit Ability 2, encomendado pela Thinkbox, entidade de marketing da TV britânica.

  5. Frase atribuída a John Wanamaker ou a William Lever, primeiro Visconde de Leverhulme Sem autoria comprovada. Atribuída a Wanamaker nos Estados Unidos e a Leverhulme no Reino Unido. A ocorrência impressa mais antiga conhecida é de 1919, quando o reverendo Roy L. Smith a creditou a Wanamaker numa palestra, mas não foi localizado registro direto de autoria em nenhum dos dois casos. retorno negativo

    quoteinvestigator.com/2022/04/11/advertising/

    ressalvas de método

    Quote Investigator, “One-Half the Money I Spend for Advertising Is Wasted, But I Have Never Been Able To Decide Which Half”, 11/04/2022. A ocorrência de 1919 é de terceiro atribuindo, não do próprio Wanamaker: reverendo Roy L. Smith, na palestra “The Salesmanship of Preaching”, num congresso bíblico em Indiana.

    Wanamaker estava vivo em 1919 e morreu em 1922 — teve três anos para desmentir e não desmentiu. A atribuição a Lever é de 1931, feita pelo filho dele, o que reduz o valor probatório.

    O próprio Wanamaker publicou formulação vizinha em 1911, no Golden Book of the Wanamaker Stores: a publicidade comum é como barris de semente em que metade da semente está morta. Essa é dele.

    BULLMORE, Jeremy. “Why it’s time to say goodbye to IKTHTMISOAIW”. Market Leader, junho de 2014 — marketingsociety.com. Registra atribuições também a Henry Ford e a JC Penney, e que nem o arquivo da Wanamaker nem o da Unilever contêm qualquer referência à frase.

  6. IAB + MRC Attention Measurement Guidelines, versão final 1.0, novembro de 2025. auditado

    iab.com/wp-content/uploads/2025/11/IAB_MRC_Attention_Measurement_Guidelines_November_2025.pdf

    ressalvas de método

    Desenvolvidas pela IAB Attention Task Force, com mais de 200 membros, em colaboração com o MRC e a CIMM. Co-lideradas por Angelina Eng (IAB) e Ron Pinelli (MRC). Rascunho em 12/05/2025, comentário público até 12/07, versão final em novembro.

    A frase que resume o mercado, de Angelina Eng: “atenção está recebendo muita, bem, atenção — mas sem um padrão comum, virou um Velho Oeste. Há formas demais de medir e definir, o que gera confusão e dificulta comparar resultados ou construir confiança.”

    As quatro metodologias validadas: sinais de dados (tempo em vista, profundidade de rolagem, audibilidade, interação) · rastreamento visual · observação fisiológica e neurológica · painel ou pesquisa.

    O dado que muda a leitura: até o fim de 2025, a DoubleVerify tem a ÚNICA metodologia de atenção credenciada pelo MRC. A Integral Ad Science iniciou auditoria para o Quality Attention. As diretrizes existem; o credenciamento efetivo, quase não.

    O próprio grupo declara que atenção deve COMPLEMENTAR, não substituir, as métricas de entrega e resultado — é ponto de dado adicional sobre exposição e engajamento, além da viewability.

    Três lentes de influência sobre a atenção: o conteúdo, o posicionamento e a execução criativa. A distinção permite saber quando o contexto de fato aumenta a atenção e quando o motor é outro.

    A CIMM e o IAB publicaram junto o Attention Measurement Playbook, também em novembro de 2025.

  7. Lumen Research 30% dos anúncios viewable são de fato olhados acadêmico/vendor

    lumen-research.com/blog/attention-technology-advertising/

  8. Nielsen + Adelaide Integração da métrica AU da Adelaide ao Nielsen ONE, 07/10/2025. fonte primária

    nielsen.com/news-center/2025/nielsen-and-adelaide-launch-the-industrys-first-unified-view-of-reach-and-media-attention/

    ressalvas de método

    A frase do release é a tese do livro: os dados de alcance da Nielsen dizem quantas pessoas veem o anúncio; a métrica AU mede quão eficazmente aquela mídia captura atenção. Alcance e atenção nomeados e separados pela empresa que sempre vendeu alcance.

    A Adelaide entra no Outcomes Marketplace, lançado em julho de 2025 dentro do Nielsen ONE. A Nielsen desenvolveu métricas novas de eficiência que combinam alcance e atenção, para otimização durante a campanha.

    Não é validação independente: a métrica integrada é a da própria Adelaide, que a vende. A Nielsen distribui, não audita.

    Cobertura: Digiday, 07/10/2025 — digiday.com/media-buying/nielsen-enhances-its-cross-platform-offering-with-attention-metrics-from-adelaide/

  9. Scope3 State of Sustainable Advertising Report, 20/04/2023. vendor

    scope3.com/news/scope3-report-programmatic-advertising-generates-215-000-metric-tons-of-carbon-emissions-each-month-across-five-major-global-economies

    ressalvas de método

    215 mil toneladas de CO₂e por mês geradas pela publicidade programática em cinco grandes economias.

    O dado que fecha o argumento: os 10% de domínios com pior desempenho respondem por mais de 33.500 toneladas de CO₂e por mês. Um décimo dos sites, um sexto das emissões.

    Ressalva de safra: o número é de abril de 2023; o relatório seguinte ampliou a base para 7,2 milhões de toneladas ao ano. O livro cita a medição mais antiga e mais estreita.

    Complemento — Ebiquity com Scope3, mar/2025: US$ 375 milhões de investimento e 116 bilhões de impressões de display, de 43 anunciantes. Média global de 670g de CO₂ por mil impressões — equivalente a 1,35 milhão de passageiros voando de Londres a Paris. Sites MFA emitem 26,4% mais CO₂ por mil impressões, e 15,3% do investimento americano analisado foi para inventário MFA. ebiquity.com/research/the-hidden-cost-of-digital-advertising/

    Vendor: a Scope3 vende medição e compensação de emissões para o ecossistema publicitário. Parceira exclusiva da DoubleVerify para a métrica de pegada de carbono no DV Pinnacle.

  10. SIMON, Herbert A. “Designing Organizations for an Information-Rich World”, em Computers, Communications, and the Public Interest. Johns Hopkins Press, 1971. acadêmico

    ressalvas de método

    Não é livro, é conferência publicada em coletânea. É a única forma que leva ao texto onde a formulação de fato está — Administrative Behavior e The Sciences of the Artificial não contêm a frase.

    Origem da distinção entre informação abundante e atenção escassa, que o capítulo adota.

    Sem URL por natureza: capítulo em coletânea de 1971. Não é lacuna de apuração.

Por baixo do fóssil de dragão

18 fontes

  1. ABA — Associação Brasileira de Anunciantes Guia ABA sobre o Estudo de Transparência da Cadeia de Fornecimento de Mídia Programática, lançado no ABA Summit, 29/10/2024 imprensa/tradução

    aba.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Estudo-sobre-a-Transparencia-da-Cadeia-de-Fornecimento-de-Midia-Programatica-Final.pdf

    ressalvas de método

    É tradução do estudo da ANA, adaptada pelos Comitês de Mídia e de Sourcing. Cita 23% de desperdício e US$ 22 bilhões de oportunidade — números do mercado americano. Sustenta o parágrafo novo: no Brasil não há medição equivalente.

    Não entrou no livro: a Carta Global de Mídia da ABA, com oito princípios. É posição institucional, não medição.

  2. ANA Programmatic Media Supply Chain Transparency Study, jun/2023 auditado

    ana.net/content/show/id/pr-2023-06-programmaticstudy

    ressalvas de método

    MFA com 21% das impressões e 15% do investimento. Base: US$ 123 mi, 35,5 bi de impressões, 21 anunciantes, set/2022 a jan/2023.

  3. ANA 2024 Programmatic Transparency Benchmark Study, 12/12/2024, com TAG TrustNet. auditado

    ana.net/content/show/id/pr-2024-12-programmatic

    ressalvas de método

    43,9% de cada US$ 1.000 entrando num DSP chegam ao consumidor (o corpo arredonda para 44%), melhora de 7,9 pontos sobre 2023 — US$ 79 a mais por mil. Menos da metade ainda chega. Base: 38,5 bilhões de impressões, 21 anunciantes, mais de US$ 235 milhões. Mercado de web aberta programática de US$ 104 bi; a melhora equivale a US$ 8,2 bi de produtividade.

    MFA caiu de 15% (2023) para 6,2% (2024) do investimento.

    Primeira edição a incluir CTV. Declaração de Bob Liodice, CEO da ANA. Novos provedores de log-level data no registro do Q3 2024: AdLook, Equative, TripleLift, Viant e Yahoo.

  4. ANA Q1 2026 Programmatic Transparency Benchmark, 27/05/2026, com TAG TrustNet. Impressão qualificada em 54,0% entre os de melhor desempenho e 32,1% entre os de pior auditado

    ana.net/content/show/id/pr-2026-05-programmatic

    ressalvas de método

    Impressão qualificada em 54,0% entre os anunciantes de melhor desempenho e 32,1% entre os de pior. Diferença de 21,9 pontos, a maior da série. Base: participação subiu de 54 para 86 marcas, com 66 contribuintes ativos.

    A métrica é TrueAdSpend, não chegada ao consumidor. Exige impressão livre de fraude, mensurável, visível e livre de MFA. Visível não é vista. É o degrau anterior ao olhar, e é o que legitima a multiplicação pelos 30% da Lumen.

    A série se move. No Q4 2025 os números eram 56,7% e 37,5%.

    Outros achados do Q1 2026: CPM médio caiu de US$ 5,55 no Q4 2025 para US$ 4,42. Exposição a MFA subiu para 1,1%, depois de ficar entre 0,4% e 0,6% ao longo de 2025, com AI slop identificada como subtipo emergente.

    Não usar o número único de 43,9% da edição de 2024 junto com estes. São réguas diferentes: a ANA parou de publicar número único e passou ao enquadramento de dois grupos.

  5. ChangeAdvertising.org The Clickbait Report, ago/2016 acadêmico/terceiro setor

    fortune.com/2016/11/01/outbrain-taboola/

    ressalvas de método

    Levantamento dos 50 maiores sites de notícias em dois dias de agosto de 2016. 41 de 50, ou 82% na forma original publicada. Distribuição: Taboola 23, Outbrain 16, RevContent 1, Adblade 1. Mais de 25% dos links levavam a clickbait; 4% a fake news.

    Reproduzido por: Nieman Lab 20/09/2016 e 31/10/2016 · New York Times 31/10/2016 · Fortune 01/11/2016 (INGRAM, Mathew, “There’s a Simple Reason For All Those Taboola and Outbrain Links”, fortune.com/2016/11/01/outbrain-taboola/).

    Não existe levantamento posterior comparável que permita medir a queda de adoção.

    82% dos 50 maiores sites de notícias usavam “content ads” de fornecedores como Taboola, Outbrain, Revcontent e Adblade. 82% de 50 = 41, que é o número no corpo.

  6. Dentsu Global Ad Spend Forecast, dez/2025 e atualização de maio/2026. Digital em 68,7% do investimento publicitário global em 2026, revisado para 69% previsão de mercado

    dentsu.com/news-releases/ad-spend-growth-is-projected-to-slow-to-5-percent-in-2026-still-outpacing-economic-growth

    ressalvas de método

    Digital em 68,7% do investimento publicitário global em 2026 (previsão de dez/2025), revisado para 69% na atualização de maio/2026, sobre 56 mercados. Sustenta o “quase 70% é digital” no corpo.

    Definição estreita de digital. A Dentsu conta apenas plataformas puramente digitais. Extensões digitais de mídia tradicional entram no canal de origem. Os 69% são piso, não teto — com outra definição, a fatia é maior.

    Não confundir ordem de grandeza. O mercado está entre US$ 1,04 tri (Dentsu) e US$ 1,30 tri (WARC). É um trilhão e pouco, não “trilhões”.

  7. DoubleVerify · Integral Ad Science · Zefr Verificadoras de mídia — medem visibilidade, fraude, adequação de marca e segmentação contextual dentro dos ambientes fechados. vendor

    ressalvas de método

    Citados no corpo como quem mede visibilidade, fraude, segmentação contextual e adequação de marca também dentro dos ambientes fechados, com o acesso que a plataforma concede.

    Distinção registrada pelo autor: verificadores não são auditores. Medem entrega, não preço. O que não se decompõe no jardim murado é o CPM, que é dado.

    Sem URL por natureza: citados no corpo como categoria, não como estudo. Não é lacuna de apuração.

  8. Fast Company Brasil campanha do fóssil (EducaMídia + SILVERSIDE AI) imprensa

    fastcompanybrasil.com/news/fossil-de-dragao-campanha-alerta-sobre-desinformacao-produzida-com-ia/

  9. Fraudlogix Ad Fraud Statistics 2026 vendor

    fraudlogix.com/stats/ad-fraud-statistics-2026

    ressalvas de método

    20,64% do tráfego de anúncios é inválido. Base: 105,7 bilhões de impressões, com recortes por país, dispositivo, navegador e sistema operacional. Benchmark aberto, atualizado em março de 2026.

    É o piso da faixa de 20-25% do corpo, e é medição deste ano.

  10. HUMAN Security 2026 State of AI Traffic & Cyberthreat Benchmark Report, mar/2026 vendor

    humansecurity.com/learn/resources/2026-state-of-ai-traffic-cyberthreat-benchmarks/

    ressalvas de método

    Fonte dos “marcadores de redes sociais fabricados”: descreve instâncias gerando tráfego de referência sintético, marcando requisições com parâmetros UTM fabricados. O original diz “UTM”; a tradução para “marcadores” é decisão editorial.

  11. HUMAN Security (equipe Satori) esquema Pushpaganda, documentado em abril de 2026 vendor

    thehackernews.com/2026/04/ai-driven-pushpaganda-scam-exploits.html

    ressalvas de método

    No pico, cerca de 240 milhões de pedidos de lance associados a 113 domínios, ao longo de sete dias. O golpe usa o Google Discover para levar o usuário a notícias falsas geradas por IA, e daí a notificações push com ameaças legais falsas e golpes financeiros. Observado primeiro na Índia, espalhou-se para Estados Unidos, Austrália, Canadá, África do Sul e Reino Unido. Declaração de Gavin Reid, CISO da HUMAN.

    Vendor. A HUMAN vende detecção de bot e de fraude publicitária — mede o problema que resolve. A cadeia de atribuição cobre: o caso é documentado por terceiro, The Hacker News, e o Google confirmou ao corrigir o problema de spam. Confirmação da plataforma atacada é a validação mais forte disponível para esse tipo de achado.

    NÃO CONFUNDIR COM O OUTRO ESQUEMA DO MESMO CAPÍTULO. A rede de quase 500 domínios, 115 apps Android e 25 milhões de dispositivos é caso distinto, coberto pela Adweek em 26/02/2026, dois meses antes. O corpo trazia os dois fundidos até 12/09/2026 — os 240 milhões apareciam como se fossem da rede de centenas de domínios.

    Documentar um caso não é medir o mercado. O corpo diz “empresas de segurança documentaram”, que é o que vendor de segurança de fato faz. Não usar a HUMAN para dimensionar fraude no agregado.

  12. IAS Threat Lab operação Genisys, fev-mar/2026 vendor

    integralads.com/insider/inside-genisys-the-25-million-device-fraud-network-built-with-ai/

    ressalvas de método

    Quase 500 domínios gerados por IA, 115 apps Android, 25 milhões de dispositivos, centenas de milhões de bid requests. Cobertura: Adweek (26/02/2026), Campaign Asia, MediaPost.

  13. ISBA / PwC / AOP Second Programmatic Supply Chain Transparency Study, jan/2023, sobre dados de 2022. Veículo 65%, sem rastro 3%, intermediários 32% auditado

    isba.org.uk/knowledge/second-programmatic-supply-chain-transparency-study

    ressalvas de método

    A conta de 2022, publicada em jan/2023: veículo 65%, sem rastro 3%, intermediários 32%. Taxa de casamento de impressões DSP→SSP subiu de 12% para 58%. Estudo feito em nove meses, contra dezoito no primeiro.

    A base de 2020 foi restatada pela PwC para comparação como iguais: veículo de 51% para 57%, sem rastro de 15% para 17%. A melhora do veículo é de oito pontos, não de quatorze. O comunicado da ISBA fala em alta de 8%.

    Recorte premium nos dois estudos. Veículos que aceitaram auditoria de log. Delta em mercado aberto 3%, em mercado privado abaixo de 1%.

    O 3% não caiu sozinho. A equipe da PwC trabalhou junto com DSPs e SSPs na filtragem e transferência de dados para chegar a conjuntos completos, e isso é parte da explicação da queda.

    65% chega aos veículos; delta desconhecido cai de 15% para 3%. O estudo de 2020 foi RESTATED: 51% → 57%.

    Cobre os 65% e os 3% de “dinheiro sem rastro” no recorte de veículos premium.

  14. MRC Viewable Ad Impression Measurement Guidelines — o padrão de viewability. auditado

    iab.com/wp-content/uploads/2015/06/MRC-Viewable-Ad-Impression-Measurement-Guideline.pdf

    ressalvas de método

    50% dos pixels por um segundo em display; dois segundos em vídeo. Display grande (242.500+ pixels): 30% por um segundo.

    Mesma fonte citada no capítulo “O termômetro quebrou”, onde a distinção de vídeo é desenvolvida.

  15. NetLab UFRJ Observatório da Indústria da Desinformação e seu Impacto nas Relações de Consumo no Brasil, estabelecido em dezembro de 2023, em parceria com a Senacon/MJSP. acadêmico

    netlab.eco.ufrj.br/en/post/parceria-entre-netlab-ufrj-e-senacon-prop%C3%B5e-monitoramento-da-desinforma%C3%A7%C3%A3o-online

    ressalvas de método

    Financiado pelo Fundo de Direitos Difusos da Senacon: R$ 1.999.998,97, aprovado em agosto de 2023. Equipe multidisciplinar de comunicação, ciência política, economia e tecnologia da informação. Infraestrutura própria de coleta em Facebook, Instagram, X, TikTok, Telegram, YouTube, WhatsApp, Meta Ads e Google Ads.

    A história que o parágrafo não conta, e é mais forte que ele: o NetLab documentou 18.172 anúncios fraudulentos sobre o Desenrola Brasil na biblioteca da Meta nos dois meses seguintes a uma ordem judicial de remoção. A Senacon multou a empresa. Na defesa administrativa, a Meta não explicou por que os anúncios continuavam no ar — tentou desqualificar o laboratório, acusando os relatórios de “imperfeições, respostas direcionadas e conclusões distorcidas”.

    Depois vieram os ataques políticos: parlamentares pediram convocação do laboratório em audiência pública e acionaram o Ministério da Educação por documentos sobre o financiamento — que estão públicos no site. Uma nota de repúdio foi assinada por organizações da Coalizão Direitos da Rede.

    Bases de dados abertas em github.com/netlab-ufrj/bases-de-dados-sobre-anuncios-fraudulentos. Livro Atingidos pelas Redes Sociais: os impactos da indústria da desinformação, lançado em agosto de 2025.

    Laboratório da Escola de Comunicação da UFRJ, com treze anos de pesquisa. Não vende nada — é o contraponto brasileiro às fontes vendor do capítulo.

  16. Nieman Journalism Lab “Slate, The New Yorker dump those terrible ‘Around the Web’ links (but plenty of publishers still use them)”, 20/09/2016 imprensa especializada

    niemanlab.org/2016/10/slate-and-the-new-yorker-dump-outbrain-and-taboola-links-but-way-more-publishers-still-use-them/

    ressalvas de método

    Esta fonte fecha as DUAS alegações do parágrafo: os 41 de 50 (via ChangeAdvertising) e o abandono do formato por Slate e New Yorker, com declaração de Keith Hernandez, presidente do Slate, ao New York Times.

  17. Pixalate Global Ad Fraud Benchmarks Report, série trimestral vendor

    pixalate.com/blog/

    ressalvas de método

    Publica IVT por trimestre e por região. O Q2 2023 registrou 13% de tráfego inválido em desktop na América do Norte, a taxa mais alta entre as regiões; a série segue até o Q3 2025.

    Especializada em CTV e mobile — o recorte não é o mesmo da Fraudlogix, que mede web em geral. Convergem por caminhos diferentes.

  18. ZORZELLA, Marcio “Por baixo do fóssil de dragão”. Fast Company Brasil, seção Martech, 20/04/2026

    fastcompanybrasil.com/tech/martech/por-baixo-do-fossil-de-dragao/

Cada escolha, uma renúncia

24 fontes

  1. Agência Brasil cronograma do ECA Digital, 20/03/2026 imprensa

    agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/cronograma-preve-fiscalizacao-efetiva-do-eca-digital-pela-anpd-em-2027

  2. ANA Programmatic Media Supply Chain Transparency Study, jun/2023 auditado

    ana.net/content/show/id/pr-2023-06-programmaticstudy

    ressalvas de método

    Os 29 centavos de taxa de adtech e os 36 centavos que chegam ao consumidor. Base: US$ 123 mi, 35,5 bi de impressões, 21 anunciantes, set/2022 a jan/2023.

  3. ANA Programmatic Transparency Benchmark, Q1 2026, 27/05/2026 auditado

    ana.net/content/show/id/pr-2026-05-programmatic

    ressalvas de método

    Os dois grupos: quem gerencia qualidade converte 54,0% em impressões qualificadas, com TrueCPM de US$ 7,46; quem não gerencia, 32,1%, com TrueCPM de US$ 19,04. Distância recorde de 21,9 pontos.

    A série deixou de publicar número único — a média deixou de descrever o mercado.

  4. ANCINE Agência Nacional do Cinema fonte primária

    gov.br/ancine

  5. ANPD “ECA Digital: cronograma de implementação e fiscalização” fonte primária

    gov.br/anpd/pt-br/assuntos/eca-digital

  6. CBL, SNEL e Nielsen BookData Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, ano-base 2024. auditado

    cbl.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Producao_e_Vendas_anobase_2024_imprensa.pdf

    ressalvas de método

    Editoras com crescimento nominal de 3,7% nas vendas ao mercado — recuo de 1,1% descontado o IPCA de 4,83%.

  7. eMarketer Meta to Surpass Google in Digital Ad Revenues for First Time Ever, 13/04/2026. estimativa

    emarketer.com/press-releases/meta-to-surpass-google-in-digital-ad-revenues-for-first-time-ever/

    ressalvas de método

    Google, Meta e Amazon somam 62,3% de todo o investimento global em publicidade digital em 2026 — contra 59,9% em 2025. A projeção é de que a fatia continue subindo até 2028. Sobra menos de 38% para todas as outras plataformas somadas.

    As taxas de crescimento que o corpo usa: a Meta acelera de 22,1% em 2025 para 24,1% em 2026; o Google fica estável em 11,9%. É a diferença de ritmo, não de tamanho, que produz a ultrapassagem.

    São projeções, não resultados. Os últimos números de ano fechado são de 2025, com o Google ainda na frente: US$ 214,06 bi contra US$ 196,17 bi da Meta. A diferença projetada para 2026 é de cerca de US$ 4 bi — fina o bastante para reverter antes de dezembro. O corpo diz “na projeção” por isso.

    O número do Google inclui o YouTube, não só a Busca. Importa porque o mesmo capítulo trata o faturamento do YouTube como linha própria dois parágrafos depois.

    A citação que o corpo usa, de Max Willens ou Drew Spink conforme a cobertura: para a maioria dos anunciantes, a pergunta deixou de ser se investem nos aplicativos da Meta, e passou a ser quanto.

    A explicação, que é o argumento do capítulo, de Drew Spink, analista sênior: “a consolidação em torno de Google, Meta e Amazon reflete uma vantagem composta de dado próprio, integrações de IA e alcance de audiência. Plataformas menores e mídia tradicional não conseguem replicar essas capacidades com custo ou velocidade comparáveis, e por isso o orçamento incremental continua fluindo para lá.”

    O resto do mercado: ByteDance 7,9% (TikTok 4,8%, Douyin 3,1%) · Microsoft 2,1% (metade do LinkedIn) · Apple 1,6% · Walmart, Snapchat, Pinterest, Reddit e X somam 2,4%, cada um abaixo de 1%.

    A previsão foi fechada antes dos veredictos judiciais contra Meta e YouTube; a eMarketer declara que não espera impacto material.

    Denominador: é publicidade digital, global. Não confundir com o intervalo de 75-85% que especialistas brasileiros estimam para o mercado nacional, nem com os 56,1% da WARC, que mede faturamento global fora da China.

  8. IAB Brasil e IBOPE Digital Adspend 2026, ano base 2025. Publicado em 29/04/2026 auditado

    iabbrasil.com.br/pesquisa-digital-adspend-2026/

    ressalvas de método

    O download exige cadastro. A página não serve o PDF direto: pede formulário com área de atuação da empresa. Quem for conferir vai encontrar o formulário, não o arquivo.

    A série NÃO desconta inflação. O rodapé do estudo é explícito. Os 80% de crescimento entre 2020 e 2025 (R$ 23,7 bi para R$ 42,7 bi) são nominais. Não comparar com número real — o mesmo capítulo cita a queda de 44% do mercado editorial em termos reais, que é outra régua.

    Os 55% e os 49% são de gráficos diferentes e não somam. O estudo traz três pizzas na mesma página: Canais (Social 55%, Search 26%, Portais e verticais 19%) e Formatos (Vídeo 49%, Texto 26%, Imagem 25%) fecham 100% cada uma por conta própria. O corpo foi corrigido para dizer “por canal” e “por formato”.

    O montante exclui creators, DOOH, retail media e streaming por decisão metodológica. O mesmo estudo projeta esses à parte: retail media em R$ 4,8 bi, mais 37% sobre 2024, e DOOH em R$ 4,4 bi. Os R$ 42,7 bi não os contêm. Importa num livro com capítulo próprio sobre retail media.

    Cobertura declarada: mais de 1.600 sites, um único buscador (Google), e social restrito a Facebook, Instagram, Pinterest, TikTok e YouTube. X e LinkedIn entram por projeção de engajamento, não por medição.

    Crescimento de 12,7% sobre 2024, o segundo maior da série iniciada em 2020. Divisão praticamente 50/50 entre compra direta do anunciante (51%) e via agência (49%).

  9. IBGE Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC) 2013-2024, 7ª edição, divulgada em 12/12/2025. auditado

    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45489-setor-cultural-ganha-empresas-mas-perde-participacao-na-economia-em-dez-anos

    ressalvas de método

    A manchete do próprio IBGE é o argumento do capítulo: “Setor cultural ganha empresas, mas perde participação na economia em dez anos.”

    O setor cultural ocupava 5,9 milhões de pessoas em 2024, o maior valor da série da PNAD Contínua iniciada em 2014 — 5,8% do total. Gera R$ 387,9 bilhões.

    Segue o Marco Referencial para Estatísticas Culturais da Unesco (2009). Coordenação de Leonardo Athias. PDF do informativo: agenciadenoticias.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/arquivos/b6c6d2b70f490c4eba9e52403fcec31b.pdf

  10. Kapwing AI Slop Report: The Global Rise of Low-Quality AI Videos, nov-dez/2025, dados de out/2025 estimativa

    kapwing.com/blog/ai-slop-report-the-global-rise-of-low-quality-ai-videos/

    ressalvas de método

    278 canais de AI slop, com 63 bilhões de visualizações, 221 milhões de inscritos e US$ 117 milhões anuais estimados. Base: os 100 canais em alta de cada país, ~15 mil canais, com números de views, inscritos e receita via SocialBlade.

    O teste de conta nova: dos primeiros 500 Shorts servidos a uma conta recém-criada, 104 (21%) eram AI slop puro e 165 (33%) qualificavam como brainrot. Um em cada cinco vídeos que o YouTube mostra a quem acaba de chegar.

    A contradição da plataforma: a política do YouTube declara que conteúdo de IA de baixa qualidade produzido em massa não é elegível para monetização — e o relatório estima US$ 117 milhões anuais em receita. A ação mais visível foi de julho de 2025, quando a plataforma renomeou a política de “conteúdo repetitivo”.

    Correção de número: o canal Bandar Apna Dost tem 2,07 bilhões de visualizações — parte da cobertura diz 2,4 bi. Receita estimada de US$ 4.251.500/ano. Vídeos de um macaco rhesus gerado por IA em situações humanas; mais de 600 publicados. Segundo maior: Three Minutes Wisdom (Coreia do Sul), ~US$ 4,04 mi.

    A Kapwing é empresa de ferramentas de edição, não de medição. A receita é estimativa de SocialBlade, com ponto médio das faixas — não é dado do YouTube.

  11. KGM v. Meta Platforms et al Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, veredicto de 25/03/2026 fonte primária

    clydeco.com/en/insights/2026/april/navigating-the-first-instance-judgments-in-social

    ressalvas de método

    Números precisos: US$ 6 milhões no total — US$ 4,2 mi da Meta (Instagram) e US$ 1,8 mi do Google (YouTube), rateio de 70/30 —, dos quais US$ 3 milhões são punitivos. Julgamento de um mês, mais de uma semana de deliberação do júri.

    A autora usava YouTube desde os seis anos e Instagram desde os nove. Recursos alegados: rolagem infinita, recomendação algorítmica e reprodução automática. Depuseram Mark Zuckerberg e Adam Mosseri.

    A dimensão real: KGM foi escolhido entre mais de 1.600 demandantes — 350 famílias e 250 distritos escolares — no Processo de Coordenação nº 5255 da Califórnia, e é um dos três julgamentos-teste programados. O litígio federal paralelo (MDL nº 3047) reúne mais de 2.200 demandantes.

    Meta e Google recorreram. Meta: “a saúde mental adolescente é profundamente complexa e não pode ser ligada a um único aplicativo.” Google: “o caso não compreende o YouTube, que é plataforma de streaming construída com responsabilidade, não rede social.”

    Contraponto acadêmico: Michael Geist argumenta que a teoria jurídica é a ferramenta errada — tratar plataforma como produto defeituoso pode minar a própria responsabilização que se busca, ainda que o instinto por trás da decisão seja compreensível.

    Advogado principal: Mark Lanier, o mesmo dos veredictos do talco da Johnson & Johnson.

  12. Merriam-Webster 2025 Word of the Year: Slop, 14/12/2025 fonte primária

    merriam-webster.com/wordplay/word-of-the-year

    ressalvas de método

    Define slop como conteúdo digital de baixa qualidade produzido em quantidade por inteligência artificial. A escolha é dos editores humanos, a partir do volume de consultas no dicionário online. Finalistas: 6-7, gerrymander, touch grass, performative e tariff.

  13. Meta “Agreement with State Attorneys General Supporting Teens”, 26/08/2026. Acordo de até US$ 18 bilhões com 29 estados americanos, sem admissão de culpa fonte primária

    about.fb.com/news/2026/08/agreement-with-state-attorneys-general-supporting-teens/

    ressalvas de método

    Os remédios são de arquitetura, não de conteúdo: limite diário padrão de 2h somando Facebook e Instagram, bloqueio das 0h às 6h, notificações silenciadas das 8h às 15h, contagem de curtidas oculta para adolescentes, bloqueio de filtros de maquiagem extrema, e investimento em aferição de idade. Vigência de 10 anos, sujeita a homologação judicial.

    Mecanismo de contágio: 30% do valor, cerca de US$ 5,3 bilhões, só é pago se YouTube e TikTok adotarem limite de 1h, modo noturno e aferição de idade, e desembolsarem quantia equivalente. Declaração de C.J. Mahoney, Chief Legal Officer.

    US$ 10 bilhões de despesa legal lançados no 3º trimestre de 2026. A ação subiu no dia do anúncio.

    Sem admissão de culpa. O acordo encerra as ações dos 29 estados; não é veredicto.

    Cobertura: SILBERLING, Amanda. “Meta settles for $18 billion in lawsuit brought by 29 states over social media harms to children”. TechCrunch, 26/08/2026 — techcrunch.com/2026/08/26/meta-settles-for-18-billion-in-lawsuit-brought-by-29-states-over-social-media-harms-to-children/

  14. New Mexico Department of Justice Court Orders Meta to Pay $942 Million and Overhaul Protections for Children on Facebook and Instagram, 07/08/2026 fonte primária

    nmdoj.gov/press-release/court-orders-meta-to-pay-942-million-and-overhaul-protections-for-children-on-facebook-and-instagram-in-landmark-new-mexico-ruling/

    ressalvas de método

    Duas condenações no mesmo processo, movido pelo procurador-geral Raúl Torrez em 2023. Fase um, júri, 24/03/2026: US$ 375 milhões de multa civil por violação da Unfair Practices Act, 75 mil violações, pena máxima. Fase dois, julgamento sem júri, decisão de 06/08/2026 do juiz Bryan Biedscheid: US$ 567 milhões para fundo de mitigação, ao longo de cinco anos. Total de US$ 942 milhões.

    Não são dois casos, são duas fases. O corpo diz “um juiz somou a esse valor”, que está correto — mas a primeira decisão é de prática comercial enganosa e a segunda é de perturbação da ordem pública.

    O estado pedia mais e por mais tempo: US$ 953 milhões para quinze anos. Recebeu 567 para cinco. Do fundo, US$ 420 milhões vão para tratamento juvenil.

    O JUIZ NEGOU AS MUDANÇAS DE DESIGN, invocando a Primeira Emenda e a Section 230. A rolagem infinita, o autoplay e a recomendação algorítmica continuam de pé. É o dado mais eloquente do caso para o argumento do capítulo: o tribunal reconhece que o design causa dano, condena por isso, e não manda mudar o design.

    As reformas ordenadas são de guarda-corpo: verificação de idade mais rigorosa, fim de notificação noturna para menores de 18, limite de tempo de uso, contagem de curtidas oculta, proteção contra sextorsão. A Meta recorreu das duas decisões.

  15. NPR “Jury finds Meta and Google negligent in social media addiction trial”, 25-26/03/2026, por Bobby Allyn. imprensa

    npr.org/2026/03/25/nx-s1-5746125/meta-youtube-social-media-trial-verdict

    ressalvas de método

    Indenização de US$ 6 milhões por design defeituoso. O júri considerou Meta e Google responsáveis pela depressão e ansiedade de uma mulher que usou redes sociais compulsivamente quando criança.

    A NPR registra 2.000 casos consolidados movidos por pais, distritos escolares e autoridades estaduais. O julgamento de Los Angeles foi o primeiro caso-teste do grupo; outros virão. O corpo mantém “milhares”, que é mais conservador e não envelhece quando novos casos-teste forem a julgamento.

    A alegação central: as plataformas foram construídas para operar como caça-níquel digital.

    Cobertura posterior, 03/04/2026: “Social media verdicts may bring new era of tech accountability” — npr.org/2026/04/03/nx-s1-5764306/big-tech-lawsuits-verdicts-accountability-social-media-harms. Registra que a Section 230 vem rachando desde o caso Herrick contra o Grindr, e que um dia após o veredicto foi aberta ação contra DraftKings e FanDuel.

    Cobertura do julgamento federal de agosto de 2026: npr.org/2026/08/17/nx-s1-5930701/meta-trial-kids-social-media-addiction — quatro estados, até US$ 1,4 trilhão, e o registro de que a Meta já perdeu duas ações estaduais no ano.

  16. Pró-Música Brasil Mercado Brasileiro de Música 2025, divulgado em 18/03/2026. auditado

    pro-musicabr.org.br/2026/03/18/mercado-fonografico-brasileiro-cresceu-14-em-2025-e-faturou-r-4-bilhoes/

    ressalvas de método

    R$ 3,958 bilhões em 2025, alta de 14,1% — o corpo arredonda para R$ 4 bilhões. 16º ano consecutivo de crescimento. O Brasil subiu para a 8ª posição mundial.

    Streaming responde por 87% das vendas, com R$ 3,4 bilhões. Vendas físicas são menos de 1% da receita, mas cresceram 25,6%, puxadas por vinil.

    Divulgado no mesmo dia das estatísticas globais da IFPI. Presidente: Paulo Rosa. Única entidade no Brasil que coleta e publica esses dados regularmente.

  17. RAVIA, Haim; HAMMER, Dotan (Pearl Cohen) “California State Court Jury Find Meta and Google Liable for Teen Addiction”, 26/03/2026. imprensa especializada

    pearlcohen.com/california-state-court-jury-find-meta-and-google-liable-for-teen-addiction/

    ressalvas de método

    Registra que a juíza Carolyn B. Kuhl negou os pedidos de julgamento sumário de Meta, Google, ByteDance e Snap em novembro de 2025, permitindo que o caso fosse a júri.

    Análise da via recursal: Meta e Google podem contestar se a prova era suficiente para estabelecer que os recursos de design foram fator substancial no dano. A questão que os tribunais de apelação vão enfrentar é se a responsabilidade por produto defeituoso pode ser estendida ao design digital.

  18. Revista Oeste, com dados da ANJ “A agonia dos jornais impressos”, edição 253, 24/01/2025. imprensa

    revistaoeste.com/revista/edicao-253/a-agonia-dos-jornais-impressos/

    ressalvas de método

    154 associados em 2013 para cem no início de 2025 — queda de 35% em doze anos.

    A ANJ NÃO publica série histórica. A comparação é da Revista Oeste, a partir de dados da entidade. O site da ANJ traz notícias e serviços aos associados, não a série.

    RESSALVA QUE MUDA O SENTIDO: a ANJ passou a aceitar projetos nativos digitais como associados — G1 e UOL entre eles. Os cem de 2025 já incluem veículos que nunca tiveram impresso. Se a conta fosse só de jornais em papel, o número seria menor.

    Complemento disponível: as bancas de jornal em São Paulo caíram de cerca de 5 mil em 1996 para pouco mais de 2 mil em 2024. As sobreviventes viraram lojas de conveniência.

    Contexto: no início dos anos 2000, estimativas baseadas em dados da ANJ apontavam 800 a 1.000 jornais diários e não diários em circulação regular no país.

  19. Samba TV com dados de KPMG e Tubular Labs. Gráfico “$2B in content = 1% of TV attention”. vendor síntese editorial

    samba.tv/resources/gauging-the-gap

    ressalvas de método

    YouTube US$ 13 bi / 13,1% / US$ 1 bi por ponto · Fox US$ 9 bi / 6,7% / US$ 1 bi · Netflix US$ 17 bi / 8,7% / US$ 2 bi · Disney US$ 28 bi / 9,7% / US$ 3 bi · Prime Video US$ 20 bi / 3,9% / US$ 5 bi · Média: US$ 18 bi / 7,0% / US$ 2 bi.

    O valor do YouTube é recorte de CTV apenas, 42% de US$ 32 bi, conforme asterisco do gráfico. As proporções de dobro, triplo e cinco vezes são cálculo do autor. Gráfico sem data e sem título de relatório identificados.

  20. We Are Social com GWI Digital 2026 estimativa

    wearesocial.com/digital-2026

    ressalvas de método

    Fonte das 9h13 diárias online. ⚠️ É por usuário de internet, não pela população brasileira.

  21. We Are Social e Meltwater, com dados GWI Digital 2026 Global Overview Report, 15/10/2025 estimativa

    datareportal.com/reports/digital-2026-global-overview-report

    ressalvas de método

    Slide 408, dados GWI Q2 2025. Brasil 29h07 e média global 18h36 por semana, categoria “social and video platforms”, adultos online 16+. PDF verificado em 17/05/2026.

  22. YouTube The Future of YouTube — carta anual de Neal Mohan, CEO, 21/01/2026. fonte primária

    blog.youtube/inside-youtube/the-future-of-youtube-2026/

    ressalvas de método

    Usa o termo “AI slop” e declara que reduzir a disseminação de conteúdo de IA de baixa qualidade é prioridade para 2026, junto com detectar deepfakes: “está ficando mais difícil detectar o que é real e o que é gerado por IA.”

    A nuance que importa: a carta nomeia o problema e, no mesmo parágrafo, constrói a justificativa para não agir com dureza — “como plataforma aberta, permitimos ampla liberdade de expressão” e “nos últimos 20 anos aprendemos a não impor noções preconcebidas ao ecossistema de criadores”, citando ASMR e gameplay como exemplos de formatos que pareciam estranhos e viraram sucesso.

    A ação declarada é incremental: “construir sobre nossos sistemas já estabelecidos”, os mesmos de spam, clickbait e conteúdo repetitivo. Nenhuma política nova.

    Os canais encerrados NÃO são divulgação da plataforma — é análise externa da Kapwing, com 278 canais mapeados.

    Escala declarada na carta: Shorts com 200 bilhões de visualizações por dia. Em dezembro, mais de 20 milhões de usuários usaram a ferramenta Ask. Mohan classifica os creators como “as novas estrelas e os novos estúdios”.

    Cobertura: Hollywood Reporter e CNBC, 21/01/2026.

  23. YouTube / Alphabet assinaturas e faturamento. Post de Lyor Cohen, head global de música, no blog do YouTube, março de 2025; balanço do 4º trimestre de 2025 da Alphabet, divulgado em fevereiro de 2026 fonte primária

    blog.youtube

    ressalvas de método

    Os 125 milhões de assinaturas somando Music e Premium são de março de 2025, não do balanço de 2026 — vinham de 100 milhões em fevereiro de 2024. Os US$ 60 bi de receita anual do YouTube, somando anúncio e assinatura, são do balanço do Q4 2025.

    Os 125 milhões incluem períodos de teste. A fonte declara. O corpo diz isso.

    São dois anúncios distintos, com onze meses de distância. O corpo datou o número de assinaturas por isso — sem a data, o parágrafo sugere que os dois vieram do mesmo balanço.

    A Alphabet não abre a linha de Music separada de Premium, nem de YouTube TV. O “nunca divulgou a divisão entre os dois” está correto.

    No mesmo balanço de fevereiro de 2026: mais de 325 milhões de assinaturas pagas no consumidor, somando Google One e YouTube. Receita de anúncio do YouTube em 2025: US$ 40,37 bi, alta de 11,7%.

  24. ZORZELLA, Marcio “Cada escolha, uma renúncia”. Fast Company Brasil, seção Tech, 28/05/2026

    fastcompanybrasil.com/tech/cada-escolha-uma-renuncia/

O termômetro quebrou

25 fontes

  1. CENP Guia de Mensuração Cross Media, via Meio & Mensagem auditado

    meioemensagem.com.br/midia/cenp-apresenta-guia-de-mensuracao-crossmedia

    ressalvas de método

    A frase mais forte do parágrafo é autodeclarada: o guia sugere como próximo passo criar mecanismos de governança para auditoria e credenciamento de métricas. Quem propõe criar reconhece que não tem. Não é acusação do autor.

    O grupo nasceu em maio de 2024, depois de associações do setor questionarem uma solução de planejamento do IBOPE. Reuniu-se com IBOPE, Nielsen, Comscore e o próprio MRC, e o guia se declara inspirado no MRC e na WFA.

  2. CENP credenciamento do Comscore Plan Metrix Multiplataforma, 16/04/2024 auditado

    comscore.com/Insights/Press-Releases/2024/4/Comscore-Plan-Metrix-Multiplaforma-e-credenciado-pelo-CENP

  3. Cenp Guia Cenp de Mensuração Cross Media, datado abr/2026, lançado em 05/05/2026 fonte primária

    cenp.com.br/guia-cenp-de-mensuracao-cross-media

    ressalvas de método

    Grupo Especial de Integração de Métricas de Audiência, no âmbito do NQT, desde mai/2024; mais de 20 profissionais dos quatro pilares, 19 reuniões técnicas em 18 meses; Kantar, Nielsen, Comscore e MRC entre convidados externos. Coordenação de Boaventura Junior, diretor de mídia da Galeria. Caráter não normativo declarado. Alinhado a MRC (2019) e WFA (2020 e 2023).

    Sustenta o parágrafo novo: define impressão visualizável como OTS, avisando que não significa exposição de usuário único; define Impacto como Alcance × Frequência.

    Fundado por ex-profissionais do IBOPE Media. O IRP Rádios já era credenciado.

  4. eMarketer Cobertura da temporada de upfronts. estimativa

    emarketer.com/topics/category/upfronts

  5. Folha de S.Paulo “Pandemia e custo de transmissão levaram Globo a recusar pacote completo da Copa”, jul/2026 imprensa

    www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/07/pandemia-e-custo-de-transmissao-levaram-globo-a-recusar-pacote-completo-da-copa.shtml

    ressalvas de método

    Contratado ≠ exibido. A Folha, pós-torneio, registra que a Globo exibiu 55 jogos. O pacote contratado era de 52, número que aparece no Poder360 (nov/2025, no anúncio) e na Máquina do Esporte (jun/2026). O Lance (mar/2026) fala em 54; a Terra (jun/2026) em 64, internamente contraditório.

    Por isso o corpo usa “pouco mais da metade”. A formulação aberta é verdadeira sob todas as versões defensáveis. Cravar 55 obrigaria a explicar por que não é 52, dentro de um parágrafo cuja função é mostrar que as três emissoras contam unidades diferentes.

    O SBT está resolvido: 32. Confirmado em quatro fontes independentes, do anúncio do sublicenciamento com a LiveMode e a NSports (out/2025) à cobertura pós-torneio. Coerente com “um terço dos jogos da rival” no corpo.

    Nota da Globo à Folha: o pacote priorizou todos os jogos da seleção, a final, e metade das demais partidas.

    A Folha bloqueia leitura automatizada. A conferência foi feita em reprodução do mesmo texto no Jornal de Brasília, cruzada com Poder360, Máquina do Esporte, Lance e Terra. Conferir no original antes de fechar o arquivo de produção.

  6. IBOPE / SAM resultado da Copa auditado

    audienciaaovivo.com/post/sbt-bate-cazétv-na-audiência-da-copa-do-mundo-2026-torneio-perde-7-milhões-de-telespectadores

  7. IBOPE, divulgado pela Globo balanço de audiência da Copa de 2026, comunicado de 21/07/2026 auditado

    telaviva.com.br/22/07/2026/grupo-globo-divulga-balanco-de-audiencia-de-seus-canais-na-copa-do-mundo-2026/

    ressalvas de método

    142,7 milhões de pessoas alcançadas somando TV Globo, SporTV e GE TV, com mais de 1,8 bilhão de horas assistidas, exibindo metade dos jogos. 33,5 milhões acompanharam a Copa exclusivamente pela Globo, 20,5% do público total do evento.

    A medição é do IBOPE, a divulgação é da Globo. Não é métrica autorreportada, ao contrário das contas únicas da CazéTV, que a plataforma conta sozinha. É essa diferença que o parágrafo do corpo põe lado a lado, e por isso o texto diz “pelo IBOPE” desde 12/09/2026.

    O comunicado não nomeia os concorrentes. Fala em “concorrente de streaming” e “concorrente de TV aberta”, com alcance 58% e 75% superior. Quem nomeia CazéTV e SBT é a imprensa.

    O número acumulado esconde uma queda. O alcance médio por jogo caiu de 32 milhões em 2022 para 22 milhões em 2026, redução de 32%, com metade das partidas fora da TV aberta. Alcance de torneio e média por partida são leituras diferentes do mesmo evento, e o comunicado escolhe a que favorece.

    Cobertura: Meio & Mensagem, Máquina do Esporte, propmark e Sport Insider, todos de 21 a 23/07/2026.

  8. IRP — Instituto Reality de Pesquisas Credenciamento do IRP TV pelo CENP, 31/03/2025 imprensa

    coletiva.net/noticias/cenp-credencia-irp-tv-como-nova-ferramenta-de-medicao-de-audiencia

    ressalvas de método

    Instituto de Porto Alegre, fundado por ex-profissionais do IBOPE Media. Filiado à Abep, registrado no CONRE da 4ª Região. Fundador e diretor Domício Torres (52 anos de pesquisa, 36 no IBOPE do RS e SC); equipe inclui Sidney Fernandes (estatístico, 45 anos de IBOPE Media) e Alexandre Crivellaro (23 anos de IBOPE Media, criador do EasyMedia e do EasyPlanning). O IRP Rádios já era credenciado.

    Metodologia diferente da do IBOPE. O IRP TV apura consumo de TV de pessoas com dez anos ou mais por entrevista pessoal, 100% nas residências — não é peoplemeter. São dois os institutos credenciados pelo CENP para medir audiência de TV no Brasil, com réguas incomparáveis.

    Uso em campo: em set/2025, o SCC SBT divulgou vice-liderança estadual em Santa Catarina com base em apuração do IRP.

  9. MARCONDES, Pyr (Macuco Tech Ventures) TV/BR OS — proposta de sistema operacional brasileiro de mensuração de televisão. análise setorial

    tvbros.co

    ressalvas de método

    Arquitetura complementar de mensuração: painel calibrado por big data, TV conectada e clean rooms.

    Apresentada em “Crise da mensuração da TV no Brasil II”, no LinkedIn — linkedin.com/posts/pyrmarcondes_crise-da-mensuração-da-tv-no-brasil-ii-activity-7457822209533902851-yiZf

    O site do projeto esteve fora do ar em agosto de 2026, por manutenção. O endereço é o canônico da proposta.

    Vem de consultoria, sem chancela de entidade — como o próprio corpo registra ao compará-la com o guia do CENP.

    Pyr Marcondes foi diretor editorial do Grupo Meio & Mensagem e é embaixador da eMarketer no Brasil desde setembro de 2025. Escreve sobre crise de mensuração no M&M desde ao menos 2019; em “Ou temos métricas ou não teremos indústria” (02/12/2024) afirma que a indústria “anda desgovernada, sem métricas consensuais que se constituam em indicadores basais institucionalizados”.

  10. Marketing Brew “Heading into upfronts, the accreditation of a major TV measurement product remains in limbo”, 09/03/2026 imprensa

    marketingbrew.com/stories/2026/03/09/nielsen-big-data-panel-measurement-accreditation-media-rating-council

  11. Marketing Brew “Nielsen measurement accreditation faces uncertain future—again”, 07/10/2025 imprensa

    marketingbrew.com/stories/2025/10/07/nielsen-measurement-accreditation-faces-uncertain-future-again

    ressalvas de método

    Registra o início da revisão em setembro de 2025 e a votação sobre retirar o credenciamento ou dar 60 dias a mais.

  12. Media Rating Council MRC Releases Update on the MRC-Accredited Nielsen National Big Data + Panel, 03/03/2026 fonte primária

    mediaratingcouncil.org/sites/default/files/News/GI052726%20-%20MRC%20Releases%20Nielsen%20National%20Big%20Data%20+%20Panel%20Status%20Update%20.pdf

    ressalvas de método

    Aponta “mudanças aparentemente incomuns” nas estimativas de audiência, incluindo queda de dois dígitos em adultos de 25 a 54 anos. Ajustes de modelagem e ponderação previstos para abril de 2026.

  13. MediaPost “MRC Blows Whistle On Nielsen Big Data + Snafu”, 05/03/2026 imprensa

    mediapost.com/publications/article/413270/mrc-blows-whistle-on-nielsen-big-data-snafu.html

  14. MoffettNathanson US TV and Connected TV Ad Spending Forecasts — série semestral, via eMarketer. estimativa

    emarketer.com/topics/category/MoffettNathanson

    ressalvas de método

    Estimava que o Prime Video com anúncios passaria de US$ 2 bilhões em 2025.

    A casa também registra que o YouTube está sub-monetizado na TV apesar de liderar em minutos de streaming, e que deve ultrapassar a Disney (fora parques) em receita global de mídia.

  15. MRC Viewable Ad Impression Measurement Guidelines auditado

    iab.com/wp-content/uploads/2015/06/MRC-Viewable-Ad-Impression-Measurement-Guideline.pdf

    ressalvas de método

    50% dos pixels por um segundo em display, dois segundos em vídeo. Display grande (242.500+ pixels): 30% por um segundo.

  16. MRC MRC Reinstates Accreditation of Nielsen National Television Service, 17/04/2023 fonte primária

    mediaratingcouncil.org/sites/default/files/News/Accreditation-Matters/041723_Nielsen_Natl_Statement_Final.pdf

    ressalvas de método

    A suspensão foi imposta em setembro de 2021, depois de a Nielsen admitir subcontagem de audiência no início da pandemia, e durou 19 meses.

    A reinstauração não cobriu tudo: ficaram de fora o componente digital do serviço nacional (dTVR) e o serviço de mercados locais, que seguiu suspenso. Cobertura: Forbes (01/09/2021), Marketing Brew e Adweek (17/04/2023).

  17. Netflix Resultados do 4º trimestre de 2025 e do 2º trimestre de 2026, cartas aos acionistas. auditado

    exame.com/marketing/netflix-mira-us-3-bi-em-publicidade-e-amplia-disputa-com-youtube-e-streamings/

    ressalvas de método

    Receita publicitária de US$ 1,5 bilhão em 2025, alta de 2,5 vezes, com projeção de US$ 3 bilhões em 2026. Terceiro ano do plano com anúncios, agora com tecnologia própria — antes operada em parceria com a Microsoft. Mais de 94 milhões de pessoas por mês no plano com anúncios.

    O achado que é o capítulo em ato: a Netflix vai reduzir a frequência do relatório de engajamento. A partir de 2027, o What We Watched sai uma vez por ano, e a carta aos acionistas declara o motivo: “manter o foco nas nossas principais métricas financeiras — receita e lucro operacional”. A plataforma que projeta US$ 3 bi em publicidade está publicando menos sobre quanto se assiste.

    Contexto: a decisão vem depois de relatos de que a audiência das séries cai após a primeira temporada. No 1º semestre de 2026 foram 97 bilhões de horas assistidas.

    325 milhões de assinaturas pagas no 4º tri de 2025; receita total de US$ 12,1 bi no trimestre, alta de 18%. Declaração de Greg Peters, co-CEO. Cobertura: Times Brasil/CNBC, 16/07/2026 — timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/netflix-mantem-receita-e-lucro-em-linha-com-previsoes/

    A matemática do ARPU: US$ 1,5 bi divididos por 312,5 mi de assinantes médios dá US$ 0,40 por usuário/mês; considerando que ~40% está no plano com anúncios, fica perto de US$ 1 (B9, 21/01/2026).

  18. Poder360 metodologias distintas na Copa imprensa

    poder360.com.br/copa-2026/audiencia-na-copa-globo-lidera-na-tv-e-cazetv-no-digital/

    ressalvas de método

    Preferida ao Terra/RD1, que traz frase quase idêntica com tom editorializado.

  19. Samba TV Gauging the Gap, abr/2026: streaming 57% contra 47% vendor

    samba.tv/resources/gauging-the-gap

    ressalvas de método

    A comparação válida é 47% contra 57%, e só ela. São duas réguas medindo o mesmo momento: Nielsen e Samba TV. O corpo trazia um terceiro número, 41,9%, cortado em 12/09/2026 — é a fatia do streaming em fevereiro de 2026 no Gauge da Nielsen, queda sazonal a partir dos 47,0% de janeiro, puxada pelo Super Bowl LX e pela Olimpíada de Milão-Cortina. Mesma fonte, mês diferente, não régua concorrente. Somá-lo aos outros dois confundia variação de calendário com divergência de método.

    Contexto que reforça o capítulo: o Gauge de fevereiro só saiu em meados de abril de 2026, depois de adiamentos, e o de março foi adiado de novo em meio à disputa de metodologia.

  20. The Current “Nielsen delays MRC-required fixes to TV currency beyond upfronts”, 05/03/2026 imprensa

    thecurrent.com/marketing-strategy-mrc-pushes-changes-nielsen-big-data-panel-upfront-season

    ressalvas de método

    Fonte da declaração de Sean Cunningham (VAB), que o corpo cita.

  21. The Desk “Media Rating Council questions Nielsen’s revised audience estimates”, 07/03/2026 imprensa

    thedesk.net/2026/03/media-ratings-council-questions-nielsens-revised-audience-estimates/

  22. The Medium Reafirmação do credenciamento pelo MRC, 27/05/2026. imprensa

    thedesk.net/2026/05/mrc-reaffirms-accreditation-for-nielsens-big-data-panels-currency/

    ressalvas de método

    O desfecho: o MRC REAFIRMOU o credenciamento em maio de 2026, após a Nielsen endereçar representação demográfica, metodologia de ponderação e modelagem de audiência.

    As quatro áreas exigidas pelo MRC em setembro de 2025: fonte independente de estimativa de universo · modelagem com atribuição demográfica mais precisa · simplificação da ponderação para reduzir erro-padrão · melhoria de segmentos sub-representados, como hispânicos e falantes de espanhol.

    A auditoria de 2025 segue aberta enquanto o MRC revisa as mudanças pendentes, previstas para 31/08/2026. Depois disso o conselho volta ao ciclo anual tradicional.

  23. TheWrap “Nielsen Big Data + Panel Ratings Measurement Approved by MRC”, 22/01/2025. imprensa

    thewrap.com/nielsen-big-data-panel-measurement-media-rating-council/

    ressalvas de método

    Contexto competitivo: a VideoAmp não é credenciada pelo MRC — é certificada pelo Joint Industry Committee. Comscore e iSpot.tv têm credenciamento do MRC. A Paramount rompeu com a Nielsen e adotou a VideoAmp.

    Declaração de Karthik Rao, CEO da Nielsen: painel de qualidade somado a dados de mais de 45 milhões de domicílios com smart TV e set-top box.

  24. TV Technology “MRC Raises Concerns About Nielsen National Big Data + Panel Television Service”, mar/2026 imprensa

    tvtechnology.com/insights/analysis/mrc-raises-concerns-about-nielsen-national-big-data-panel-television-service

  25. Variety “Nielsen’s Big Data + Panel Technology Wins Accreditation Ahead of TV Upfront”, 22/01/2025. imprensa

    variety.com/2025/01/tv/nielsen-big-data-panel-technology-mrc-accreditation-1236277479/

    ressalvas de método

    Declaração de George Ivie, CEO do MRC: “Aprovamos a integração de big data, e essa metodologia combinada pode ser considerada credenciada pelo MRC.” Primeira vez que o MRC credencia produto híbrido de painel e big data com estimativa por pessoa.

A mea culpa de um melhor ouvinte ausente

8 fontes

  1. Current “NPR reports ‘exceptional’ performance of digital revenue-sharing programs”, por Tyler Falk, novembro de 2025 imprensa especializada em mídia pública

    current.org/2025/11/npr-reports-exceptional-performance-of-its-digital-revenue-sharing-programs/

    ressalvas de método

    Receita total dos programas do NPR Network passou de US$ 30 milhões no ano fiscal de 2025. 375 mil doadores ativos, 100 mil diretos para emissoras. 60% dos doadores novos na mídia pública. Mais US$ 2,2 mi de repasse direto a emissora preferida e US$ 1,7 mi em doações filantrópicas para redações regionais. Declarações de Katherine Maher (CEO) e Moffett.

    A matéria carrega NOTA DE CORREÇÃO com DUAS partes: (1) a versão original dizia US$ 18 milhões, que é o valor repassado às organizações associadas; o total, incluindo a parte da NPR, passa de 30 milhões. (2) a versão original dizia que as doações vinham da página do NPR.org; na verdade vieram de todas as plataformas digitais da NPR. A fonte corrigiu-se publicamente nos dois pontos — vale registrar.

    “Receita digital”, não “doações”. Os programas do NPR Network reúnem doações à Network, doações às emissoras via plataformas digitais e assinaturas do NPR+. Chamar o total de doação apaga a assinatura, que é receita recorrente de produto — o argumento mais forte para o capítulo.

    Atribuição: Bryan Moffett (COO da National Public Media) reportou os resultados de fim de ano fiscal; os US$ 9,3 milhões de doações diretas vieram da fala de Katherine Maher ao conselho. Verificado por leitura integral em 31/08/2026.

    A decomposição dos mais de US$ 30 milhões (FY25): US$ 18 milhões vão para as organizações associadas (member organizations). Desses, US$ 9 milhões vêm de doações à NPR Network e de assinaturas de podcasts via NPR+ — quase cinco vezes o total de FY24. Outros US$ 9,3 milhões de doações diretas a 143 emissoras pelas plataformas da NPR, contra US$ 2 milhões em FY24.

    O modelo de partilha: a NPR divide metade das doações à Network com as emissoras, e 20% da receita de assinaturas do NPR+. Trinta e uma emissoras receberam distribuições equivalentes à própria taxa de associação de 2025.

    60% dos doadores são novos na mídia pública — “que era exatamente o objetivo do programa: trazer doadores novos para o sistema”, disse Bryan Moffett, COO da National Public Media. A iniciativa nasceu em 2022, com a meta de dobrar a base de associados das emissoras.

    Mais US$ 2,2 milhões de doadores que especificaram repasse direto à emissora preferida e US$ 1,7 milhão em doações filantrópicas para redações regionais. O conselho aprovou US$ 8 milhões de alívio de taxas às emissoras após o corte de verba federal.

    Contexto posterior: em 16/04/2026 a NPR anunciou doações filantrópicas de mais de US$ 110 milhões, incluindo a maior de um doador vivo na história da organização.

  2. Grupo Estado comunicado sobre a Rádio Eldorado, abr/2026

    estadao.com.br/midia-mkt/estadao-faz-comunicado-sobre-radio-eldorado/

  3. IBOPE Data Stories · Inside Audio 2025, 48ª edição, 28/08/2025 auditado

    kantaribopemedia.com/conteudo/92-dos-brasileiros-consomem-audio-em-multiplos-formatos-mostra-inside-audio-2025/

    ressalvas de método

    92% da população ouviu rádio, música, streaming ou podcast nos últimos 30 dias. Rádio com 79% de alcance nas principais regiões metropolitanas, média diária de 3h47 entre ouvintes. Belo Horizonte 87%, Porto Alegre 84%, Fortaleza 81%.

    Multiplataforma — a série completa: 70% da audiência ainda ocorre via AM/FM, com 33% no YouTube, 16% em streaming de áudio, 13% no aplicativo da emissora e 12% nas redes sociais da emissora. Via cobertura do MídiaCom RJ, 01/09/2025.

    Os 70% são da audiência DE RÁDIO, não do áudio em geral. O estudo mede como o ouvinte de rádio consome rádio — dial, YouTube, app, redes. Não compara rádio com Spotify ou podcast.

    Os quatro canais digitais são da própria emissora. App e redes sociais da emissora são o dial em outra plataforma, não território fora do alcance dele.

    São 13 regiões metropolitanas, não o país. O release diz “da população”, mas a base são as regiões pesquisadas.

    É alcance de 30 dias, não hábito diário. “Ouviu algum áudio em 30 dias” é o denominador mais largo possível.

    Declaração de Adriana Favaro, VP de Negócios. Dados também no domínio fifty5blue.com — a Kantar Media global virou Fifty5Blue após a aquisição pela H.I.G. Capital; no Brasil a marca voltou a ser IBOPE.

  4. JUNIOR, Gonçalo “Eldorado, a rádio dos melhores ouvintes, está de volta — em nova frequência e com novidades”. Estadão, 10/09/2026. Retorno em 107,9 FM no dia 7 de outubro imprensa

    estadao.com.br/cultura/eldorado-a-radio-dos-melhores-ouvintes-esta-de-volta-em-nova-frequencia-e-com-novidades

    ressalvas de método

    Retorno em 107,9 FM no dia 7 de outubro de 2026, quatro meses depois da saída. Curadoria musical no centro, áudio ininterrupto no site e no app do Estadão, e programas falados ao vivo em vídeo no YouTube — Jornal Eldorado com Haisem Abaki, e programa novo das 19h com Juliana Wallauer, criadora do Mamilos.

    A Porto entra como patrocinadora. Declaração de Luiz Arruda, VP comercial e marketing do Grupo Porto: a Eldorado é ativo cultural e histórico da sociedade paulista que deve ser preservado. A empresa comprou os naming rights e decidiu não exercer — a rádio mantém o nome original.

    Intermediação de Paulo Lima, fundador da Trip Editora e apresentador do Trip FM. Declaração de Erick Bretas, CEO do Estadão, sobre os ouvintes que foram à rua. Emanuel Bomfim, diretor artístico: são os ouvintes que têm a rádio, não a rádio que tem os ouvintes.

    O Estadão bloqueia leitura automatizada. A URL confere e a matéria foi lida em PDF fornecido pelo autor. Mesma situação da matéria impressa da Valeria Contado e do relatório do NetLab.

    A empresa é Porto, não Porto Seguro. Mudou de nome em 2021; o executivo é do Grupo Porto.

    Sustenta a nota de fechamento do capítulo. Confirma o que o corpo argumenta — a transposição para onde a escuta migrou —, feita quatro meses depois de desligar.

  5. KCRW Página de membros fonte primária

    kcrw.com/become-a-member

  6. LAURELLI, Giovana “Documentário mostra bastidores dos dias finais da Rádio Eldorado”. Rolling Stone Brasil, 21/05/2026 imprensa

    rollingstone.com.br/noticia/documentario-mostra-bastidores-dos-dias-finais-da-radio-eldorado/

  7. Quu Inc 2026 In-Vehicle Visuals Report, 3ª edição, 14/04/2026 vendor

    myquu.net/quu-unveils-the-2026-in-vehicle-visuals-report/

    ressalvas de método

    As duas cifras vêm da cobertura (Radio Ink, 14/04/2026), não do release.

  8. TELLIS, Felipe O Fim da Rádio Eldorado. Documentário, YouTube, 17/05/2026 fonte primária

    youtube.com/watch?v=ZzBpNDnKCS4

O Sherpa e o Território

1 fonte

  1. KORZYBSKI, Alfred “A Non-Aristotelian System and its Necessity for Rigour in Mathematics and Physics”. New Orleans, 28/12/1931. Reimpresso em Science and Sanity, 1933, p. 747-761 acadêmico

    en.wikipedia.org/wiki/Science_and_Sanity

A busca que ninguém clica

24 fontes

  1. Adobe Adobe Analytics — tráfego vindo de IA generativa para sites de varejo nos Estados Unidos. vendor

    blog.adobe.com/en/publish/2025/03/17/adobe-analytics-traffic-to-us-retail-websites-from-generative-ai-sources-jumps-1200-percent

    ressalvas de método

    Alta de 1.200% em março de 2025, sobre base de mais de um trilhão de visitas a sites de varejo americanos. No 1º trimestre de 2026, alta de 393% na comparação anual.

    Recorte: varejo, Estados Unidos.

    Disponível, e é uma virada forte: em março de 2025 o tráfego vindo de IA convertia 38% pior que o não-IA; em março de 2026, converte 42% melhor. Cerca de oitenta pontos percentuais de virada em um ano. Gera 37% mais receita por visita e 48% mais tempo no site.

  2. AGGARWAL, Pranjal; MURAHARI, Vishvak; RAJPUROHIT, Tanmay; KALYAN, Ashwin; NARASIMHAN, Karthik; DESHPANDE, Ameet “GEO: Generative Engine Optimization”. KDD 2024 — Proceedings of the 30th ACM SIGKDD Conference on Knowledge Discovery and Data Mining, p. 5-16. acadêmico

    doi.org/10.1145/3637528.3671900

    ressalvas de método

    O paper que cunhou o termo GEO, publicado no arXiv em 16/11/2023 (arxiv.org/abs/2311.09735) e apresentado no KDD 2024, em Barcelona.

    Introduz o GEO-BENCH: 10 mil consultas em oito domínios, cada uma pareada com as fontes que um motor generativo usaria. Testou nove estratégias de conteúdo; cinco elevam a taxa de citação em até 40%. Wording próprio, estatísticas específicas, citações nomeadas e voz autoritativa são o que funciona.

    A formulação acadêmica do argumento do capítulo: o motor generativo cria um problema de três interessados. Na busca tradicional havia dois ganhadores — o usuário, que acha, e o buscador, que vende anúncio. O criador de conteúdo era o terceiro, e recebia tráfego em troca de ser indexado. Com o motor generativo, “o criador tem pouco ou nenhum controle sobre quando e como seu conteúdo é exibido”.

    Atribuição: o autor principal, Pranjal Aggarwal, é do IIT Delhi. Murahari, Narasimhan e Deshpande são de Princeton; Rajpurohit, da Georgia Tech; Kalyan, do Allen Institute. É colaboração, não “estudo de Princeton” — como parte da cobertura o chama.

  3. Ahrefs AI Overviews Reduce Clicks, abril de 2025, atualizado em dezembro de 2025 vendor

    ahrefs.com/blog/ai-overviews-reduce-clicks/

    ressalvas de método

    300 mil keywords do Ahrefs Keywords Explorer — 150 mil com resposta gerada, 150 mil informacionais sem —, com dados agregados do Search Console. Por Ryan Law e Xibeijia Guan.

    A série é o argumento: abril de 2025 mediu 34,5%; dezembro de 2025 mediu 58%. O número quase dobrou em oito meses.

    O efeito diminui na página: posição dois cai 50,8%, posição dez cai 19,4%. CTR da posição um em keywords com resposta gerada: 0,073% em dez/2023, 0,016% em dez/2025.

  4. Ahrefs LINEHAN, Louise. 67% of ChatGPT’s Top 1,000 Citations Are Off-Limits to Marketers, setembro de 2025. Das mil páginas mais citadas pelo ChatGPT, 71,7% têm visibilidade orgânica no Google e cerca de 28% não têm nenhuma vendor

    ahrefs.com/blog/chatgpts-most-cited-pages

    ressalvas de método

    Das mil páginas mais citadas pelo ChatGPT, 71,7% têm visibilidade orgânica no Google e cerca de 28% não têm nenhuma. É o número que o corpo usa. Wikipédia é o tipo de conteúdo mais citado, à frente de conteúdo educacional, home pages, listagens de aplicativo e blogs.

    A base é o TOPO, não uma amostra do que o ChatGPT cita em geral. São as mil páginas mais citadas em setembro de 2025, extraídas do Brand Radar. Mesmo tipo de recorte que separa a Amsive da Ahrefs na ficha de frescor: topo contra média.

    Vendor medindo com a própria ferramenta. A Ahrefs vende SEO, e o estudo alimenta o Brand Radar. A categorização das páginas por tipo foi feita com Claude, e a autora avisa que não é infalível.

    Existe leitura oposta, oferecida pelo próprio Ahrefs. Ryan Law, do mesmo time, especula que esses domínios podem ter estado fortemente representados nos dados de treino e depois terem sido derrubados por atualizações do Google. Se for isso, o número não mostra a máquina a descobrir o que o Google ignora — mostra a máquina a lembrar do que o Google rebaixou. O corpo escreve “pode ser”, o que acomoda as duas leituras.

    Achados vizinhos, do mesmo estudo e da mesma casa: 67% das mil citações do ChatGPT são inacessíveis a marketing — só um terço é influenciável. Apenas 6,82% dos resultados do ChatGPT coincidem com o top 10 do Google. 2,38% das URLs citadas retornam 404, contra 0,84% no Google.

  5. Amsive Research Análise de frescor de citações por Lily Ray, VP de SEO e AI Search, apresentada no Tech SEO Connect 2026. vendor

    amsive.com/insights/author/lily-ray/

    ressalvas de método

    50% do conteúdo MAIS CITADO tem menos de treze semanas. É o número que o corpo usa.

    A divergência com a Ahrefs se resolve pelo recorte: a Amsive mede o topo — o conteúdo mais citado. A Ahrefs mede a média de 16,9 milhões de URLs citadas, e encontra 1.064 dias. São perguntas diferentes: “o que mais aparece” contra “qual a idade média do que aparece”.

    O detalhe fino da Ahrefs: as citações de IA são 25,7% mais frescas que o orgânico — 1.064 dias contra 1.432. Mas os AI Overviews do Google preferem o mais velho: média de 1.432 dias, quase idêntica ao orgânico. ChatGPT e Perplexity puxam fresco; o AI Overview puxa o mesmo que a lista.

    A frase que fecha o argumento, de Lily Ray: “vemos uma mudança em que completude temática correlaciona a 0,77 com probabilidade de citação, enquanto volume bruto de páginas tem correlação mínima.”

    Outros recortes: Onely mede 76,4% das páginas mais citadas pelo ChatGPT atualizadas nos últimos 30 dias. SE Ranking: conteúdo atualizado em três meses recebe 6 citações contra 3,6 das páginas antigas. AI Overviews puxam 85% das citações de conteúdo publicado ou atualizado nos últimos dois anos.

    A própria Lily Ray adverte: frescor deve ser substantivo, não cosmético — republicar data não compra citação.

  6. Bain & Company Goodbye Clicks, Hello AI: Zero-Click Search Redefines Marketing, fevereiro de 2025 consultoria

    bain.com/insights/goodbye-clicks-hello-ai-zero-click-search-redefines-marketing/

    ressalvas de método

    Pesquisa Bain com Dynata, dezembro de 2024, 1.117 consumidores americanos. 80% dos consumidores dependem de resultados gerados por IA em pelo menos 40% das buscas. Tráfego orgânico caiu entre 15% e 25% em muitos setores.

    CORREÇÃO DE ATRIBUIÇÃO — os 83% podem NÃO ser da Bain. As coberturas divergem: algumas creditam os 83% de zero-click com AI Overview à Bain-Dynata; outras creditam à Similarweb. A pesquisa Bain-Dynata mede comportamento declarado (80% dependem de IA em 40% das buscas); os 83% são medição de clickstream, que é outra metodologia.

    A Bain publicou pesquisa posterior, set/2025, n=1.500: zero-click para 70% dos usuários. Número diferente, safra diferente.

  7. Chartbeat, via Axios “Exclusive: Small publishers hit hardest by search traffic declines”. Axios, 17/03/2026 vendor

    axios.com/2026/03/17/chartbeat-search-traffic-ai-chatbots

    ressalvas de método

    Páginas vistas vindas do Google Search caíram 34% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025; o Google Discover caiu 15%. Por porte de veículo em dois anos: 60% nos pequenos, 47% nos médios, 22% nos grandes. O total de páginas vistas da rede caiu só 6%.

    A Chartbeat é vendor — vende medição aos veículos. Os dados foram entregues com exclusividade ao Axios, e é essa a cadeia de atribuição que sustenta o uso.

  8. Conversion Levantamento sobre uso de IA generativa como canal de pesquisa no Brasil, 2º semestre de 2025. estimativa

    laje-ac.com.br/geo-generative-engine-optimization-marca-escolhida-pela-ia

    ressalvas de método

    41% dos brasileiros com acesso à internet já usavam ferramentas de IA generativa como canal principal de pesquisa antes de decisões de compra de maior valor. Levantamento posterior da mesma casa põe em mais de 93% os que já usaram ChatGPT ou Gemini ao menos uma vez.

    Contexto brasileiro adicional: mais da metade da população usou IA generativa em 2025, e o Brasil está entre os três países com maior uso semanal do ChatGPT no mundo (via Alura).

    URL é de cobertura. A publicação original da Conversion não foi localizada — vale buscar em conversion.com.br.

  9. DemandSage Agregador de estatísticas de plataformas. ChatGPT com 900 milhões de usuários semanais em fevereiro de 2026. agregador

    demandsage.com/chatgpt-statistics/

    ressalvas de método

    Agregador, não fonte primária. O número de 900 milhões é da própria OpenAI, fevereiro de 2026 — contra 400 milhões em fevereiro de 2025.

    A DemandSage também registra o Perplexity: de 230 milhões de consultas mensais em meados de 2024 para 780 milhões em maio de 2025.

  10. Gartner Predicts 2024, 19/02/2024 estimativa

    gartner.com/en/newsroom/press-releases/2024-02-19-gartner-predicts-search-engine-volume-will-drop-25-percent-by-2026

  11. GroupM / WPP Media This Year Next Year — Global Ad Forecast. Edição de fim de 2025 e midyear de 16/06/2026. vendor

    wppmedia.com/thought-leadership/this-year-next-year/midyear-2026

    ressalvas de método

    Investimento digital global de US$ 835,82 bilhões em 2026, 68,7% de toda a publicidade. Busca com cerca de 40% do digital, seguida de social (~32%), display (~18%) e vídeo (~10%).

    A GroupM virou WPP Media. O This Year Next Year sai agora sob a nova marca. São a mesma casa — os 72,9% de “pure-play digital” atribuídos à WPP Media vêm da mesma série.

    DIVERGÊNCIA DE SAFRA: o relatório de meio de ano de 2026 projeta US$ 1,3 trilhão de receita publicitária global, com crescimento de 5,1%. O número que o livro usa é da edição anterior.

    A MAGNA agrega busca com retail media em US$ 357 bi.

  12. Histórico do AdWords Lançado em 23/10/2000 com 350 anunciantes e CPM de tabela fixa; AdWords Select, com preço por clique e ranking por lance × taxa de cliques, em fevereiro de 2002. auditado

    ressalvas de método

    Lançado em 23/10/2000, com 350 anunciantes e CPM de tabela fixa — US$ 15, 12 e 10 conforme a posição, sempre à direita. AdWords Select em fevereiro de 2002, com preço por clique, lance mínimo de US$ 0,05 e ranking por lance × taxa de cliques.

    Sem URL por natureza: reconstituição histórica de várias fontes. Não é lacuna de apuração.

  13. INDIG, Kevin (Growth Memo) The science of how AI pays attention, fevereiro de 2026. imprensa especializada

    growth-memo.com/p/the-science-of-how-ai-pays-attention

    ressalvas de método

    30 domínios concentram 67% de todas as citações do ChatGPT dentro de cada vertical. Base: 1,2 milhão de respostas do ChatGPT, 98 mil linhas de citação, sete verticais (finanças, saúde, educação, tecnologia e outras), com a plataforma Gauge. Em comparações de produto, os dez mais citados capturam 46%.

    A frase que resume: a IA lê como “um editor apressado, não um estudante paciente”.

    58% das páginas citadas aparecem UMA ÚNICA VEZ no conjunto — o sistema descarta a maior parte do que recupera antes de escolher o que citar. A concentração é comparável à do ranking orgânico do Google.

    Extensão correlaciona com citação: páginas acima de 20 mil caracteres recebem em média 10,18 citações, contra 2,39 das abaixo de 500. A melhor faixa fica entre 5 e 10 mil caracteres.

    Também documenta que os dados do Google Search Console são ~75% incompletos — o Google filtra três quartos das consultas antes de chegarem ao painel do publisher.

    Cobertura brasileira: Conversion, 25/03/2026 — conversion.com.br/blog/chatgpt-citacoes-dominios-concentracao-2/

  14. MAGNA Global Advertising Forecast — atualizações semestrais, 70 mercados, desde 1950. vendor

    ipgmediabrands.com/magna-advertising-forecast-media-innovation-to-propel-the-global-ad-market-towards-the-trillion-mark/

    ressalvas de método

    A MAGNA FOI EXTINTA. Em dezembro de 2025, a Omnicom absorveu a IPG Mediabrands e consolidou as capacidades da MAGNA dentro da Omnicom Media. A previsão pública “deve ser retrabalhada” — sem garantia de que volte a ser publicada.

    E o efeito é maior: a Zenith (Publicis) já havia encerrado suas previsões públicas. Restam duas holdings publicando: a WPP Media, com atualizações semestrais, e a Dentsu, com atualização anual. Menos réguas públicas num mercado que já não converge.

    Busca e retail media somados: US$ 357 bilhões, alta de 8% (jun/2025). Plataformas digitais em US$ 715 bi. Redes sociais em US$ 242 bi (+11%). Vídeo curto em US$ 80 bi (+7%). Mídia tradicional caindo 3%, para US$ 264 bi.

    O número da busca é AGREGADO com retail media — não serve para a passagem dos “trezentos bilhões”, que é da GroupM/WPP Media.

    Contexto: os EUA concentram 40% do investimento publicitário global e gastam US$ 1.129 por consumidor ao ano — sete vezes a média global de US$ 161. Metodologia: análise de balanços públicos, relatórios governamentais, dados de associações e expertise local em 70 mercados, cobrindo 95% da economia mundial.

    Cobertura: Marketing Dive, 17/06/2025. Extinção: MediaPost, 01/12/2025 — mediapost.com/publications/article/411054/omnicom-media-sunsets-mediabrands-kiernan-magna.html

  15. Ozone, via Digiday Benchmarking de oferta de inventário do 2º trimestre de 2026, divulgado em 15/07/2026 vendor

    ppc.land/publishers-threaten-to-cut-google-off-as-ad-supply-falls-40/

    ressalvas de método

    Cerca de 20 bilhões de impressões de veículos premium, entre eles Guardian, News UK e Wall Street Journal. Volume de requisições de anúncio em queda anual de 32% a 37% nos Estados Unidos e de 39% a 41% no Reino Unido, entre abril e junho. Investimento programático do grupo caiu 30,6% no primeiro semestre.

    Os 41% são o teto da faixa e são do Reino Unido. O corpo diz “até 41%”, que é a leitura correta.

    A Ozone é vendor e opera a tecnologia de anúncios dos próprios veículos citados. O dado chega por terceiro, o Digiday, que recebeu os números com exclusividade.

  16. Pew Research Center Google Users Are Less Likely to Click on Links When an AI Summary Appears in the Results, 22/07/2025 acadêmico

    pewresearch.org/short-reads/2025/07/22/google-users-are-less-likely-to-click-on-links-when-an-ai-summary-appears-in-the-results/

    ressalvas de método

    Comportamento de navegação de 900 adultos americanos em março de 2025, sobre 68.879 buscas. Clique em resultado tradicional: 8% das visitas com resumo de IA, 15% sem ele. Clique em link dentro do próprio resumo: 1%. Sessão encerrada logo depois: 26% contra 16%.

    O Google contesta a metodologia, e diz que o volume de cliques orgânicos se manteve estável ano a ano.

  17. Poder360 “OpenAI inicia operação no Brasil e anuncia parcerias”, 18/08/2026 imprensa

    poder360.com.br/poder-tech/openai-inicia-operacao-no-brasil-e-anuncia-parcerias/

  18. SACCHITIELLO, Bárbara “ChatGPT começa a exibir anúncios aos usuários do Brasil”. Meio & Mensagem, 04/08/2026 imprensa

    meioemensagem.com.br/midia/chatgpt-comeca-a-exibir-anuncios-aos-usuarios-do-brasil

    ressalvas de método

    Fonte de “independência de resposta”, termo interno da OpenAI dado por Dave Dugan, head of global ads solutions, em entrevista ao M&M. Brasil é o 8º mercado; anúncios desde 04/08/2026; testes nos EUA desde fev/2026. Parceiros do piloto: BETC Havas, Monks, Omnicom, Publicis Groupe e WPP — não “as cinco maiores redes do país”.

  19. Safari Digital Medição de prevalência de resposta gerada nas buscas. vendor

    seoscaleup.com/blog/ai-overviews-statistics-2026/

    ressalvas de método

    Os 21% são o recorte MAIS CONSERVADOR de todos. As medições variam de 15,69% (Semrush) a 48% (BrightEdge), e o próprio Google divulga “cerca de 50%” das buscas americanas (fev/2026).

    A faixa mais defensável é de 20% a 50%, com conjuntos de palavras informacionais na ponta alta e conjuntos mistos ou transacionais na baixa. Cada casa usa keyword set, geografia, mix de dispositivo e método de detecção diferentes.

    Faixa larga. Os 21% são defensáveis, mas ficam na ponta baixa — e o número declarado pelo próprio Google é mais que o dobro.

  20. Seer Interactive AIO Impact on Google CTR: September 2025 Update vendor

    searchengineland.com/google-ai-overviews-drive-drop-organic-paid-ctr-464212

    ressalvas de método

    Base: 3.119 consultas informacionais, 42 organizações, 25,1 milhões de impressões orgânicas e 1,1 milhão de pagas, entre junho de 2024 e setembro de 2025. Dados de Google Search Console, Google Ads e rastreador próprio.

    CTR orgânico de 1,76% para 0,61% (queda de 61%); pago de 19,7% para 6,34% (queda de 68%). Mesmo em consultas sem resposta gerada, o CTR orgânico caiu 41%.

    Disponível: marcas citadas dentro da resposta gerada recebem 35% mais cliques orgânicos e 91% mais cliques pagos que as não citadas.

  21. Semrush / Datos Zero-Click Searches Study, análise de clickstream em Estados Unidos e União Europeia. vendor

    semrush.com/blog/zero-click-searches/

    ressalvas de método

    58,5% das buscas americanas e 59,7% das europeias terminam sem clique. Para cada mil buscas no Google nos EUA, cerca de 360 cliques chegam à web aberta.

    Recorte: keywords de desktop americano com mais de cem buscas mensais. A SparkToro mede 65% no mesmo período, com painel mais amplo — não é erro, é fatia diferente do mesmo mercado.

    A Semrush também mede volatilidade da presença de resposta gerada: 6,49% das consultas em janeiro de 2025, pico de ~25% em julho, queda para 15,69% em novembro depois de o Google recalibrar.

  22. Similarweb The Most Cited Domains by LLMs, por Maayan Zohar Basteker. Publicado em 14/04/2026, com dados de janeiro e fevereiro de 2026 estimativa

    aisearch.similarweb.com/blog/most-cited-domains-llms/

    ressalvas de método

    Cerca de 600 mil eventos de citação, nos Estados Unidos, em ChatGPT e Google AI Mode. No ChatGPT: wikipedia.org 13,15%, reddit.com 11,97%, openai.com 6,21%. Os dois primeiros somam mais de 25% de todas as citações medidas, e nenhum outro domínio passa de 3%.

    A data de publicação não é a data do dado. Publicado em abril, medido em janeiro e fevereiro. O corpo dizia “abril de 2026” e foi corrigido em 12/09/2026.

    O recorte é ChatGPT, nos Estados Unidos. No Google AI Mode a liderança é outra: Fandom.com na frente, depois Wikipedia e YouTube. Não generalizar para toda máquina de resposta.

    A ordem virou depois. Em junho de 2026, o Ahrefs Brand Radar põe Reddit em 29,4% contra 15,0% da Wikipedia. Os dois nomes seguem no topo — a afirmação do corpo sobrevive —, mas a posição relativa se inverteu em cinco meses. É por isso que o corpo diz que a ordem varia.

  23. TechCrunch “OpenAI is shutting down Atlas, but its AI browser ambitions are still growing”, 09/07/2026. imprensa

    techcrunch.com/2026/07/09/openai-is-shutting-down-atlas-but-its-ai-browser-ambitions-are-still-growing/

    ressalvas de método

    A frase que fecha o argumento, de James Sun (OpenAI): pedir às pessoas que trocassem de navegador foi “muito mais difícil do que só construir os recursos de que elas precisavam diretamente” nos produtos que já usavam. O TechCrunch resume: a OpenAI passou a ver o navegador como recurso, não como produto.

    Windows, iOS e Android foram anunciados e nunca lançados, nem em beta pública. O Atlas ficou só no macOS.

    Contexto: o Chrome tem ~70% do mercado global de navegadores (Statcounter, junho de 2026). A decisão veio depois de Fidji Simo, CEO de aplicações, mandar os times cortarem “side quests” — a mesma diretriz que encerrou o Sora em março de 2026.

    Os recursos agênticos migraram para ChatGPT Work, para o modo navegador do app desktop e para uma extensão do Chrome.

  24. Teste próprio do autor Consulta a Gemini, Perplexity e ChatGPT sobre cerveja e churrasco, agosto de 2026. observação do autor

    ressalvas de método

    Gemini/Heineken, Perplexity/Spaten, ChatGPT/Eisenbahn. Brahma em segundo nos dois primeiros, ausente no terceiro, que trouxe link de compra de um SKU premium.

    Não é fonte externa: é observação datada. Os modelos mudam de comportamento a cada versão.

    Sem URL por natureza: observação do autor, não publicada. Não é lacuna de apuração.

Retail media: a terceira força

14 fontes

  1. “As estratégias por trás das datas duplas da Shopee” Meio & Mensagem, 25/07/2025 imprensa

    meioemensagem.com.br/marketing/as-estrategias-por-tras-das-datas-duplas-da-shopee

    ressalvas de método

    Chegada da Shopee ao Brasil em 2020 com as datas duplas; 7.7 como aniversário no país. Corroboração: Exame, 30/07/2026, com declaração da empresa.

  2. “Assaí lança operação de retail media” Meio & Mensagem, 29/04/2024 imprensa

    meioemensagem.com.br/marketing/assai-lanca-operacao-de-retail-media

    ressalvas de método

    Fonte dos 35 milhões de clientes mensais, de Ambev e Mondelez como primeiras anunciantes, e do nascimento da operação dentro do núcleo de trade marketing, reformulado para a nova área. Vila Maria como primeira unidade; treze painéis por loja, no topo dos corredores, com as ofertas vigentes logo abaixo; plano de até 50 lojas em capitais até o fim de 2024. Jonatas Calábria, gerente de marketing, é a fonte nomeada.

    A matéria grafa “Modelez”; a marca é Mondelez.

  3. “Marketplaces investem em ações para o 9.9” Meio & Mensagem, 28/08/2025 imprensa

    meioemensagem.com.br/marketing/marketplaces-investem-em-acoes-para-o-9-9

    ressalvas de método

    Shein, Shopee e Mercado Livre no 9.9, com Double Date 9.9, Super Shopping Day e Liquida 9.9.

  4. “Walmart adquire fabricante de smart TVs Vizio por US$ 2,3 bilhões” Meio & Mensagem, 20/02/2024 imprensa

    meioemensagem.com.br/marketing/walmart-smart-tvs-vizio-por-us-23-bi

    ressalvas de método

    Primária disponível: release da Walmart de 03/12/2024, quando a compra fechou — corporate.walmart.com/news/2024/12/03/walmart-completes-acquisition-of-vizio

  5. Amazon Ads Brasil formatos interativos, 28/05/2026 fonte primária

    aboutamazon.com.br/noticias/entretenimento/agora-voce-pode-interagir-com-marcas-enquanto-assiste-streaming-sem-perder-nenhuma-cena

    ressalvas de método

    Três formatos (IVA, FITO, Pause Ads), disponíveis no Prime Video e em transmissões esportivas ao vivo como Copa do Brasil, Brasileirão e NBA. A página de produto do Amazon Ads confirma a separação: “adicionar ao carrinho” para marcas que vendem na Amazon, “enviar um e-mail” para as que não vendem.

  6. BCG How Retail Media Is Reshaping Retail estimativa

    bcg.com/publications/2022/how-media-is-shaping-retail

    ressalvas de método

    O 70%-90% é do BCG, não da McKinsey (que estima 50%-70%), e vale para canais próprios (onsite), não loja física. Offsite: 20%-40%.

  7. BELSKY, Jared / Acadia “Por que as marcas buscam retail e branding na mesma agência?”. Meio & Mensagem, 26/03/2026. imprensa

    meioemensagem.com.br/comunicacao/por-que-as-marcas-buscam-retail-e-branding-na-mesma-agencia

    ressalvas de método

    Os 40% são do inbound da Acadia, agência independente americana — não do mercado. “Neste ano, 40% das abordagens que a Acadia recebeu pediram explicitamente por agências que combinem retail e branding”, disse Jared Belsky, CEO e cofundador. Não confundir com um 40% da WARC, que é outro dado.

    O diagnóstico de por que é difícil, do próprio Belsky: o setor “há muito tempo treina funcionários em plataformas e varejistas individuais, resultando em especialistas com habilidades restritas”.

    Disponível, e enriquece o argumento: a agência Craft & Commerce mede mídia de marca e de varejo em conjunto, por testes geográficos, e observou que a combinação certa dos dois entrega desempenho melhor do que qualquer um isolado — declaração de Olivia Hawkins, VP de estratégia de mídia.

    Casos citados: a Acadia levou a conta de mídia da Kidde especificamente para unir as duas práticas; a Mars consolidou commerce dentro da conta de mídia com o Publicis. Ryan Kangisser, chief strategy officer da MediaSense: “as marcas estão começando a ver que há um enorme benefício em unir essas coisas agora”.

  8. eMarketer Retail Media Ad Spending Forecast and Trends H2 2025 — “Amazon e Walmart estão fugindo dos concorrentes”. estimativa

    emarketer.com/content/retail-media-ad-spending-forecast-trends-h2-2025

    ressalvas de método

    Amazon Ads com 79,7% e Walmart Connect com 8,0% do mercado americano de retail media em 2025 — 87,7% somados. Target Roundel em 1,5%, mais de cinco vezes menor que o Walmart.

    O número que conta a história: os anunciantes americanos vão gastar US$ 69,33 bi em 2026, contra US$ 58,79 bi em 2025. Dos US$ 10,53 bi incrementais, US$ 9,42 bi vão para Amazon e Walmart — mais de 89%.

    A participação de todas as outras redes que a eMarketer acompanha vai ficar estável ou cair até 2027. Entre 2019 e 2024, a fatia de todas as outras somadas cresceu menos de um ponto percentual, enquanto o bolo quintuplicou.

    Não confundir com o 87,8% da WARC, que é só a Amazon, fora da China.

    31,5% compram na hora após descoberta na loja, contra 19,1% em sites de varejo e 10,4% em sites de marca. O “quase metade descobre na loja” é por categoria: alimentos e bebidas 50,8%, limpeza 48,6%.

    Disponível: DoorDash e Instacart geram, cada um, perto de US$ 1 bilhão em receita publicitária anual nos EUA. PDF do relatório: scba.com/wp-content/uploads/2025/12/EMARKETER-Retail-Media-Ad-Spending-Forecast-and-Trends-Report-2025-1.pdf

  9. Exame origem do 11.11 imprensa

    exame.com/negocios/por-que-o-11-11-o-dia-dos-solteiros-na-china-se-tornou-uma-data-importante-para-o-varejo/

    ressalvas de método

    1993, Universidade de Nanjing; data escolhida pelos quatro algarismos 1. Alibaba comercializa em 2009 no Taobao e no Tmall; a primeira edição gerou US$ 7 milhões.

  10. Mercado Ads Upfront 2025, 09/10/2025, e anúncio no Cannes Lions, junho de 2026. Parcerias de TV conectada com HBO Max e Roku; em Cannes, expansão para o TikTok e promessa de atribuição fora do ecossistema fonte primária

    telaviva.com.br/10/10/2025/mercado-ads-anuncia-parcerias-com-hbo-max-e-roku

    ressalvas de método

    Outubro de 2025, upfront “Break the Tape”: parcerias de TV conectada com HBO Max e Roku, que se somam ao inventário de vídeo que já contava com Disney+ e Mercado Play. Atualização do Intelligence Hub, com Brand Analytics e Brand Lift Pro. Declaração de Mario Meirelles, diretor sênior no Brasil: a compra de mídia é feita com base em dados primários de comportamento e intenção de compra.

    Junho de 2026, Cannes Lions: expansão do inventário para o TikTok, rede de criadores e vídeos compráveis. A empresa declara que os anunciantes poderão atribuir impressões de branding fora do ecossistema a buscas de marca, carrinho e vendas no marketplace.

    Duas datas, dois estágios. Em 2025, compra de CTV com segmentação por dado próprio. Em 2026, promessa de atribuição de ponta a ponta, com ativação prevista — não resultado medido. O corpo usa futuro do subjuntivo por isso: “quando a plataforma souber”.

    O Mercado Play é tela grande própria, não inventário de terceiro. Aplicativo nativo em Smart TV desde março de 2025 — Samsung (Tizen), LG (webOS), Android TV, Google TV, VIDAA (Hisense, Toshiba) e Titan (Philips). Mais de 72 milhões de televisores aptos a baixar o app, segundo a empresa. Audiência de 1 milhão de espectadores mensais em jan/2024 para mais de 4 milhões em fev/2026, com 2.500 títulos. É TV conectada por definição: streaming no televisor, com inventário de anúncio.

    Comprar CTV com dado próprio não é o mesmo que fechar o funil. Segmentar audiência em inventário de terceiro é uma coisa; amarrar a conversão de volta ao marketplace é outra, e é a que ainda está em promessa.

    Contexto competitivo, autodeclarado ou via eMarketer: liderança de retail media no Brasil com 64% de share; cerca de 60% do retail media latino-americano; uma das três maiores plataformas de mídia da região, ao lado de Google, Meta e TikTok.

  11. Mercado Libre Resultados do 1º e do 2º trimestre de 2026. auditado

    ecommercebrasil.com.br/noticias/mercado-livre-supera-us-10-bilhoes-em-receita-no-2o-tri

    ressalvas de método

    Publicidade cresceu 73% em dólares nos dois trimestres seguidos — 63% em base neutra de câmbio no 1º tri, 62% no 2º. A participação no mercado de publicidade digital da América Latina superou 10% pela primeira vez.

    Receita líquida total de US$ 10,2 bilhões no 2º trimestre, alta de 50% — primeira vez acima de US$ 10 bi, e 30º trimestre seguido com expansão acima de 30%.

    A participação de mercado é autodeclarada dentro do release de resultados. O crescimento de receita é auditado; a fatia do mercado, não.

    Cobertura do 1º tri: ecommercebrasil.com.br/noticias/mercado-livre-cresce-49-e-alcanca-us-88-bi-no-trimestre

  12. SBVC O Papel do Varejo na Economia Brasileira, 10ª ed. (2023) e 11ª ed. (2024) auditado

    sbvc.com.br/conteudos/estudos/

    ressalvas de método

    A faixa de 80-90% NÃO está nos PDFs oficiais. O estudo usa Ebit/Nielsen (Webshoppers) e publica o faturamento do e-commerce: R$ 262,7 bi em 2022. A faixa é conta, não citação. A atribuição “NielsenIQ” tem linhagem real, mas o número não é publicado.

  13. Walmart “Walmart Agrees to Acquire VIZIO Holding Corp.”, 20/02/2024, e “Walmart Completes Acquisition of VIZIO”, 03/12/2024 fonte primária

    corporate.walmart.com/news/2024/12/03/walmart-completes-acquisition-of-vizio

    ressalvas de método

    US$ 11,50 por ação, cerca de US$ 2,3 bilhões. SmartCast com mais de 18 milhões de contas ativas no anúncio e mais de 19 milhões na conclusão — o número usado no corpo é o da conclusão. Cobertura: Meio & Mensagem 20/02/2024, meioemensagem.com.br/marketing/walmart-smart-tvs-vizio-por-us-23-bi, a partir da Bloomberg News.

  14. WARC Media The Future of Commerce Media, novembro de 2025, e edição de 2026. estimativa

    warc.com/en/article/the-future-of-commerce-media-2025-6aecfaaf89c1495e96fefbc03f0f08e3

    ressalvas de método

    US$ 196,7 bi em 2026, 16% de todo o investimento publicitário mundial — e o retail media ultrapassa em 2027 a soma de TV linear e conectada, tendo sido pouco mais de um quarto do mercado de TV em 2019.

    PROJEÇÃO REVISADA: a edição de 2026 do relatório atualizou para US$ 200,4 bi em 2026 e US$ 223,4 bi em 2027, quando o canal responderá por 15,2% do total — não mais 16%. O corpo foi corrigido em 12/09/2026 e passou a usar o absoluto da safra nova, US$ 200,4 bi. A ultrapassagem sobre TV linear mais conectada é de 2027, não de 2026, e o corpo também foi corrigido nisso.

    O crescimento desacelera: de 38,6% em 2021 para 13,7% em 2025 e 11,6% projetados para 2027. Excluindo a Amazon, cai para 9,8% — a menor taxa desde que a WARC começou a monitorar.

    Declaração de James McDonald, diretor de dados e projeções. Display responde por menos de 30% do investimento on-site.

CTV já perdeu o C

21 fontes

  1. Ad Age e AdExchanger Cobertura do IAB NewFronts 2026, 23 a 26/03/2026, em Nova York. imprensa

    adexchanger.com/ctv-roundup/the-2026-newfronts-experience-performance-tv-creators-and-pause-ads/

    ressalvas de método

    Primeira edição realizada em março, e não em maio. Anúncios que o corpo usa: o Google acrescentou a Kroger à suíte de commerce da própria plataforma de compra, com relatório em nível de SKU ligando a impressão à compra de um produto específico. Walmart e Vizio fizeram estreia conjunta, com login unificado nos televisores que rodam o sistema da Vizio. O Google também lançou suíte de compra de esporte ao vivo e rebatizou o BrandConnect como YouTube Creator Partnerships.

    Não confundir com os NewFronts de 2025. Naquela edição, os parceiros de commerce do Google foram Costco, Intuit, Regal Cinemas e Kinective Media (United Airlines) — quatro, e só a Costco é supermercado. Do lado do conteúdo apareceram Disney, Netflix e Tubi, que não são estúdios. Uma versão anterior do corpo dizia “três grandes estúdios” e “três redes de supermercados”: nenhuma das duas se confirma, em nenhuma das edições.

    A distinção que importa: NewFronts e upfront servem a propósitos opostos. No NewFronts, a empresa ocupa espaço para falar de tecnologia, dados e produto — “o conteúdo é quase um detalhe”. No upfront, é o inverso. YouTube, Comcast e outros participam dos dois.

    O fio condutor de 2026 foi performance. A repórter registra ter ouvido a palavra mais vezes do que “boa tarde”. Distribuidores de streaming venderam anúncio na tela inicial e anúncio de pausa como forma de gerar resultado — e de gerar dado suficiente para provar que o resultado aconteceu.

    Declaração de David Cohen, CEO do IAB, no release: “os dias da impressão como proxy de resultado estão acabando”. Release: iab.com/news/iab-unveils-2026-newfronts/

    Guia da Ad Age: adage.com/events-awards/newfronts/aa-2026-media-planning-guide/

  2. Amazon Ads 315 milhões de espectadores mensais no Prime Video com anúncios, anunciados no unBoxed 2025 em 11/11/2025. vendor

    variety.com/2025/tv/news/amazon-claims-prime-video-ad-reach-315-million-1236574902/

    ressalvas de método

    A manchete da Variety usa o verbo certo: “Amazon Claims”. O número é dado interno da Amazon, coletado entre setembro de 2024 e agosto de 2025, sem medição de terceiro. O Deadline registra o mesmo: não vem de Nielsen nem de casa independente, ao contrário do que Disney e Paramount reportam.

    Alcance médio mensal não duplicado, somando originais, licenciados, esporte ao vivo e canais FAST, em 16 países. Subiu de 200 milhões em abril de 2024 — alta de 58% em ano e meio. Os Estados Unidos respondem por mais de 130 milhões. Declaração de Jeremy Helfand, VP de Prime Video Advertising.

    A Netflix anunciou 190 milhões dias antes, também por dado próprio. Duas plataformas declarando alcance na mesma semana, nenhuma auditada — e a Netflix havia acabado de mudar a metodologia.

    A MoffettNathanson estimava que o Prime Video com anúncios passaria de US$ 2 bilhões em 2025.

  3. Casas de projeção de mercado de CTV Mordor Intelligence, The Business Research Company, Verified Market Research e outras. estimativa

    mordorintelligence.com/industry-reports/connected-tv-market

    ressalvas de método

    Quatro casas, quatro números para o mesmo mercado em 2026: Mordor projeta US$ 30,01 bi; The Business Research Company, US$ 19,96 bi; Verified Market Research parte de US$ 2,6 bi em 2024 para US$ 14,1 bi em 2032. Nenhuma declara se conta aparelho, plataforma, investimento publicitário ou o conjunto.

    É a mesma divergência que separa IAB e eMarketer, agora com quatro casas. A diferença não é sobre quanto o mercado vale — é sobre o que se está chamando de mercado.

    A Mordor declara que suas cifras vêm de framework proprietário de estimativa, atualizado em janeiro de 2026.

  4. CENP-Meios investimento por meio, via agências auditado

    meioemensagem.com.br/midia/cenp-meios-aponta-crescimento-de-10-em-2025

  5. CETIC.br / NIC.br TIC Domicílios 2024 — Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nos domicílios brasileiros. auditado

    cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20250512115624/tic_domicilios_2024_resumo_executivo.pdf

    ressalvas de método

    Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, departamento do NIC.br. Centro de Categoria 2 da Unesco desde 2012, o primeiro dedicado a sociedades da informação.

    Tabelas de indicadores, questionários e microdados abertos em cetic.br/pt/arquivos/domicilios/2024/individuos/. Livro eletrônico completo: cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20250512120132/tic_domicilios_2024_livro_eletronico.pdf

    É a fonte que o IAB Brasil usa como denominador de usuários de internet no país.

  6. Dentsu / Kantar / Lumen The Brand Reset, 09/04/2026, com Kantar e Lumen Research. vendor/acadêmico

    dentsu.com/news-releases/dentsu-study-reveals-that-underinvestment-in-video-for-brand-building-creates-huge-opportunity-gap

    ressalvas de método

    40 mil respondentes no Reino Unido e nos Estados Unidos, dez plataformas de vídeo de nova geração mais TV linear, 20 marcas em nove verticais. Primeiro estudo a ligar atenção a brand equity e a vendas de curto e longo prazo.

    Exceção de nomenclatura: “Kantar” aqui é a empresa global, não o IBOPE. As métricas de negócio vêm do Kantar Brand Power.

    Relatório: dentsu.com/reports/the_brand_reset_2026. Cobertura: Campaign, 09/04/2026.

  7. Eletros Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos. Dados divulgados na Eletrolar Show, junho de 2026. auditado

    infomoney.com.br/minhas-financas/copa-perde-forca-como-motor-de-vendas-para-industria-de-televisores/

    ressalvas de método

    Em 2025 foram vendidos 14 milhões de aparelhos, alta de 3% sobre 2024. A projeção para 2026 era de alta de 10%, puxada pela Copa.

    A projeção não se confirmou. Entre janeiro e maio de 2026 foram vendidos 5,6 milhões de televisores, alta de apenas 3% — enquanto a indústria de eletroeletrônicos como um todo cresceu 11%. O setor não deve repetir 2014, quando a Copa no Brasil levou a ~15 milhões de unidades, recorde histórico.

    Cobertura da projeção original: IstoÉ Dinheiro, 08/04/2026 — istoedinheiro.com.br/mais-polegadas-e-integracao-com-segunda-tela-como-a-industria-de-smart-tvs-se-prepara-para-a-copa

  8. eMarketer Digital Video Forecast and Trends Q2 2026. estimativa

    emarketer.com/content/digital-video-forecast-trends-q2-2026

    ressalvas de método

    O marco: em 2026, pela primeira vez, o upfront de CTV supera o de TV linear em horário nobre nos Estados Unidos — US$ 17,73 bilhões contra US$ 16,98 bilhões, diferença de cerca de US$ 750 milhões.

    Investimento total em CTV nos EUA projetado em US$ 37,95 bilhões em 2026, alta de ~14% sobre os US$ 33,35 bi de 2025. Deve ultrapassar a TV tradicional em 2028, com US$ 46,89 bi.

    Vídeo digital somado a CTV chega a ~23% do investimento americano, a maior fatia de qualquer canal, à frente de social (18,4%) e busca paga (16%).

    A divergência prova o ponto do capítulo. IAB e eMarketer projetam o mesmo mercado, no mesmo ano, com quase nove bilhões de dólares de distância — US$ 29,3 bi contra US$ 37,95 bi. Não é diferença de safra, e não são casas obscuras: são as duas maiores referências de projeção do mercado. Nenhuma das duas declara qual das cinco televisões conectadas está contando — YouTube na tela grande, canal FAST, streaming com plano de anúncio, marketplace com dado de compra, varejista dono de fabricante. A divergência não é sobre quanto o mercado vale. É sobre o que se está chamando de mercado. É o “C de conectada parou de distinguir qualquer coisa”, dito em dólares.

  9. IAB 2026 Ad Spend Forecast, 28/01/2026, e atualização de julho de 2026. auditado

    mediapost.com/publications/article/412351/iab-2026-ad-spend-forecast-ctv-138-social-14.html

    ressalvas de método

    CTV com alta de 13,8% em 2026 — segundo canal que mais cresce, atrás só de social media, com 14,6%. Base: pesquisa com 205 executivos de investimento do lado comprador, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

    Atualização de julho de 2026 revisa para US$ 29,3 bilhões, alta de 11% — leve queda sobre os 12% do ano anterior. Base: 360 executivos ouvidos pela Advertiser Perceptions em fevereiro e março, mais dados da Guideline. Social video em US$ 31,9 bi (+13%), vídeo online em US$ 20,7 bi (+10%).

    O IAB atribui a aceleração a um calendário cíclico forte: Olimpíada de Inverno, eleições de meio de mandato e Copa do Mundo.

    A divergência prova o ponto do capítulo. IAB e eMarketer projetam o mesmo mercado, no mesmo ano, com quase nove bilhões de dólares de distância — US$ 29,3 bi contra US$ 37,95 bi. Não é diferença de safra, e não são casas obscuras: são as duas maiores referências de projeção do mercado. Nenhuma das duas declara qual das cinco televisões conectadas está contando — YouTube na tela grande, canal FAST, streaming com plano de anúncio, marketplace com dado de compra, varejista dono de fabricante. A divergência não é sobre quanto o mercado vale. É sobre o que se está chamando de mercado. É o “C de conectada parou de distinguir qualquer coisa”, dito em dólares.

  10. IAB Brasil com Offerwise TV Conectada Brasil: Hábitos de consumo e um panorama sobre a publicidade auditado

    iabbrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/12/TV-Conectada-Brasil-2023.pdf

    ressalvas de método

    Edição 2023: 58% acessaram a internet pela TV, maior patamar histórico e único dispositivo com aumento consistente. Edição seguinte: 72% acessam CTV diariamente, média de 3h24 por dia.

    A definição de “TV conectada” do estudo engloba smart TVs, dispositivos de streaming e consoles de videogame — três das cinco televisões que o capítulo separa.

    Respondentes selecionados por questionário no painel Offerwise.

  11. IBGE PNAD Contínua — Módulo TIC 2024, divulgado em 24/07/2025. auditado

    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44033-pela-primeira-vez-mais-da-metade-da-populacao-acessa-a-internet-pela-tv

    ressalvas de método

    A manchete do próprio IBGE é o capítulo: “Pela primeira vez, mais da metade da população acessa a internet pela TV.”

    Internet em 93,6% dos domicílios (74,9 milhões) em 2024, alta de 1,1 p.p. Televisão em 93,9% — 94,5% urbana, 89,0% rural. Domicílios só com tela fina subiram de 90,8% para 93,4%.

    TV por assinatura em queda: 24,3% dos domicílios com televisão (18,3 milhões), recuo de 0,9 p.p. Nas áreas rurais, caiu 3,9 pontos, para 13,5%. Ao mesmo tempo, 32,7 milhões de domicílios tinham acesso a serviços pagos de streaming.

    SAFRA MAIS NOVA DISPONÍVEL: a edição seguinte mede internet em 95,0% dos domicílios (76 milhões). O livro cita 2024; a série avançou.

    A desigualdade rural encolheu: em 2016 a diferença era de mais de 40 p.p. (35,0% rural contra 76,6% urbano); em 2024 caiu para 9,9 p.p. Restam 5,1 milhões de domicílios sem uso de internet — os motivos: ninguém sabe usar (32,6%), serviço caro (27,6%), falta de necessidade (26,7%).

    Publicação completa: biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102193_informativo.pdf

  12. IBOPE Cross Platform View — monitora simultaneamente o consumo em TV e em dispositivos conectados à rede doméstica, em 15 regiões metropolitanas. auditado

    exame.com/marketing/youtube-registra-virada-historica-de-consumo-tv-conectada-ultrapassa-celular-no-brasil/

    ressalvas de método

    É a fonte declarada dos números do YouTube no Brandcast 2025, e também do contraponto: TV linear com 63,2% do consumo de vídeo em maio de 2026.

    Dentro das plataformas de vídeo online, o YouTube tem 20,1% da audiência, seguido de Netflix (4,7%) e TikTok (4,5%).

  13. Máquina do Esporte Cobertura do modelo de negócio da LiveMode e dos direitos da Copa de 2026. imprensa

    maquinadoesporte.com.br/copa-mundo-2026/fifa-nega-conflito-de-interesses-na-relacao-entre-cazetv-e-direitos-da-copa-do-mundo/

    ressalvas de método

    O modelo verticalizado: a LiveMode negocia os direitos como representante da FIFA e os compra como dona da CazéTV — compradora, negociadora e exibidora ao mesmo tempo. Também representa a Federação Paulista e os clubes do Futebol Forte União.

    A FIFA nega conflito. Romy Gai, diretor de negócios, diz que o modelo é consolidado na indústria mundial. Alguns clubes do FFU pedem reabertura da negociação, e a CBF excluiu a CazéTV da licitação da Copa do Brasil 2027-2030.

    Disponível, e confirma a ordem de grandeza das cotas: CazéTV e YouTube negociaram 11 cotas de patrocínio, com receita estimada em R$ 2 bilhões — patamar semelhante ao da Globo, que iniciou com 30 patrocinadores e exibiu 54 dos 104 jogos.

    Fundada em 2017 por Edgar Diniz e Sergio Lopes, do antigo Esporte Interativo. Em 2025 a holding comprou 100% da CazéTV, de que detinha 51%, e integrou Casimiro como sócio global. Cristiano Ronaldo é sócio e acionista da LiveModeTV, braço internacional.

    A Lei do Mandante, de 2021, é o ponto de virada: permitiu que clubes negociassem individualmente ou em blocos, quebrando o modelo centralizado.

  14. N Sports / Galvão Bueno Galvão Bueno torna-se sócio e conselheiro, anunciado em 08/06/2025. imprensa

    poder360.com.br/poder-midia/galvao-bueno-se-torna-socio-e-conselheiro-da-n-sports/

    ressalvas de método

    O canal nasceu como plataforma de streaming em 2018 e é gerido pela Ola Sports, que entrou em mídia em 2025 com os direitos da Série B. Transmite pelo YouTube e por operadoras de TV por assinatura. A estrutura societária inclui a Tellescom.

    O detalhe que fecha o argumento: um dos donos da Ola Sports é Antonio Tabet, ex-Porta dos Fundos. A voz da televisão aberta por cinco décadas vira sócia de um canal gerido por quem veio do humor na internet.

    Galvão não mantém vínculo exclusivo com nenhuma emissora: comanda “Galvão e Amigos” na Band e narra Copa do Brasil e Brasileirão no Prime Video. Antes, criou o Canal GB no YouTube, em parceria com a Play9, em 2023.

    Anúncio feito pelo próprio Galvão nas redes em 08/06; a nova direção formalizou em 09/06. Cobertura: CNN Brasil, InfoMoney, Terra, Poder360.

  15. Nielsen The Gauge, dez/2025 auditado

    nielsen.com/data-center/the-gauge/

  16. SpaceMoney “O poder por trás da CazéTV: quem controla o negócio de bilhões”, 20/06/2026 imprensa

    spacemoney.com.br/tecnologia/quem-esta-por-tras-da-cazetv/

    ressalvas de método

    Às vésperas da Copa de 2022 a Globo abriu mão dos direitos digitais numa renegociação de contrato, e a LiveMode, que já era agência da FIFA no Brasil, comprou o pacote por cerca de US$ 3 milhões — contra os US$ 90 milhões anuais que a emissora pagava à entidade pelo contrato de 2015 a 2022.

    Corroboração independente: o Observador (Portugal) registra o mesmo valor e precisa que o pacote era de 22 jogos; a InvestNews confirma o contrato de US$ 90 milhões ao ano e o acordo judicial que o manteve.

  17. Tabelas comerciais da Copa de 2026 CazéTV e Globo preço de lista

    ressalvas de método

    Onze cotas máster a R$ 185 milhões na CazéTV; seis a R$ 265,5 milhões na Globo. Onze × 185 = R$ 2,035 bi; seis × 265,5 = R$ 1,593 bi.

    Corroboração independente da ordem de grandeza: Brasil 247 e InvestNews registram 11 cotas negociadas por CazéTV e YouTube, com receita estimada em R$ 2 bilhões — o mesmo patamar previsto para a Globo.

    Sem URL por natureza: documento comercial, não público. Não é lacuna de apuração.

  18. Walmart Connect com Google Dado primário de compra ativável na plataforma de compra do Google, a partir de campanhas no YouTube, 11/06/2026 imprensa

    digitalapplied.com/blog/walmart-connect-google-dv360-youtube-2026-retail-media-guide

    ressalvas de método

    Prova de conceito fechada, com atribuição entre impressão de vídeo e compra confirmada em loja e online.

    Não é anúncio de NewFronts. Aconteceu três meses depois, e fora do evento. O corpo diz “três meses depois” por isso.

    É prova de conceito, não produto ativável. A própria cobertura registra que o valor está no que o movimento sinaliza, não no que já se pode ligar.

    Contexto do mesmo período: integração com o Yahoo DSP, com inventário da Vizio via Magnite; abertura de API do Scintilla Media Data Feed; e o Connect Select, marketplace programático de CTV.

  19. We Are Social com GWI Digital 2026 Brasil estimativa

    wearesocial.com/digital-2026

  20. Wikipédia Lista de transmissoras da Copa do Mundo FIFA de 2026. Recorte do Brasil, por janela de distribuição terciária

    pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_transmissoras_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_2026

    ressalvas de método

    Recorte do Brasil, por janela: TV aberta — TV Globo (55) e SBT (32). TV por assinatura — SporTV (55), N Sports (32) e ge TV (32). Streaming — CazéTV (todos os jogos), Globoplay (55) e Charla Podcast (apenas jogos do Brasil, via áudio). Mais dez emissoras de rádio.

    O Disney+ com 30 jogos é da América do Sul e da Argentina, não do Brasil. Fonte da própria tabela: ESPN Press Room Latin America South, 17/04/2026. Não usar como janela brasileira.

    A CazéTV teve exclusividade digital no YouTube. Não houve retransmissão do sinal dela em Disney+, Prime Video, Samsung TV Plus ou Mercado Play durante a Copa. Essas plataformas carregam a CazéTV na operação regular do canal, em outros torneios — o Samsung TV Plus, por exemplo, no Mundial de Clubes de 2025. Não confundir operação corrente com a Copa.

    O ge TV está na coluna de TV por assinatura, não na de streaming. Não tratar como canal de YouTube da Globo nesta passagem.

    Fonte terciária. A tabela é bem referenciada, mas é Wikipédia. Para o pacote da Globo, as fontes primárias divergem — 52 contratado (Poder360, Máquina do Esporte), 54 exibido, 55 aqui e no SporTV em 4K. O corpo usa 55 no capítulo de CTV e “pouco mais da metade” no capítulo do termômetro. Pendência de coerência entre as duas passagens.

  21. YouTube Brandcast Brasil 2025, 08/10/2025: a TV conectada supera o celular como principal tela do YouTube no Brasil. vendor

    blog.youtube/intl/pt-br/news-and-events/youtube-brandcast-2025-tv-conectada-brasil/

    ressalvas de método

    Nota metodológica do próprio blog: “O YouTube alcançou mais de 80 milhões de pessoas com 18 anos ou mais na TV conectada no Brasil, em abril de 2025”. Fonte declarada: Kantar Cross Platform View, jan-mar 2025.

    A virada: pela primeira vez a TV conectada superou o celular como principal tela do YouTube no Brasil. Participação entre adultos subiu de 41% para 53% em três anos. O YouTube é o serviço mais consumido em TV conectada em domicílios, com 56% de participação.

    CONTRAPONTO FORTE, e ele é do mesmo instituto: em maio de 2026, a TV linear responde por 63,2% de todo o consumo de vídeo no Brasil, considerando todas as telas. Na tela da televisão, a TV aberta sozinha tem 65,6% do share, e todo o streaming somado — YouTube, Netflix, TikTok, Prime Video, Globoplay, Disney+ e HBO Max — divide os 25% restantes. Os 80 milhões são reais e o denominador é outro.

    Declarações de Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, e Patricia Muratori, diretora na América Latina.

A esquina entrou no leilão

10 fontes

  1. Cenp Painel Cenp-Meios 2025, divulgado em março de 2026. auditado

    cenp.com.br/post/painel-cenp-meios-investimento-publicit%C3%A1rio-no-mercado-brasileiro-cresce-10-em-2025-e-atinge-r-28

    ressalvas de método

    R$ 28,9 bilhões intermediados por agências em 2025, alta de 10% — quatro vezes o crescimento do PIB (2,3%). Campanhas nacionais concentraram 68%.

    Mídia exterior em 3º lugar: R$ 3,512 bi, 12,1%. Rádio R$ 1,108 bi (3,8%) · jornal R$ 415 mi (1,4%) · revista R$ 99,5 mi (0,3%) · cinema R$ 86,9 mi (0,3%). TV aberta R$ 9,709 bi (33,57%), TV paga R$ 2,247 bi (7,7%).

    Revista foi o único meio que faturou menos em 2025 do que em 2024.

    Painel de 330 agências — 258 matrizes e 72 filiais —, com base no faturamento efetivo de Pedidos de Inserção. Acompanhado pelo Núcleo de Qualificação Técnica e verificado pela KPMG quanto à integridade do sistema. Presidente: Luiz Lara.

    O valor faturado é a remuneração do veículo, resultado do valor negociado menos o desconto-padrão. Não é preço de tabela.

  2. Geopath Medição de audiência de mídia exterior nos Estados Unidos. Adota o VAI, proporção da audiência de OTS que provavelmente nota o anúncio. auditado

    geopath.org/glossary/

    ressalvas de método

    O VAI é a proporção da audiência de OTS que provavelmente nota o anúncio.

  3. Grupo Globo assume o controle da Eletromidia Fato relevante de 04/11/2024; OPA em 28/04/2025; cancelamento do registro na B3 em 02/07/2025. imprensa

    moneytimes.com.br/grupo-globo-compra-eletromidia-elmd3-e-assume-o-controle-jcav-kda/

    ressalvas de método

    65.923.980 ações ordinárias, 47,094% do capital, compradas do fundo Vesuvius LBO. A Globo já tinha 27%. Preço de R$ 27,3817 por ação mais parcela contingente de R$ 2,02.

    Com a OPA, a Globo passou a deter ao menos 95,06% e a Eletromidia saiu do Novo Mercado da B3. Cobertura adicional: Bloomberg Línea (05/04/2025) e Exame (05/11/2024).

    A Exame registra que os termos seguiram a compra das ações da H.I.G. Capital — a mesma casa que comprou a Kantar Media global.

  4. IBOPE com Logan Logan e Ibope lançam audiências exclusivas — release, 21/05/2026, anunciado durante o MMA Impact. fonte primária

    fifty5blue.com/pt/noticias-e-recursos/logan-e-ibope-lancam-audiencias-exclusivas

    ressalvas de método

    A parceria que o corpo cita. O IBOPE entra com o Target Group Index — 26 mil atributos, 214 categorias temáticas, consumo de 4.352 marcas. A Logan entra com 400 milhões de device IDs opt-in e “a maior base de dados dinâmicos de mobilidade e comportamento digital”: aplicativos utilizados, áreas visitadas, horários de deslocamento.

    O detalhe que serve ao argumento — três níveis de correspondência: match determinístico · match por geolocalização · e match inferencial, que traduz interesses e hábitos do TGI em pontos de interesse visitados, aplicativos e padrões de mobilidade. As audiências saem com “diferentes níveis de confiança, de média a muito alta” — a própria parceria declara que parte do resultado é inferência.

    A frase do release: “a audiência é o novo inventário”.

    A Logan opera desde 2013 na América Latina, em 17 países, com 1.200 marcas. Declarações de Francesco Simeone (Logan) e Adriana Favaro, VP de Negócios do Ibope. Ativação prevista a partir de julho de 2026.

    Publicado no site da Fifty5Blue — na América Latina o grupo opera como IBOPE.

  5. IPO da Eletromidia 17/02/2021 — primeira empresa do setor de publicidade brasileiro a abrir capital, declarado pelo CEO na cerimônia da B3. imprensa

    exame.com/invest/mercados/acoes-da-eletromidia-saltam-44-apos-oferta-da-globo-por-controle-da-empresa/

  6. Place Exchange by Broadsign / Eletromidia Release da integração do inventário de mídia exterior brasileiro à compra programática, 09/03/2026. fonte primária

    placeexchange.com/news/px_eletromidia_por

    ressalvas de método

    Fonte da frase sobre precisão involuntária: o release diz que a integração permite acessar o inventário “utilizando os mesmos fluxos de compra que já usam para outros canais digitais dentro de seus DSPs”. Confirma 55 mil telas digitais, 53 milhões de pessoas/mês e a participação de mais de 80% do mercado brasileiro de DOOH — número autodeclarado pela empresa no release, e é por isso que o corpo escreve “declara”.

  7. Route Medição de audiência de mídia exterior no Reino Unido. Descreve-se como moeda baseada em atenção, ajustada pela probabilidade de olhar, com algoritmo derivado de eye-tracking. auditado

    route.org.uk/attention.php

    ressalvas de método

    A própria Route se descreve como moeda baseada em atenção, ajustando pela probabilidade de olhar, com algoritmo derivado de eye-tracking ao longo de mais de 25 anos. Confirma o “mais de vinte e cinco anos” do texto.

  8. SACCHITIELLO, Bárbara “Eletromidia compra Elemidia e se torna a maior empresa de OOH”. Meio & Mensagem, 31/01/2020. imprensa

    meioemensagem.com.br/home/midia/2020/01/31/eletromidia-compra-elemidia-e-se-torna-a-maior-empresa-de-ooh.html

    ressalvas de método

    A cifra acima de R$ 500 milhões é confirmada pela própria Victoria Capital, o fundo vendedor — victoriacp.com/brazil/eletromidia-e-elemidiaunemoperacoes/. Os detalhes financeiros não foram revelados por critério dos acionistas; “pessoas a par das negociações” dizem que supera R$ 500 mi.

    A operação criou empresa com mais de 60 mil faces publicitárias, 40 mil digitais, e faturamento previsto de R$ 700 milhões em 2020. Market share de 30%, à frente de JCDecaux (25%) e Clear Channel (menos de 10%). CEOs: Daniel Simões (Eletromidia) e Eduardo Alvarenga (Elemidia).

    O detalhe que conecta com o resto do livro: quem financiou a compra foi a H.I.G. Capital, acionista da Eletromidia desde 2013 — a mesma casa de private equity que comprou a Kantar Media global, transformando-a em Fifty5Blue. A Victoria Capital havia pago R$ 100 milhões pela Elemidia em 2014: cinco vezes o valor em cinco anos.

    Cobertura: Brazil Journal (braziljournal.com/a-eletromidia-acaba-de-entrar-no-elevador-e-dominar-um-mercado/), Poder360, Diário do Comércio. Release da H.I.G. via Terra.

  9. WOO / ESOMAR Global Guidelines on OOH Audience Measurement, 2022 (base de 2009) auditado

    worldooh.org/news/audience-measurement-global-guidelines

  10. WOO / PwC Global pDOOH Expenditure Study, jun/2026 auditado

    worldooh.org/news/woo-global-pdooh-spend-study-2025

    ressalvas de método

    US$ 1,339 bi em 2025, 7% do DOOH global. Dados de 11 SSPs, agregados pela PwC.

Creator além das redes sociais

20 fontes

  1. Bloomberg Línea “Publicis adquire BR Media Group e amplia sua força em marketing de influência”, 18/02/2025 imprensa

    bloomberglinea.com.br/negocios/publicis-adquire-br-media-group-e-amplia-sua-forca-em-marketing-de-influencia/

    ressalvas de método

    Fonte dos 250 creators com exclusividade.

  2. BrandLovrs (hoje Creator Ads). Creator POV — o poder dos nano e micro creators no Brasil, apresentado em 08/04/2024. vendor

    meioemensagem.com.br/midia/nano-e-micro-creators-pesquisa

    ressalvas de método

    13 milhões de criadores de conteúdo no Brasil, dos quais 1% tem mais de 100 mil seguidores — e concentram as oportunidades de monetização. Nanos vão até 10 mil seguidores; micros, até 100 mil.

    Mais de 80% dos criadores com menos de dez mil seguidores reportam que o dinheiro do conteúdo é menos da metade da renda.

    Base: 130 mil criadores cadastrados no app da BrandLovrs, não a população inteira. Os 13 milhões são estimativa de mercado; engajamento e remuneração vêm da base própria.

    O contraste que fecha o argumento: por um Reels e três stories de nano creator, 60% das marcas pagam entre R$ 250 e R$ 2.500 — e os creators dizem receber menos de R$ 250 pela mesma entrega. A diferença fica no caminho.

    Campanha-teste citada: 50 nano e micro creators contra duas celebridades de 1,5 milhão de seguidores cada. Os 50 geraram mais de 3.000 comentários, contra menos de 300 das celebridades. Nanos com alcance de visualização 88% superior e conversão por seguidor 98% maior.

    Grafia: BrandLovrs em 2024, BrandLovers em 2026, Creator Ads a partir de junho de 2026.

  3. CONTADO, Valeria “Em busca da audiência etérea”. Meio & Mensagem, edição impressa de 13 de abril de 2026, seção Mídia, p. 48. imprensa

    ressalvas de método

    O termo é o TÍTULO da matéria, não uma expressão de passagem. Subtítulo: “Digital assume protagonismo inédito na Copa do Mundo mais fragmentada da história, sob o ponto de vista da distribuição e do comportamento do público, e intensifica concorrência entre veículos brasileiros.” Retranca: TRANSMISSÕES ESPORTIVAS.

    O corpo credita inline: “Tomo emprestado um termo cunhado por Valeria Contado, do Meio & Mensagem, numa matéria sobre a cobertura da Copa.”

    Edição impressa — não há URL, e isso não é lacuna. A versão web do veículo não publica todo o conteúdo da revista, e nem o termo nem a matéria aparecem em busca. A referência é edição, data e página, como para qualquer publicação em papel.

    Conteúdo da matéria: 48 seleções, 104 partidas em quase 40 dias, três países-sede. Primeira vez que a Copa tem um canal digital como tela principal no Brasil. Fontes ouvidas: Felipe Tebet, head de conteúdo da CazéTV. Cobertura da Globo com Mari Spinelli, Everaldo Marques e Denilson; da CazéTV com Fernanda Gentil, Chico Moedas, Guilherme Beltrão e Barbara Coelho; Galvão Bueno na parceria SBT + N Sports.

    Sem URL por natureza: edição impressa. Não é lacuna de apuração.

  4. Cumulus Media com Signal Hill Insights Podcast Download, série de oito estudos consecutivos desde 2022. Nos Estados Unidos, 92% dizem ouvir podcasts e apenas 8% só assistem vendor

    ressalvas de método

    Nos Estados Unidos, 92% dizem ouvir podcasts e apenas 8% só assistem. Proporção estável ao longo dos oito levantamentos. O motivo mais citado para consumir fora do YouTube é a impossibilidade de assistir.

    RECORTE: Estados Unidos. No Brasil, a PodPesquisa da abPod registra vídeo presente em 42% da produção — dado de produção, não de consumo. Não misturar as duas bases.

    Vendor. Cumulus Media é grupo de rádio; Signal Hill é consultoria de áudio. Ambas têm interesse em o consumo aparecer como auditivo. A série de oito estudos é o que dá lastro, não uma edição isolada.

    Sem URL direta localizada. Citado via media:pov, edição “Podcast. A nova TV?”, 18/08/2026, que credita a fonte primária.

  5. Exame “Publicis compra a BR Media Group e entra em marketing de influência no Brasil”, 18/02/2025 imprensa

    exame.com/marketing/publicis-compra-a-br-media-group-e-entra-em-marketing-de-influencia-no-brasil/

    ressalvas de método

    A parceria anterior era o hub PXP Creators by BR Media Group, de oito meses antes.

  6. Grand View Research Creator Economy Market Size, Share & Industry Report, 2033, junho de 2026. estimativa

    grandviewresearch.com/industry-analysis/creator-economy-market-report

    ressalvas de método

    US$ 252,33 bi em 2025 → US$ 310,37 bi em 2026, com CAGR de 23,3% até US$ 1.345,54 bi em 2033. América do Norte com 33,2% da receita; vídeo por streaming lidera com 52,2%; publicidade responde por 36% da receita; criadores individuais são 57,2%.

    CINCO CASAS, CINCO NÚMEROS PARA 2026: Precedence US$ 313,95 bi · Grand View US$ 310,37 bi · Evolvance US$ 275,30 bi · Technavio projeta acréscimo de US$ 434,79 bi até 2030. O ponto de partida em 2025 vai de US$ 210,80 bi a US$ 254,4 bi.

    E o longo prazo diverge em mais de duas vezes: Grand View projeta US$ 1,3 trilhão em 2033; Evolvance, US$ 3,0 trilhões em 2035; Precedence, US$ 2,1 trilhões em 2035. É o mesmo padrão do mercado de CTV — a divergência não é sobre quanto vale, é sobre o que se está chamando de mercado.

    O tamanho varia de US$ 235 bi a US$ 600 bi conforme a definição. Medidas estreitas, que contam receita direta de creator, ficam entre US$ 250 e 325 bi. Medidas amplas, que incluem investimento publicitário, comércio e ferramentas, chegam a US$ 400-600 bi.

  7. GREENWALD, Ted “The Creator Economy: Futurist Paul Saffo On The New Business Epoch”. Forbes, 19/10/2011. Entrada do termo na imprensa de negócios imprensa

    forbes.com/sites/tedgreenwald/2011/10/19/the-creator-economy-futurist-paul-saffo-on-the-new-business-epoch

    ressalvas de método

    Entrada do termo na imprensa de negócios. No mesmo ano, o YouTube passou a chamar de creator quem produzia vídeo na plataforma, em substituição a YouTube star — termo que só se aplicava a quem já era famoso. Sustenta os quinze anos do corpo.

    Há âncoras mais remotas, e elas não servem ao corpo. Paul Saffo é creditado por discutir a creator economy desde 1997, mas ali o termo descrevia animadores e ilustradores sem infraestrutura para monetizar. Vinte e nove anos, não quinze.

    E há uma âncora mais recente. A explosão como categoria de mercado, com fundos e verba, é de 2020 e 2021, na pandemia. Cinco anos. O corpo usa 2011 porque é quando o conceito entra no vocabulário de negócios, que é o eixo do parágrafo.

  8. IAB com Advertiser Perceptions 2025 Creator Economy Ad Spend & Strategy Report, 20/11/2025 auditado

    iab.com/insights/2025-creator-economy-ad-spend-strategy-report/

    ressalvas de método

    Investimento em creators nos EUA: US$ 13,9 bi em 2021 → US$ 29,5 bi em 2024 → US$ 37 bi em 2025 → projeção de US$ 44 bi em 2026. Alta de 26% ao ano, cerca de quatro vezes o crescimento do mercado de mídia (5,7%).

    Base: mais de 450 decisores americanos de investimento, mais entrevistas qualitativas. 48% consideram creators “must buy”, atrás só de busca paga e redes sociais. Varejo lidera com US$ 12,3 bi, alta de 38%. Declaração de David Cohen, CEO do IAB.

    Decomposição da projeção de 2026, US$ 43,9 bi: US$ 13,2 bi em amplificação paga de conteúdo de creator vindo de parceria direta em redes sociais (alta de 48% sobre US$ 8,9 bi) · US$ 11,6 bi em parceria direta para produzir e postar (alta de 21% sobre US$ 7,7 bi) · US$ 11,1 bi em amplificação fora das plataformas sociais (alta de 56% sobre US$ 7,1 bi) · US$ 7,9 bi em veiculação intencional ao lado de conteúdo de creator (alta de 33% sobre US$ 5,9 bi).

    Dois 48% diferentes no mesmo relatório. Um é o crescimento da amplificação em redes sociais; o outro é a proporção de decisores que consideram creators “must buy”. Não confundir.

    A amplificação tem duas linhas, não uma. Dentro das redes sociais são 13,2 bi; fora delas, 11,1 bi. O corpo usa só a primeira e declara o recorte.

    RECORTE: Estados Unidos.

    DIVERGÊNCIA DE DENOMINADOR, e ela é declarada pelas próprias casas. A eMarketer projeta US$ 12,2 bi para o mesmo mercado — a diferença é que a eMarketer exclui conteúdo de creator amplificado como mídia paga, e o IAB inclui, mais as adjacências de conteúdo. Não é conflito: são escopos diferentes, e ambos publicam a definição.

  9. Influencer Marketing Hub Influencer Marketing Statistics, edição de 2026. Retorno médio de US$ 5,78 por dólar investido vendor

    influencermarketinghub.com/influencer-marketing-statistics

    ressalvas de método

    Retorno médio de US$ 5,78 por dólar investido em influencer marketing. Campanhas de topo entre US$ 11 e US$ 18. Mercado global projetado em US$ 32,55 bi em 2025.

    BASE GLOBAL, não americana. Uma versão anterior do corpo dizia “nos Estados Unidos” — não se confirma. O benchmark atravessa indústrias, plataformas e faixas de creator.

    Divergência entre casas. Algumas fontes atribuem US$ 5,20 à própria Influencer Marketing Hub e os 5,78 ao Digital Marketing Institute. A faixa que circula é de 5,20 a 5,78. O corpo declara a faixa por isso.

    Autodeclarado, sem auditoria independente. Vem de survey com profissionais, não de medição. O corpo registra a ressalva. Linqia: 79% dos profissionais dizem ter dificuldade de medir o retorno.

  10. MCLUHAN, Marshall Understanding Media. McGraw-Hill, 1964 acadêmico

    en.wikipedia.org/wiki/Understanding_Media

    ressalvas de método

    Ano já declarado no corpo: “escreveu em 1964 que os meios são extensões do homem”.

  11. Meio & Mensagem “Publicis Groupe adquire 100% do BR Media Group”, 18/02/2025 imprensa

    meioemensagem.com.br/comunicacao/publicis-groupe-adquire-100-do-br-media-group

    ressalvas de método

    Fontes ouvidas dizem ser uma das maiores aquisições já feitas no mercado publicitário brasileiro; o valor não foi divulgado. Declaração de Arthur Sadoun, chairman e CEO global, e de Gabriela Onofre, CEO no Brasil. Fundadores: Celso Ribeiro e Danilo Basso.

    Precedente global, para contexto: em julho de 2024 a Publicis comprou a Influential por US$ 500 milhões — 3,5 milhões de influenciadores. A WPP comprou a Goat; a Stagwell, a Leaders. A compra brasileira replica a estratégia global.

    Os 500 mil são REDE, não cadastro. A própria BR Media tem plataforma separada para cadastro — a MIS, com 100 mil nomes. Diferença de cinco vezes.

    Passou a: “com uma rede de mais de 500 mil creators e mais de 500 clientes. A Publicis não comprou audiência, comprou a operação que a organiza: contrato, medição e pagamento em escala.”

  12. MONTEIRO, Thaís “Creator Ads expande globalmente e adota novo nome”. Meio & Mensagem, 08/06/2026. imprensa

    meioemensagem.com.br/midia/brandlovers-vira-creator-ads-e-inicia-operacao-internacional

    ressalvas de método

    A citação do corpo, confirmada: Rapha Avellar, fundador e CEO — “Hoje não somos apenas uma empresa de creator marketing. Estamos construindo infraestrutura para creator advertising. Não fazia mais sentido separar a marca da empresa da principal tese que estamos levando para o mercado.”

    Quarenta e sete dias depois do texto do autor na media:pov (22/04/2026). Entradas coladas em ordem cronológica na bibliografia.

    CORREÇÃO DE CRONOLOGIA: a plataforma Creator Ads foi lançada em novembro de 2024, não em 2025. O que aconteceu em junho de 2026 foi o rebranding da empresa, que adotou o nome do produto. “O mercado passou a associar a BrandLovers com o nome da plataforma, já que era o produto que mais crescia.”

    Números do rebranding: 50% dos 20 maiores anunciantes do Brasil usam a plataforma, com retenção de 97%. Receita +500% em seis meses sem aumentar o quadro de funcionários. Ticket médio +136%. Projeção de crescer cinco vezes em 2026. Expansão para Estados Unidos e México.

    No lançamento de 2024: mais de 200 mil creators cadastrados, alta de 52% em seis meses; um pagamento por minuto a nano e micro creators. Clientes: Coca-Cola, Mercado Livre, Claro, L’Oréal, Amazon Prime Video, Magalu, Burger King.

    Grafia: BrandLovrs em 2024, BrandLovers em 2026, Creator Ads a partir de junho de 2026.

  13. Opinion Box WhatsApp no Brasil, edição de junho de 2025. estimativa

    blog.opinionbox.com/pesquisa-whatsapp-no-brasil/

    ressalvas de método

    1.126 usuários entrevistados em junho de 2025. 97% acessam o aplicativo ao menos uma vez por dia; 61% acessam várias vezes por dia; 34% deixam o app aberto o tempo todo.

    Disponível: 82% já falaram com empresas pelo app e 60% já compraram por ele. 73% também usam a versão de computador. 51% não se importam de receber publicidade desde que tenham fornecido o número à empresa; 18% bloqueiam o contato antes de ler quando a empresa nunca conversou antes.

    Contexto de escala: 147 milhões de usuários no Brasil, 99% dos brasileiros conectados, segundo maior mercado do mundo atrás da Índia (Statista).

  14. Oxford University Press ‘Brain rot’ named Oxford Word of the Year 2024, 02/12/2024 fonte primária

    corp.oup.com/news/brain-rot-named-oxford-word-of-the-year-2024/

    ressalvas de método

    Aumento de 230% na frequência de uso entre 2023 e 2024, e mais de 37 mil votos do público. Primeiro registro do termo em Walden, de Thoreau, 1854.

    Entre os finalistas de 2024 estava slop — o mesmo termo que o Merriam-Webster elegeria palavra do ano em 2025.

  15. Publicis Groupe release da aquisição do BR Media Group, 18/02/2025 fonte primária

    publicisgroupe.com/en/news/press-releases/publicis-groupe-acquires-br-media-group-latin-america-s-largest-influencer-marketing-company

    ressalvas de método

    Rede de mais de 500 mil creators, incluindo 80% dos principais influenciadores da região. Mais de 500 clientes globais e locais. Fundada em 2012, operando a partir do Brasil.

    Fonte dos 500 mil creators e dos 500 clientes.

  16. Quartermast Advisors 2026 Creator Economy M&A Report, 11/01/2026. vendor

    quartermast.com/content/2026-creator-economy-manda-report

    ressalvas de método

    81 negócios em 2025, alta de 17,4% sobre 69 em 2024. América do Norte com 71%. Software 26%, agências 21%, veículos 16%, talentos 14%. Múltiplos de 5x a 9x EBITDA.

    O ritmo quase dobrou: o relatório do 1º semestre de 2026 registra 70 transações em seis meses — alta de 23%. Maiores negócios: eBay/Depop (US$ 1,2 bi), Netflix/InterPositive (até US$ 600 mi), Accenture Song/Whalar (~US$ 500 mi).

    A previsão da casa é o argumento do livro: “negócios de infraestrutura — pagamento, analytics, fulfillment e ferramentas de monetização — virarão alvos disputados, com margens defensáveis e exposição diversificada a creators.” Declaração de James Creech, fundador.

    Maior negócio de 2025: Bending Spoons/Vimeo, US$ 1,38 bi. Publicis comprou a Captiv8 por US$ 175 mi; Later comprou a Mavely por US$ 250 mi.

    Butique de assessoria em M&A — tem interesse em a categoria parecer aquecida. Metodologia transparente: releases, registros na SEC e imprensa. Citação preferida: Forbes, Ian Shepherd, 12/01/2026.

  17. Toluna Pesquisa sobre resoluções de ano-novo dos brasileiros, campo em 17 e 18/12/2025, divulgada pelo Meio & Mensagem em 06/01/2026. 27% pretendem diminuir o tempo de tela em rede social estimativa

    meioemensagem.com.br/midia/brasileiros-pretendem-diminuir-uso-de-redes-sociais-em-2026

    ressalvas de método

    27% pretendem diminuir o tempo de tela em rede social. Instagram é a principal citada, com 65%, seguido de Facebook (52%), TikTok (45%), YouTube (42%) e X (31%). No conjunto, 64% dos brasileiros estipularam metas para o ano novo, com predominância entre 18 e 34 anos.

    Base pequena e campo de dois dias. Cerca de 800 respondentes, ouvidos em 17 e 18 de dezembro. O corpo declara isso ao dizer “dado pequeno”.

    Intenção declarada, não comportamento observado. É pesquisa de resolução de ano-novo, e a própria Toluna registra que, das metas de 2025, só 21% foram integralmente cumpridas. O corpo usa como sinal direcional, não como medição.

    Não confundir com a pesquisa da Pluxee, de 2025, que mede comportamento passado — 67% dos brasileiros já teriam reduzido o uso, com base de 2.900 consumidores. Base, período e natureza diferentes.

  18. Tubular Labs Apresentação na VidCon, 20/06/2025, por Jill Nicholson, CMO. Dados globais até maio de 2025. vendor

    digiday.com/future-of-tv/future-of-tv-briefing-tv-is-youtubes-top-screen-except-when-counting-views-and-among-gen-z-viewers/

    ressalvas de método

    O paradoxo que é o argumento do capítulo: o celular responde por 69% das visualizações do YouTube; a TV, por 16%. Mas a TV entrega 42% dos minutos assistidos — a maior fatia, e liderando por dois meses seguidos.

    A explicação: 72% do tempo de TV vem de vídeos de vinte minutos ou mais. No celular, quase 59% das visualizações são Shorts. Alcance numa métrica, atenção noutra, mesma plataforma.

    77% de todas as visualizações do YouTube, em qualquer tela, são de vídeos com menos de um minuto — ou seja, Shorts.

  19. TVision What We Watch When We Watch YouTube On TV, jun/2026, e H2 2025 State of Streaming Report. vendor/painel

    tvrev.com/news/tvision-study-youtube-on-tv

    ressalvas de método

    Na TV, o YouTube parece TV: formato curto é só 16,8% das sessões; médio (6-20 min) 34,3% e longo (21-60 min) 32,5% — 66,8% somados. Contraste com os 77% de views abaixo de um minuto medidos pela Tubular: são réguas diferentes da mesma plataforma.

    O contraponto do VAB, com dados da própria TVision: o estudo The Impression Gap (fev/2026, julho de 2024 a junho de 2025, 21 plataformas) mede que o vídeo premium bate o YouTube em todas as métricas de atenção — 33% mais co-viewing, 49% de sessão mais longa, 18% mais atenção sustentada. No horário nobre, razão atenção-duração de 26,2% contra 17,6%.

    Conflito de interesse a declarar: o VAB é a associação das emissoras de TV americanas. Encomendou o estudo que compara o YouTube às suas próprias associadas. A TVision mede; o VAB paga e publica.

    Painel de 5.000 domicílios americanos com tecnologia de visão computacional. YouTube, Netflix e Prime Video alcançaram mais de 50% dos domicílios medidos no 2º semestre de 2025. A TVision foi adquirida pela Viant Technology.

  20. ZORZELLA, Marcio “Creator economy: pagando dividendos”. media:pov, Substack, 22/04/2026 fonte primária

    thezorza.substack.com/p/creator-economy-pagando-dividendos

    ressalvas de método

    Formulações originais: “Holdings de publicidade não compram empresas de social. Compram empresas de infraestrutura” e “Creator virou infraestrutura”.

    A segunda formulação deu título ao capítulo até 24/08/2026, quando o autor a substituiu por “Creator além das redes sociais” — Rafaela Lotto, da YOUPIX, publicou leitura equivalente no Meio & Mensagem em 11/03/2026, seis semanas antes.