e o que evapora a caminho da atenção
Um trilhão de dólares entra na publicidade por ano.
Este livro não fecha essa conta. Mostra como ela é montada, e por onde o dinheiro vaza.
O que mudou na mídia nos últimos dois anos, contado para quem precisa decidir a verba de mídia hoje.
A Introdução inteira está no site, aberta.
A primeira é a de Bauman. A mídia perdeu a forma, a grade, o pacote, a frequência, o formato fixo. Hoje ela flui, segue a jornada de cada pessoa, e é a mensagem que conduz, e não necessariamente o canal.
A segunda é a do contador. Aquilo que sobra depois dos descontos. Existe um valor bruto e existe um valor líquido, e não são o mesmo número. Entre o dinheiro que entra e a atenção dada por uma pessoa, se desconta um pedaço.
Quanto mais líquida no primeiro sentido, menos líquida no segundo.
Alcance é oportunidade de ver.
Atenção é gente, presente.
O que a indústria padronizou como anúncio visto exige que metade dele apareça na tela por um segundo. Apenas um segundo. Dos anúncios que passam nesse teste, sete em cada dez não são olhados por ninguém.
Comece com um real. Desconte o que a fábrica cobra, o que o robô consome, o que o site feito só para receber anúncio leva, o que ninguém consegue explicar para onde foi. Multiplique pelo que sobra de atenção humana. O número que resta cabe numa moeda.
Este livro traz as variáveis dessa conta, cada degrau atribuído. E fecha com uma pergunta incômoda. Aquela que o mercado passou vinte anos adiando.
Dediquei a maior parte da minha carreira a apresentar marcas para as pessoas. Trabalhei nas agências das, hoje, cinco grandes holdings e em independentes, do lado da marca que aprova a estratégia e paga a conta, e do lado de quem vende inventário de mídia. Vi o mesmo dinheiro de três ângulos, e este livro conta para onde ele flui.
Em 2025, o mercado global de publicidade cruzou a marca de um trilhão de dólares. É dinheiro demais para circular sem que ninguém pergunte onde ele para. Eu passei a perguntar, e a resposta não coube num artigo, precisou de um livro.
Atenção é o nome do que esse dinheiro persegue. É o ponto em que a gente para de contar cabeças e começa a contar mentes presentes. Não a exposição de um público, mas as pessoas de fato impactadas e ativadas pela mensagem da marca.
A Introdução continua, e está aberta no site, junto com as primeiras páginas do capítulo 1. Ler a Introdução inteira.
Quando mídia era monopólio, com um punhado de rádios e TVs, alguns jornais e revistas, tinha-se um plano à prova de críticas. Não que o plano fosse bom ou ruim, mas todo mundo concordava com as métricas: GRPs, exemplares de circulação paga, média de leitores por exemplar etc. Esse cenário explodiu.
Cada vez existem mais veículos. Cada vez existem mais métricas, e elas são mais granulares, mais detalhadas, geram gráficos mais elegantes, e ninguém concorda com nada. Marcio Zorzella destrincha esse cenário pulverizado, coloca cada player no seu devido lugar, e escancara a verdade difícil: pelas frestas dessas narrativas cruzadas está escorrendo dinheiro. E não é pouco.
Se você trabalha com mídia, seja comprando, programando em nome de uma marca ou vendendo, não pode deixar de conhecer A Mídia Líquida.
Enor Paianopioneiro da internet brasileira, presidente da Midiabizz e autor de Encontros Transformadores
A mídia é um jogo complexo, valendo trilhão, onde a maioria dos gestores não sabe da missa a metade. Zorza revela os interesses, métodos e distorções do ecossistema. A Mídia Líquida (re)organiza o tabuleiro do jogo, amplia visão estratégica e escancara onde o dinheiro escapa. Não compre mídia antes de ler.
Erlana Castroconselheira em estratégia e posicionamento criativo, fundadora do #ESGpraJá Think Tank
O filósofo Alain tinha uma metáfora linda para o despertar da consciência e do pensamento crítico. Quando viajamos de trem, o balanço regular entorpece e quando adormecemos, a cabeça balança, de cima para baixo, num ritmado e dócil sim. Mas quando o trem chega na estação e finalmente é hora de descer, acordamos e balançamos a cabeça, horizontalmente, num enérgico e voluntarioso não.
A Mídia Líquida fez isso comigo. Chacoalhei um bocado. O livro convidou-me para uma viagem na história recente da mídia e, mesmo que eu ainda não saiba exatamente o que fazer com meu mal-estar, pelo menos despertei de um preguiçoso embotamento profissional.
Fernand Alphenespecialista em branding e estratégia, CSO da Propeg
Tal qual a matéria, Marcio Zorzella passou por três estados (foi mídia agência, veículo e anunciante) até adquirir um olhar admiravelmente fluido sobre questões contemporâneas do mercado. Seus artigos combinam dados tão fartos quanto espertos e análises criativas para chegar a highlights preciosos na conclusão. Os textos são muito bem escritos, conferindo a discussões técnicas alguma leveza ao incorporar temas pop na narrativa.
Acho que ninguém pensa e escreve como o Marcio hoje em dia.
Paulo Camossa Júniorfundador da Piraporanó Marketing Publicitário
Cada título abre a lista de fontes daquele capítulo, com o tipo de cada uma e as ressalvas de método que o papel não comporta.
Parte I · O Sólido
Parte II · O Derretimento
Parte III · O Fluxo
Marcio Zorzella é mídia. Passou mais de três décadas nos três lados da mesa da publicidade. Nas agências que planejam e gerenciam, nas marcas que aprovam e investem, e nos veículos que vendem mídia. Viu o mesmo dinheiro de três ângulos, e é dessa triangulação que emerge a tese deste livro.
É advisor independente para agências, marcas e veículos de comunicação, a quem empresta o ponto de vista e a análise crítica sobre o negócio de mídia. Assina uma coluna mensal na Fast Company Brasil e escreve o media:pov, onde a tese do livro nasceu e foi testada em público, e de onde costuma fazer perguntas incômodas.
Vive em São Paulo.
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